Desenvolvimento pessoal

O que fazer quando não se sabe o que fazer?

Essa é a lição que a agilidade de aprendizado ensina, como explica George Hallenbeck.

Compartilhar:

Anote esse conceito: agilidade de aprendizado, ou “learning agility”. Com base na observação, o consultor George Hallenbeck percebeu que essa é a habilidade-chave de líderes que promovem a mudança rapidamente, e criou uma metodologia para ensiná-la aos demais líderes. “Em geral, os que dominam a agilidade de aprendizado são muito bons em criar soluções rapidamente. É uma habilidade complexa, mas o que está em sua raiz é que essas pessoas aprendem com as experiências que têm na vida, tanto no trabalho como fora dele”, explica.

O que permite que criem soluções muito mais rápidas e eficazes? Segundo Hallenbeck, essas lideranças reservam um tempo para tentar entender que lições podem aprender das situações e, quando deparam com novos desafios, esforçam-se para adaptar as lições aprendidas aos novos desafios que enfrentam, em vez de fazerem o que já funcionou antes.

**DESENVOLVA A AGILIDADE DE APRENDIZADO**

Treine quatro conjuntos de comportamentos:

**BUSCAR.** Deixar fluir a curiosidade, correr atrás proativamente de experiências novas.

**ENCONTRAR SENTIDO.** Procurar aprender ativamente a partir da nova experiência, fazendo perguntas, tentando enxergar novas abordagens, aprendendo com os próprios erros, ouvindo o ponto de vista de outras pessoas, prototipando ou fracassando rápido.

**INTERNALIZAR.** Refletir sobre as situações experimentadas, pedir feedback e racionalizar sobre as experiências para assimilar as lições resultantes.

**APLICAR. ** Usar o aprendido em novos desafios, de forma consciente. 

O trabalho de Hallenbeck com agilidade do aprendizado se concentra principalmente no Center for Creative Leadership, consultoria dedicada a treinamentos. “Ensinamos como os líderes podem aprender com suas próprias experiências. Mas nós os colocamos em situações que os tiram da zona de conforto, e ajudamos a se sentirem mais confortáveis com isso.” É menos simples do que parece, afirma, porque quem chegou a uma posição de liderança costuma gostar de exaltar o que o tornou bem-sucedido.

Saber implementar essa nova forma de pensar em uma organização – que provavelmente é intolerante a erros e confortável com seus modos de pensar – é outro desafio que precisa ser encarado. “Muitas vezes, as pessoas chegam com novas ideias que, em vez de serem vistas como uma forma de aprender, resultam em punições. Que mensagem isso envia para as pessoas? ‘Não desvie, não assuma riscos, deixe as coisas como estão’.” O trabalho do consultor, portanto, precisa envolver não só o líder específico que recebe o treinamento, mas também outras lideranças e acionistas da organização em questão.

Hallenbeck enumera os problemas que fazem os líderes procurarem desenvolver a agilidade de aprendizado:  (1) questionamentos hierárquicos e sucessórios; (2) dificuldades com estratégia; (3) falta de talentos; (4) mudança; e (5) desafio da inovação e da cultura. “Muito frequentemente há uma mistura de todos esses problemas”, observa, “mas os que mais se dispõem a passar pelo processo são justamente os executivos que estão lutando para promover a mudança.”

Como o treinamento da CCL começa? Com exercícios para que os líderes se abram mais a experiências novas sem sentir tanto desconforto assim.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Chega de olhar pelo retrovisor

A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Empresas preparadas para a próxima década não usam IA. Elas se reorganizam ao redor dela.

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

O que separa empresas inovadoras das que apenas fazem inovação

Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Pare de tentar prever o mundo. Construa uma empresa que aguenta vários.

Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Contratar, promover ou buscar fora: a decisão que separa o líder do gestor

Promover talentos internos, contratar no mercado ou recorrer a executivos por projeto são decisões cada vez mais frequentes em empresas que crescem e se transformam. Mas a escolha mais importante acontece antes disso: compreender qual problema realmente precisa ser resolvido. O artigo discute por que muitas organizações se concentram em preencher posições rapidamente, quando deveriam dedicar mais tempo a entender a natureza, a duração e a complexidade dos desafios que enfrentam.

Liderança
29 de junho de 2026 16H00
Ao revisitar a história de Francisco Serrão, este artigo propõe uma inversão rara na lógica da liderança contemporânea: talvez a verdadeira coragem não esteja em continuar a todo custo, mas da capacidade de definir limites.

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
29 de junho de 2026 08H00
Ao contrastar o poder das big techs ocidentais com a força industrial e estrutural do Oriente, este artigo amplia a leitura sobre inovação e revela que o futuro da economia global não será definido por empresas isoladas, mas pela interação entre ecossistemas tecnológicos interdependentes.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
28 de junho de 2026 15H00
Com Sérgio Frangioni e a Blanver como pontos de observação, o terceiro artigo da série sobre a indústria farmacêutica brasileira investiga como decisões empresariais, PDPs, IFAs e produção local podem aproximar inovação farmacêutica da vida concreta dos pacientes.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

13 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de junho de 2026 08H00
Diante de um cenário de sobrecarga crescente no trabalho, este artigo mostra que o problema não está apenas no volume, mas na forma como o trabalho é organizado, e apresenta caminhos práticos para redesenhá-lo com mais significado, autonomia e energia.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Estratégia
27 de junho de 2026 15H00
Mais do que acumular experiências, este artigo propõe uma mudança na forma de pensar carreira, apoiando-se em conceitos como “capital profissional” (composto de cinco capitais) e “professional equity”

Nathália Brandão - Head de Educação Corporativa no TikTok LATAM, Escritora e Forbes Under 30

5 minutos min de leitura
Liderança
27 de junho de 2026 08H00
Na estreia da coluna do Grupo Mulheres do Brasil, este artigo mostra que a liderança do futuro não será construída por decisões individuais, mas pela capacidade de mobilizar diversidade, escuta e inteligência coletiva para enfrentar desafios que já não cabem em uma única visão.

Andrea Gasques - Diretora de Comunicação do Grupo Mulheres do Brasil

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de junho de 2026 14H00
Ao revisitar os 30 anos do CESAR, este artigo mostra por que, em um mundo cada vez mais automatizado, a vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de formar pessoas que saibam interpretar, conectar e dar sentido ao conhecimento.

Janaina Calazans - Gerente de Ensino Superior da CESAR School

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de junho de 2026 08H00
Este artigo revela por que o verdadeiro desafio da IA não é adoção, mas uso intencional, capaz de ampliar o pensamento, e não substituí-lo.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Estratégia, Gestão de recursos
25 de junho de 2026 15H00
A teoria dos jogos expõe o erro estrutural por trás do modelo reativo que consome bilhões sem gerar resultados proporcionais. Este artigo mostra que não falta dinheiro na saúde, falta estratégia para usar.

Dr. Jorge Luiz Andrade - Anestesiologista e vice-presidente da Unimed Nova Iguaçu

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
25 de junho de 2026 08H00
Com o avanço da longevidade e a transformação demográfica, este artigo mostra por que o futuro das empresas depende menos de estratégias de atração e mais da capacidade de liderar diferentes ciclos de vida, repensando saúde, carreira e gestão de pessoas.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo