Tecnologias exponenciais
5 min de leitura

O papel da GenAI na experiência do cliente

A Inteligência Artificial Generativa (GenAI) redefine a experiência do cliente ao unir personalização em escala e empatia, transformando interações operacionais em conexões estratégicas, enquanto equilibra inovação, conformidade regulatória e humanização para gerar valor duradouro
Carla Melhado é CEO da Mutant, empresa especialista em Customer Experience e Business Performance. Com 16 anos de experiência em Telecomunicações, especializada em áreas como Customer Experience, Qualidade, Marketing e Vendas nos segmentos B2B e B2C. É graduada em Processamento de Dados e pós-graduada em Marketing e Administração.

Compartilhar:

A Inteligência Artificial Generativa (GenAI) emerge como um pilar da vanguarda tecnológica, redefinindo a experiência do cliente ao possibilitar interações dinâmicas, hiperpersonalizadas e contextualmente empáticas. Mais do que uma ferramenta de automação, essa tecnologia aprimora a qualidade das relações ao simular nuances humanas, adaptando-se a perfis e cenários heterogêneos — inclusive monitorando emoções para calibrar linguagem e tom em tempo real. Contudo, sua implementação exige rigor: modelos devem ser treinados para compreender nuances culturais e contextuais, assegurando assertividade e evitando percepções de impessoalidade.

O maior trunfo da GenAI reside na capacidade de personalização em escala. Empresas líderes já utilizam sistemas que ajustam respostas conforme o perfil do consumidor, transformando interações operacionais em momentos de engajamento estratégico. Essa abordagem transcende a eficiência, elevando a satisfação e fortalecendo a conexão emocional com a marca. A Inteligência Artificial da Mutant (IAM), desenvolvida internamente pela Mutant, exemplifica esse potencial, gerando resultados mensuráveis por meio de soluções adaptáveis e orientadas por dados.

Case Estratégico: Elevando a Excelência em CX no Varejo

Em um projeto recente, a Mutant atuou como parceira integral para uma das maiores redes de varejo do Brasil, que buscava consolidar um novo produto digital com foco na experiência do cliente. O desafio envolvia a criação de uma plataforma unificada, capaz de integrar serviços financeiros à jornada do consumidor sem recorrer à terceirização. Os objetivos eram claros: garantir segurança, reforçar a credibilidade da marca e promover uma experiência digital fluida, com ênfase em resolutividade e eficiência.

Em 60 dias, a solução implementada — baseada em GenAI — já demonstrava impacto tangível. Por meio de um redesign completo da arquitetura digital, incluindo a implantação de um menu cognitivo e funcionalidades transacionais avançadas, a plataforma passou a oferecer serviços como pagamentos seguros, auto gestão de contratos e digitalização de processos. 

O resultado? Um incremento de aproximadamente 20% na eficiência financeira do produto, um excelente aumento na digitalização dos serviços, atingindo cerca de 70% em atendimentos por voz e redução para o nível inferior a 10% na taxa de rechamadas (contra uma média de mercado de 15%). Além disso, a percepção de humanização das soluções elevou a confiança dos consumidores, consolidando a expansão estratégica da marca em serviços financeiros.

A GenAI destaca-se não apenas por seu impacto, mas pela velocidade de implementação. Ao treinar modelos a partir de bases de conhecimento existentes, empresas otimizam tempo e recursos, direcionando esforços para ajustes pontuais e adaptação contínua. Essa agilidade é crucial em setores onde o cliente demanda respostas imediatas e personalização extrema.

É imperativo, porém, que inovação e conformidade regulatória caminhem juntas. Questões como privacidade de dados e adesão à LGPD são fundamentais para construir relações duradouras. Líderes do setor demonstram que a sinergia entre tecnologia avançada e práticas humanizadas não apenas resolve demandas, mas também gera lealdade.

A implementação estratégica da GenAI permite às empresas equilibrar escala e empatia, criando interações que transcendem transações e se tornam experiências memoráveis. Cada desafio superado refinam os modelos, ampliando o impacto da tecnologia. O futuro do CX, sob essa ótica, será marcado por jornadas mais seguras, éticas e alinhadas às expectativas evolutivas do consumidor — com a GenAI consolidando-se não como uma ferramenta, mas como uma aliança estratégica na geração de valor perene.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quando tudo vira conteúdo, o que ainda forma pensamento?

