Healing leadership

ODS Zero e a Criação

É hora de focar na vida para manter e gerar vida
Dario Neto é diretor geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e CEO do Grupo Anga. Também é pai do Miguel e marido da Bruna. Marcel Fukayama é diretor geral do Sistema B Internacional e cofundador da consultoria em negócios de impacto Din4mo.

Compartilhar:

Estamos há um ano confinados. O que fazer quando tudo adoece, incluindo nós mesmos? Como dar vida a um sistema político, cultural, econômico, social e ambiental a caminho do colapso? Como ser humano com o volume diário de mortes com que temos há mais de ano? Como planejar negócios em um país com 50% de sua população economicamente ativa desocupada, desalentada ou subutilizada, segundo o IBGE? Onde buscar forças em um Brasil que, segundo pesquisa recente da USP, lidera mundialmente casos de ansiedade e depressão?

Adentramos a pandemia em meio a uma crise profunda e sistêmica de liderança, que está custando muito caro para nossas famílias, organizações, comunidades e ecossistemas. Sobretudo, está custando vidas e o futuro da próxima geração.

Para nós, à frente de dois importantes movimentos que atuam na formação de novas lideranças para a nova economia, tem sido também muito difícil. Mais do que nunca precisamos de líderes que incorporem os princípios da vida – regeneração e colaboração – em sua liderança, que sejam luz em tempos tão sombrios.

Querido(a) líder que cura, o Brasil e o mundo precisam de você e de todos nós mais do que nunca.

Abaixo enumeramos reflexões para que você potencialize a sua capacidade de ser healing leader em tempos de sistemas gravemente doentes:

– __Busque a sua homeostase.__ Você também é um sistema vivo dentro de sistemas vivos. A falta de equilíbrio (dinâmico, é verdade) vai limitar a sua capacidade de liderança regenerativa. Está se cuidando? Pausando?
– __Desperte as virtudes do Brasil.__ Somos esperançosos, criativos, sonhadores, alegres, solidários, autênticos e fraternos por natureza. Você está nutrindo o melhor do brasileiro em você e em suas relações?
– __Sonhe com outro futuro possível.__ Como nos lembra Muhammad Yunus, Nobel da Paz em 2006 pelo seu revolucionário projeto de microcrédito Grameen Bank, sonhar e imaginar é o primeiro passo para transformar uma realidade. Qual a sua ficção social?
– __Crie à luz do país que sonhamos.__ A enorme escassez e o caos bloqueiam a nossa capacidade de criar. Para criar e empreender, você deve sintonizar a sua frequência enquanto líder no Brasil em que todos queremos e iremos viver. Você está deixando o sonho de um Brasil interdependente, justo, igual e em equilíbrio sistêmico nutrir sua mente e seu coração?
– __De ação à sua criatividade.__ Dizem que o empreendedorismo surgiu há 5 mil anos na antiga Babilônia – o “iniciadorismo”, ou o ato de iniciar algo. Você está saindo das boas intenções para dar ação concreta a seus sonhos e sua criatividade?

É comum que, depois de ler isso, você se pergunte sobre as limitações. Elas existem. Mas vivemos o ápice do avanço tecnológico e o mundo nunca foi tão rico (apesar da concentração de renda) – com pouco mais de 1% do total de ativos financeiros do mundo toda a Agenda 2030 seria financiada.

Então, mobilize todo o seu capital – político, financeiro e/ou operacional, relacional – para dar forma e conteúdo à sua criaAção. Talvez a nossa cura e a do país passe pelo que chamamos de “ODS Zero” – a evolução da consciência humana. Uma organização humana é um organismo vivo. Uma liderança humana é uma liderança da qual flui vida. E de onde flui vida, flui criação.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Ageivism: o que acontece quando as organizações envelhecem, mas suas ideias não?

Enquanto a longevidade transforma a composição da sociedade e do mercado de trabalho, muitas organizações continuam operando com modelos de gestão construídos para uma realidade demográfica que já não existe. Este artigo discute o conceito que desafia o jovem-centrismo corporativo e convida líderes a repensarem o valor da experiência, da diversidade geracional e da longevidade nas empresas.

O luxo não vende exclusividade. Vende uma nova forma de viver.

Em um mundo onde quase tudo pode ser comprado, o verdadeiro luxo deixou de ser exclusividade e passou a ser simplicidade. Este artigo mostra por que as empresas mais valiosas da próxima década serão aquelas capazes de eliminar complexidade, reduzir decisões e transformar experiência em significado.

ROA, ROE e EBITDA estão ficando obsoletos?

O mercado aprendeu a medir estoques, fábricas e patrimônio físico. Mas como medir inteligência, dados e conhecimento? O desafio das empresas hoje não é apenas criar valor, mas desenvolver métricas capazes de reconhecê-lo.

Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, User Experience, UX
19 de junho de 2026 08H00
A partir de uma cena cotidiana, este artigo expõe um erro recorrente nas organizações: confundir treinamento com preparo e transferir a curva de aprendizagem para o cliente, com impactos diretos na experiência e nos resultados.

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de junho de 2026 16H00
Entre a inovação e o risco, este artigo discute até onde se deve confiar na IA dentro do contexto clínico. A tecnologia, sem dúvidas, amplia capacidades, mas ainda depende de dados de qualidade, supervisão humana e confiança para cumprir seu potencial.

Adalene Tiso - Diretora da unidade Healthcare da Interplayers

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança, Lifelong learning
18 de junho de 2026 08H00
Por que empresas aprendem mais com fracassos analisados com honestidade do que com cases heroicos?

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de junho de 2026 15H00
O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia - mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Marcus Garcia - Diretor Comercial da Konia Tecnologia

3 minutos min de leitura
Lifelong learning
17 de junho de 2026 09H00
Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Daniel Luzzi - CEO Cognita Learning Lab

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
16 de junho de 2026 15H00
O mercado discute o futuro - mas continua ignorando quem já está pronto para trabalhar. Este artigo chama atenção para um movimento ignorado: a crescente presença da geração 60+, e o custo de continuar excluindo um dos recursos mais experientes e disponíveis da força de trabalho.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de junho de 2026 09H00
Na estreia da coluna, as autoras, Cecília Seabra e Thais Giuliani, propõem uma mudança de paradigma na liderança: sair das explicações rápidas e dos julgamentos para construir relações mais consistentes por meio da escuta, da curiosidade e da integração de diferenças.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão"

7 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
15 de junho de 2026 15H00
Colesterol, cardiologista, academia. Tudo certo. Só falta mencionar o que, de fato, está tirando as pessoas de campo.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
15 de junho de 2026 08H00
A liderança não cabe mais em rótulos e quem ainda pensa assim pode estar ficando para trás. Este artigo mostra como a valorização de perfis não lineares e a capacidade de integrar múltiplas experiências redefinem o conceito de talento nas organizações.

Maria Augusta Orofino - Palestrante, TEDx Talker e Consultora corporativa

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de junho de 2026 15H00
Mais do que falta de talento ou tecnologia, este artigo revela o verdadeiro risco das organizações modernas: pessoas que deixam de dizer o que pensam. Este artigo demonstra como isso compromete decisões, inovação e resultados sem que ninguém perceba.

Valter Bahia Filho – Autor e consultor educacional

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo