Diversidade, Comunidades: HR4T – HR For Tomorrow, Gestão de pessoas

O avanço da representatividade: do mundo corporativo ao futebol

Para impulsionar a equidade de gênero, as organizações precisam ir além das suas fronteiras, pensando em ações que envolvam todo o ecossistema. Conheça as iniciativas do Mercado Livre focadas no empoderamento feminino
Diretora de people do Mercado Livre no Brasil desde 2018, [Patrícia Monteiro de Araújo](https://www.linkedin.com/in/patricia-monteiro-araujo-961844/) tem mais de 20 anos de experiência na liderança de recursos humanos de empresas globais, regionais e pequenas na América Latina, Europa e Estados Unidos. Tem amplo conhecimento em parcerias de negócios, fusões e aquisições, desenvolvimento organizacional e gestão de talentos. Seu ponto forte é encontrar e desenvolver executivos de alto nível.

Compartilhar:

Recentemente, o Mercado Livre anunciou o patrocínio ao time de futebol feminino do Flamengo, dando início a uma série de iniciativas no caminho do empoderamento feminino no esporte, somando-as a outras frentes nas quais entendemos que ainda faltam oportunidades, a exemplo da [área de tecnologia](https://mitsloanreview.com.br/post/como-e-uma-mulher-na-tecnologia).

No esporte, temos de destacar exemplos positivos de maior presença feminina! Foi marcante notar duas mulheres à frente da gestão bem-sucedida dos clubes que se enfrentaram na última final do Mundial de Clubes da Fifa: a russa Marina Granovskaia, diretora do campeão Chelsea, e Leila Pereira, presidente e patrocinadora do Palmeiras. Antes, na Olimpíada de Tóquio, outro retrato positivo: dos quase 11.000 atletas, aproximadamente 49% eram mulheres. O maior percentual de participação de mulheres em jogos olímpicos, um equilíbrio conquistado depois de 125 anos das primeiras Olimpíadas.

A ação com o Flamengo busca colocar mais um marco nesse avanço ao incentivar a presença feminina, contribuindo para um maior [equilíbrio de gênero](https://www.revistahsm.com.br/post/alem-de-gerar-renda-empreendedorismo-feminino-contribui-para-sociedade). É uma forma de impulsionar uma mudança cultural sob a ótica da equidade em toda a sociedade. Se hoje somos capazes de dar este importante passo é porque entendemos, em nosso passado recente, que essa lacuna existia dentro da nossa própria casa.

## Representatividade: um caminho de dentro para fora

A realidade atual dentro do Mercado Livre, assim como observamos em tantas empresas principalmente da nova economia, evoluiu. Grávidas e mães de bebês são contratadas e promovidas com frequência, exemplo de avanços internos que foram sendo construídos em múltiplos fóruns, a muitas mãos, para que a representatividade fosse disseminada por toda a companhia. Criamos mecanismos para facilitar a adaptação ao trabalho depois da licença por maternidade, com jornada flexível sem redução da remuneração. Também apoiamos as mulheres que decidem prolongar seu ciclo de fertilidade em seu planejamento familiar, custeando parte do procedimento de preservação dos óvulos. Temos muitas outras iniciativas em busca da equidade não só de gênero.

Entendemos que para democratizar o comércio e os serviços financeiros precisaríamos antes ter a mesma [diversidade](https://www.revistahsm.com.br/post/as-empresas-estao-passando-a-fase-2-do-movimento-de-diversidade) dos nossos usuários dentro de casa. Quando um dos nossos colaboradores reflete as mesmas “dores” do cliente, consegue dar novos olhares para os dilemas e para as soluções também. Trabalhamos ativamente para que nossos colaboradores sejam um reflexo da sociedade. Há avanços muito nítidos nos últimos anos: hoje as mulheres representam 49% dos mais de 13 mil funcionários da empresa no Brasil e 43% das posições de liderança, a partir de gerência, são ocupadas por mulheres.

