Marketing & growth, Estratégia
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Mundial de futebol: a guerra pela atenção sobe na mesma proporção do seu CAC

Copa do Mundo, Olimpíadas, Super Bowl ou Black Friday: toda vez que a atenção coletiva se concentra em um grande evento, o mercado de mídia muda de comportamento. Entender esse movimento pode ser a diferença entre capturar demanda reprimida ou pagar, mais uma vez, o preço do improviso.
É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

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No primeiro jogo da Seleção Brasileira neste Mundial de 2026, eu estava com o dashboard de mídia da NP Digital aberto numa segunda tela. Eu queria ver, em tempo real, o que aconteceria com as campanhas dos nossos clientes assim que o país inteiro parasse para assistir a partida.

Algumas expectativas eram óbvias para o momento do jogo:

– Tráfego caindo

– Cliques sumindo

– Gente trocando o celular pela TV

– E uma seleção brasileira bem mediana como há muito tempo eu não via. Mas isso não é assunto para o momento

Fechei o notebook satisfeito com o nosso trabalho, por já ter avisado os clientes: “período fraco; é normal”.

Só que os números não caíram. O problema foi outro. Eles ficaram mais caros.

O CPM (custo por mil) subiu. O CPC (custo por clique) subiu. 

E o pior: subiu até em contas de clientes que não têm absolutamente nada a ver com futebol: um software B2B de logística, uma clínica de estética, uma seguradora. Ninguém ali estava competindo por “Copa do Mundo” como palavra-chave. E ainda assim, todos pagaram a conta.

Foi aí que entendi o que estava vendo não era uma queda de audiência. Era uma disputa por ela.

É o que a gente chama de inflação por contágio.

O leilão de mídia não pergunta se você tem algo a ver com futebol. Ele só registra que, naquela janela, há mais gente disputando o mesmo espaço. 

Cerveja, BET’s, tênis (isso mesmo; no meio do Mundial ainda temos Wimbledon), streaming. Todo mundo com budget de marca global decide, ao mesmo tempo, colocar mais dinheiro na mesa. 

E como essas marcas não compram só “futebol”, compram também “estilo de vida”, “tecnologia”, “conforto” (categorias genéricas que qualquer negócio também disputa), o preço sobe pra todo mundo junto.

Você não patrocina a Copa. Mas paga por ela do mesmo jeito, embutido no seu CAC de julho.

O reflexo mais comum, quando um gestor percebe isso, é pausar. Cortar mídia paga, segurar publicações, esperar a poeira baixar. Parece prudente. Na prática, é a decisão mais cara que existe.

Um levantamento que fizemos internamente, olhando empresas com mais de 100 mil seguidores que interromperam suas redes sociais de forma abrupta, mostrou um dado delicado: em três meses, o tráfego orgânico dessas marcas já tinha caído para menos de 40% do volume original. 

Em seis meses, restava praticamente nada. E a receita caiu junto; mesmo sem nenhum corte de verba de mídia.

O algoritmo pune o silêncio. Ele entende a ausência como irrelevância, e a reconstrução de autoridade é sempre mais lenta e mais cara do que a manutenção dela.

O erro de raciocínio, no fundo, é achar que a atenção do consumidor “acaba” durante um evento desses. Ela não acaba. Ela migra: de canal, de horário, de formato.

Antes do jogo, o consumidor ainda está no controle: pesquisando, comparando, decidindo com a cabeça fria. É a janela em que ele mais se parece com o cliente de qualquer dia comum.

Durante a partida, essa mesma pessoa se fragmenta entre a tela principal, o grupo de WhatsApp, o feed de memes em tempo real. Ali, o clique praticamente não existe. Insistir nessa janela é queimar orçamento.

Depois que o juiz apita o final do jogo, o humor vira. É uma janela curta, emocional, de fácil conversão para quem está presente, e muito ruim para quem sumiu.

O erro mais caro que vi executivos cometerem não foi gastar errado. Foi tratar essas três janelas como se fossem uma só. É aí que vem o desperdício.

Aqui está o ponto que eu mais queria que você levasse deste texto: nada disso é exclusivo de Copa do Mundo.

O mesmo padrão se repete nas Olimpíadas, no Super Bowl, na Black Friday, em qualquer evento que sequestre a atenção de uma fatia relevante do seu público ao mesmo tempo. 

O leilão infla, o funil oscila em pontos previsíveis, e quem trata a queda de métricas de curto prazo como fracasso de estratégia acaba tomando decisões (trocar criativo, cortar canal, entrar em pânico) que sabotam exatamente o período em que a demanda represada volta ao mercado.

A Copa de 2026, com três sedes e 48 seleções, é só a versão mais intensa desse fenômeno que qualquer mega-evento provoca. E ela vai se repetir no próximo grande evento que prender a atenção coletiva do seu consumidor.

O importante que você precisa levar daqui: quem constrói autoridade orgânica antes, mantém presença de marca durante (mesmo que em ritmo reduzido) e se posiciona para capturar a demanda represada depois, sai na frente sempre que isso acontecer de novo. 

Quem trata cada mega-evento como uma crise isolada vai continuar pagando, toda vez, o preço do pânico.

Eu fechei meu Mac na noite do primeiro jogo achando que tinha visto uma exceção. Mas na verdade eu tinha visto uma regra; e que ela vai se repetir muito antes do que a gente imagina.

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É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

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