Gestão de pessoas, Estratégia e execução

O sucesso do trabalho híbrido no mundo pós-pandemia

No futuro do trabalho híbrido, líderes, gestores de RH e demais colaboradores podem seguir estratégias que equilibram as atividades presenciais e virtuais
É a VP global de RH da monday.com e passou por outras empresas e startups globais como Taboola, Appsflyer e Nielsen.

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O trabalho híbrido veio para ficar. Depois de um período árduo em que foi preciso administrar nossa rotina de maneira 100% remota devido à pandemia, as organizações de todo o mundo vêm optando pelo mix entre o [home office e a volta aos escritórios](https://www.revistahsm.com.br/post/retorno-ao-escritorio-deve-ser-hibrido-com-ambientes-integrados-e-gestao). Neste sentido, a pergunta que surge é: como este novo cenário vai funcionar na prática?

De acordo com um estudo recente da Accenture, 52% dos trabalhadores brasileiros desejam continuar trabalhando de casa pelo menos uma vez por semana. Entretanto, um terço dos entrevistados está preocupado com a maneira com que a modalidade híbrida afetará sua rotina de uma maneira geral. Para 46% dos respondentes, será mais difícil a colaboração com seus pares agora que alguns estarão no mesmo ambiente físico, enquanto outros, distantes. O estudo mostra ainda que 31% destes trabalhadores se questionam se seus gestores terão visibilidade de todas as suas contribuições nos fluxos de trabalho da equipe.

Na medida em que os limites entre a vida pessoal e profissional se tornam menos nítidos na atualidade, o equilíbrio entre esses dois mundos se tornou mais importante do que nunca. Na prática, isso significa criar um ambiente de trabalho saudável e flexível onde quer que você esteja. Por outro lado, os colaboradores estão preocupados com os impactos da falta de convivência diária com seus colegas e superiores em suas responsabilidades diárias e, em última análise, em suas carreiras. Com isso, temos uma pergunta muito complexa a ser respondida: como as empresas lidarão com esses desafios pós-pandemia?

Os funcionários, agora, têm mais opções no que diz respeito sobre quando, onde e como irão executar suas funções. No entanto, as organizações e seus líderes precisam se movimentar para que essas alternativas sejam, de fato, uma realidade.

## Democratize o acesso a todas as formas de trabalho

Em organizações que adotaram o modelo híbrido, muitos colaboradores transitam [entre o home office, o escritório e os espaços alternativos](https://www.revistahsm.com.br/post/rumo-ao-escritorio-vivo) como uma livraria, cafeteria ou coworking. Alguns podem não ter acesso a todas estas opções e, por isso, são obrigados a trabalhar em apenas um desses lugares. Outros, contudo, preferem ficar em casa todos os dias.

Para dar conta desta pluralidade, é preciso oferecer opções para que os colaboradores tenham acesso equitativo a todas as possibilidades de trabalho. Além disso, é preciso levar em conta a diversidade se quisermos potencializar o potencial destas pessoas, incluindo as múltiplas referências culturais, personalidades, gerações ou níveis de senioridade. Para muitas organizações, isso exigirá um rearranjo de suas estruturas.

Líderes de RH e de outros departamentos (vendas, customer success, financeiro, jurídico, entre outros) devem investir juntos em soluções para encontrar e sanar a raiz dos problemas dos colaboradores ao invés de apenas pôr um “curativo” na ferida.

Em outras palavras, é preciso apoiar ações para o bem-estar dos funcionários por meio de recursos que viabilizem sua saúde mental (psicólogos, sessões de terapia presencial e online) e as oportunidades para seu desenvolvimento pessoal. E visto que as pessoas não se tornam grandes líderes da noite para o dia, gestores podem tomar parte de treinamentos para desenvolver suas habilidades de liderança e, assim, fazer com que suas equipes deem o melhor de si em suas funções.

## Reequilíbrio entre o trabalho virtual e presencial

Ao longo do último ano, nos primórdios do trabalho remoto, os funcionários das empresas fizeram o uso de chamadas de vídeo para poder colaborar com seus pares, o que resultou em sucessivas e cansativas reuniões, situação que os colocou sob sério risco de burnout.

De fato, de acordo com a consultoria Gartner, três em cada quatro líderes de RH reconhecem que o aumento no número de pontos de contato virtuais ao longo do último ano fez com que os funcionários colocassem sua saúde mental em risco.

Além disso, poucas organizações estão atualmente investindo na atualização das modalidades de trabalho presencial, com apenas 17% implementando no meeting days (dias sem reuniões) e apenas 11% estão realizando ações dedicadas aos cuidados com a saúde mental.

Isso acontece porque todos os recursos de trabalho que não são digitais, como reuniões presenciais e brainstorms, surgiram em uma época em que os padrões de velocidade e eficiência eram completamente diferentes dos atuais. Por isso, talvez, seja a hora de repensá-los.

Isso pode ser feito da seguinte maneira: definindo um propósito claro para as reuniões, para que todos saibam o motivo de estarem ali e no que suas atenções devem estar focadas. Além disso, é necessário estruturar uma pauta e uma agenda (e se manter fiel a elas) com transparência, para que seja possível encorajar as pessoas a dar contribuições honestas às discussões. No mais, é preciso aplicar ainda um plano de ação, de modo que as resoluções não fiquem somente no papel.

## Como a tecnologia pode ajudar? O exemplo do Work OS

Faz parte da natureza humana que grupos de pessoas, às vezes, se distanciem e desenvolvam suas próprias culturas e comportamentos. Nas empresas, a mera existência de barreiras de comunicação é o suficiente para criar aquilo que se pode chamar de silos organizacionais, quando cada departamento opera de maneira distinta dos demais, com pouca ou nenhuma sinergia entre si.

Assim, quando as pessoas estiverem trabalhando de forma híbrida, a colaboração precisará de soluções tecnológicas inteligentes, para que seja possível assegurar que todos saibam o que seus pares estão fazendo. Ao equipar todos os colaboradores com os recursos adequados, conectando-os a um fluxo de trabalho perfeitamente compreensível e visualmente agradável, a colaboração acontece naturalmente, e os obstáculos são contornados e o engajamento aumenta.

A monday.com, por exemplo, é um sistema operacional de trabalho (Work OS) onde organizações de qualquer tamanho podem criar as ferramentas e processos que precisam para gerenciar todos os aspectos de seu trabalho. Ao combinar recursos como automações em aplicativos e integrações com outras plataformas, as equipes podem construir ou customizar seus fluxos da maneira que desejarem.

O processo para criar projetos colaborativos e compartilhar atualizações de status é claro e intuitivo, de modo que todos os envolvidos tenham boa visibilidade das metas, estratégias e avanços das ações. Isso faz com que organizações tenham um método para centralizar as comunicações em uma única plataforma, o que ajuda a maximizar o trabalho colaborativo.

Ninguém sabe ao certo como serão os escritórios em 2022, mas o retorno gradual (e, em geral, híbrido) aos escritórios que se verificará nos próximos meses deverá moldar este cenário. No entanto, ainda que a construção de um processo esteja em curso, não significa que ele vá durar. Serão precisos ajustes de acordo com a evolução das necessidades de sua organização. Todavia, na medida em que nos mantivermos atentos e receptivos a feedbacks e entendermos que todos querem o melhor para a empresa, seremos capazes de nos adaptar.

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