E o reconhecimento externo começou a aparecer. Somos a melhor empresa para mulheres trabalharem no Brasil, segundo a consultoria Great Place to Work® Brasil. Já no Prêmio E-Commerce Brasil 2021, pela primeira vez, em 12 anos de premiação, tivemos uma vencedora na categoria Profissionais do Ano: Marketing/Vendas, eleita tanto pelo voto da academia quanto pelo voto popular, Julia Rueff. E também de forma inédita, tivemos a primeira vencedora na categoria Logística, escolhida pela academia, a Suelen Bellinassi.

Discutimos representação, igualdade, taxas salariais e percepções públicas das mulheres. Assim, nada mais natural que apoiar o esporte como poderosa ferramenta de transformação, já que um dos nossos pilares estratégicos busca impulsionar uma sociedade mais inclusiva. As mulheres ainda encontram no esporte um ambiente desafiador, seja nas quadras ou nos bastidores, na gestão. Por isso é importante o investimento na base, fortalecendo a presença das mulheres em todos os esportes, ampliando a participação em todas as esferas.

É quando fico orgulhosa de ver todo o nosso projeto interno impactar também a sociedade. Além do [patrocínio ao futebol feminino do Flamengo](https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/lancepress/2022/03/16/flamengo-e-mercado-livre-fecham-parceria-em-apoio-a-igualdade-de-genero.htm), vamos promover investimentos no time profissional e apoiar meninas e mulheres que queiram jogar futebol no projeto “Elas Jogam”. Nossa parceria com as escolinhas do Flamengo vai permitir mais jogadoras no futebol.

Apoiamos muitas iniciativas que buscam a inclusão por meio da educação, entre outros programas voltados para a formação de mulheres para trabalhar em tecnologia. Em outra frente, na educação financeira, com o Mercado Pago, também queremos incluir especialmente as pessoas desbancarizadas e sub-bancarizadas, com a oferta de conteúdos informativos, fortalecendo o empreendedorismo.

Mais que o mês das mulheres, estamos comemorando nossa cultura empreendedora e nosso modo de trabalho em beta contínuo pautado pela diversidade. Registramos uma evolução constante e sustentável nessa agenda positiva. Hoje, eu, aqui do meu foco em talentos, celebro que, por meio das pessoas, geramos mudanças que transpõem nossa organização para impactar não só líderes, colaboradoras e empreendedoras, mas também atletas e profissionais mulheres, contribuindo assim para um ambiente inovador e uma sociedade mais inclusiva.

CONFIRA TAMBÉM:
– [Quando os CEOs e RHs conversam](https://revistahsm.com.br/post/quando-ceos-e-rhs-conversam)
– [Onde estão as mulheres da sua empresa?](https://www.revistahsm.com.br/post/onde-estao-as-mulheres-da-sua-empresa)
– [Diversidade nas organizações com tecnologia aplicada](https://anchor.fm/extracast-hsm-management/episodes/RH-Tech-Trends-03—Diversidade-nas-organizaes-com-tecnologia-aplicada-e1bp1e3/a-a73pllk) (link para escutar o podcast)

Compartilhar:

Artigos relacionados

A inteligência artificial está acelerando a educação. Mas para onde?

Ferramentas de IA já produzem textos, avaliações, vídeos e conteúdos em segundos. Mas a transformação mais importante talvez não esteja na velocidade da produção, e sim na capacidade de redesenhar experiências de aprendizagem que desenvolvam pensamento crítico, prática, feedback e autonomia humana.

O que desorganiza o dia, desorganiza a mente

A sensação constante de apagar incêndios não é apenas um problema de produtividade. Este artigo mostra por que organização, gestão da agenda e definição de limites são competências essenciais para preservar desempenho, reduzir o esgotamento e recuperar o controle sobre a própria rotina profissional.