A inteligência artificial resolveu a escala do conteúdo – e, paradoxalmente, tornou a relevância mais rara. Em um mercado saturado de vozes, o diferencial deixa de ser produzir mais e passa a ser ajudar a pensar melhor, por meio de curadoria, experiências e comunidades que realmente transformam.

Fornecedores, riscos e resultados: a nova equação da competitividade

Em um mundo em que pandemias, geopolítica, clima e regulações desmontam cadeias de fornecimento inteiras, este artigo mostra por que a gestão de riscos deixou de ser operação e virou sobrevivência – e como empresas que ainda tratam sua cadeia como “custo” estão, na prática, competindo de olhos fechados.

Apartheid climático: Quando a estratégia ESG vira geopolítica

A capitulação da SEC diante das regras climáticas criou dois mundos corporativos: um onde ESG é obrigatório e outro onde é opcional. Para CEOs de multinacionais, isso não é apenas questão regulatória, é o maior dilema estratégico da década. Como liderar empresas globais quando as regras do jogo mudam conforme a geografia?

Marketing & growth, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de março de 2026 11H00
A inteligência artificial resolveu a escala do conteúdo - e, paradoxalmente, tornou a relevância mais rara. Em um mercado saturado de vozes, o diferencial deixa de ser produzir mais e passa a ser ajudar a pensar melhor, por meio de curadoria, experiências e comunidades que realmente transformam.

Poliana Abreu - Chief Knowledge Officer da Singularity Brazil, HSM e Learning Village

2 minutos min de leitura
Estratégia
28 de março de 2026 06H00
Em um mundo em que pandemias, geopolítica, clima e regulações desmontam cadeias de fornecimento inteiras, este artigo mostra por que a gestão de riscos deixou de ser operação e virou sobrevivência - e como empresas que ainda tratam sua cadeia como “custo” estão, na prática, competindo de olhos fechados.

André Veneziani - VP Comercial Brasil e Latam da C-MORE

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
27 de março de 2026 13H00
Investir em centros de P&D deixou de ser opcional: tornou‑se uma decisão estratégica para competir em mercados cada vez mais tecnológicos.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Estratégia
27 de março de 2026 07H00
Medir saúde organizacional deveria estar no mesmo painel que receita, margem e eficiência. Quando empresas tratam bem-estar como benefício e não como gestão, elas não só ignoram dados alarmantes - elas comprometem produtividade, engajamento e resultado.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

4 minutos min de leitura
ESG
26 de março de 2026 15H00
A capitulação da SEC diante das regras climáticas criou dois mundos corporativos: um onde ESG é obrigatório e outro onde é opcional. Para CEOs de multinacionais, isso não é apenas questão regulatória, é o maior dilema estratégico da década. Como liderar empresas globais quando as regras do jogo mudam conforme a geografia?

Marceli Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de março de 2026 09H00
À medida que desafios logísticos se tornam complexos demais para a computação tradicional, este artigo mostra por que a computação quântica pode inaugurar uma nova era de eficiência para o setor de mobilidade e entregas - e como empresas que começarem a aprender agora sairão anos à frente quando essa revolução enfim ganhar escala.

Pâmela Bezerra - Pesquisadora do CESAR e professora de pós-graduação da CESAR School e Everton Dias - Gerente de Projetos

7 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
25 de março de 2026 15H00
IA executa, analisa e recomenda. Cabe ao líder humano decidir, inspirar e construir cultura.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
ESG
25 de março de 2026 09H00
Quando propósito vira vantagem competitiva, manter impacto e lucro separados é mais que atraso - é miopia estratégica.

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

5 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
24 de março de 2026 14H00
Quando a geopolítica esquenta, o impacto não começa nos noticiários - começa na planilha: energia mais cara, logística pressionada, insumos instáveis e margens comprimidas. Este artigo revela por que guerras longínquas se tornam, em poucos dias, um problema urgente de precificação, estratégia e sobrevivência financeira para as empresas.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
24 de março de 2026 07H00
À medida que a China eleva a inteligência artificial incorporada e as interfaces cérebro‑máquina ao status de indústrias estratégicas, uma nova disputa tecnológica global se desenha - e o epicentro da inovação pode estar prestes a mudar de coordenadas.

Leandro Mattos - Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...