Quando um legado familiar redefine um pedaço da cidade

Construído sobre a área que durante décadas abrigou a fábrica e a recreativa da Tigre, o Cidade das Águas nasceu de uma pergunta pouco comum ao mercado imobiliário: antes de erguer torres, que tipo de bairro vale a pena construir?

Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de julho de 2026 13H00
Ferramentas de IA já produzem textos, avaliações, vídeos e conteúdos em segundos. Mas a transformação mais importante talvez não esteja na velocidade da produção, e sim na capacidade de redesenhar experiências de aprendizagem que desenvolvam pensamento crítico, prática, feedback e autonomia humana.

Daniel Luzzi - Fundador e CEO da Cognita Learning Lab

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de julho de 2026 08H00
A sensação constante de apagar incêndios não é apenas um problema de produtividade. Este artigo mostra por que organização, gestão da agenda e definição de limites são competências essenciais para preservar desempenho, reduzir o esgotamento e recuperar o controle sobre a própria rotina profissional.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

2 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia
16 de julho de 2026 14H00
Copa do Mundo, Olimpíadas, Super Bowl ou Black Friday: toda vez que a atenção coletiva se concentra em um grande evento, o mercado de mídia muda de comportamento. Entender esse movimento pode ser a diferença entre capturar demanda reprimida ou pagar, mais uma vez, o preço do improviso.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de julho de 2026 08H00
Robôs humanoides deixaram de ser protótipo e entraram em produção comercial em série. Enquanto conselhos ainda debatem a IA generativa, a automação física avança sem esperar. O atraso não aparece no balanço, mas se acumula como dívida de reação.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Empreendedorismo
15 de julho de 2026 15H00
Construído sobre a área que durante décadas abrigou a fábrica e a recreativa da Tigre, o Cidade das Águas nasceu de uma pergunta pouco comum ao mercado imobiliário: antes de erguer torres, que tipo de bairro vale a pena construir?

Sandra Regina da Silva - Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios

12 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Marketing & growth, User Experience, UX
15 de julho de 2026 08H00
Enquanto a IA assume processos, diagnósticos e tarefas repetitivas, cresce a importância de competências exclusivamente humanas. O desafio das lideranças não é automatizar mais, mas decidir onde a presença humana gera valor que nenhuma tecnologia consegue reproduzir plenamente.

Ana Flavia Martins - CMO da Algar

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Inovação & estratégia
14 de julho de 2026 18H00
Da criação do Takkyubin à reinvenção da logística japonesa, a história de Masao Ogura, responsável por transformar a Yamato Transport em um dos maiores cases de inovação logística do Japão. Este artigo revela como os princípios das artes marciais podem oferecer novas perspectivas sobre cultura organizacional, inovação, tomada de decisão e liderança em tempos de transformação.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

16 minutos min de leitura
Lifelong learning, Estratégia, Marketing & growth
14 de julho de 2026 14H00
Este artigo mostra como os eventos corporativos se tornaram ambientes estratégicos de inteligência coletiva, capazes de ampliar repertório, antecipar tendências e reduzir incertezas para líderes e organizações.

Sidnei Metzner - Gestor nacional de vendas da WK

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
14 de julho de 2026 08H00
Enquanto a longevidade transforma a composição da sociedade e do mercado de trabalho, muitas organizações continuam operando com modelos de gestão construídos para uma realidade demográfica que já não existe. Este artigo discute o conceito que desafia o jovem-centrismo corporativo e convida líderes a repensarem o valor da experiência, da diversidade geracional e da longevidade nas empresas.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de julho de 2026 14H00
Dados mostram o avanço da solidão no ambiente de trabalho, especialmente entre profissionais remotos. O texto propõe uma reflexão sobre como relações de confiança, segurança psicológica e capacidade de convivência se tornaram ativos estratégicos para a saúde organizacional.

Daniela Cais - Designer de Relações Profissionais, TEDx Speaker, Mentora de Comunicação para Carreiras e Negócios

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo