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Desperte sua atitude lifelong learning
Chief Knowledge Officer (CKO) na HSM , Singularity Brazil & Learning Village. Graduada em relações internacionais e com MBA em gestão de negócios, se especializou em ESG, cultura organizacional e liderança. É mãe da Clara, apaixonada por conhecer e viver em culturas diferentes.

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Você lembra qual foi a última vez que se impressionou ou aprendeu algo completamente inesquecível? Na última edição do SingularityU Brazil Summit, em junho do ano passado, o futurólogo Jason Silva comentou sobre o estado de AWE, termo em inglês que pode ser traduzido como a admiração de um momento imensurável, capaz de transcender nossa compreensão de mundo.  

Viajar é uma das melhores formas de entrar em modo AWE. Estamos mais abertos quando viajamos. Prestamos mais atenção no pôr do sol, na culinária local e no modo como as pessoas vivem. Conhecer novos lugares nos inspira a enxergar novos ângulos. Pensando nisso, viagens talvez sejam o melhor caminho para despertar uma atitude de lifelong learning. Não é por acaso que executivos de todo o mundo têm se aventurado em missões, eventos e cursos fora de seus países. 

A minha carreira e a minha vida foram completamente transformadas por experiências no exterior – e entendo o tamanho desse privilégio em um país de relações tão desiguais como o Brasil. A primeira delas aconteceu em 2006, quando fui estudar na Universidade de Coimbra, em Portugal, e, logo depois, trabalhar em Lisboa. Considero esse período um ponto de virada na minha evolução pessoal e profissional. Coimbra ainda abriu as portas para um curso de verão em Utrecht, na Holanda. Novo país, nova cultura, novos aprendizados.

Seis anos depois, surgiu a oportunidade de morar em Boston. Abri mão da estabilidade de um emprego (no qual estava completamente realizada) para abraçar uma nova perspectiva de vida. A cidade abriga alguns dos mais importantes centros de excelência acadêmica do mundo. Mas em nenhum momento passou pela minha cabeça fazer um MBA formal. Nessa época, encarei a ideia do “learning for fun” como mantra. Com isso em mente, participei como ouvinte em cursos do MIT, assessorei aulas na Boston University e realizei alguns cursos de extensão em Harvard (e até mesmo um módulo de culinária na Le Cordon Bleu). 

Minha temporada nos Estados Unidos rendeu muito mais do que um diploma: aprendi com outras pessoas, melhorei meu inglês, ampliei minha rede de contatos, fiz grandes amigos e formei um repertório global de gestão e negócios. Mas minha experiência mais transformadora ainda estava por vir. Em 2015, nessas circunstâncias que a vida nos traz, me encontrei morando em Lima, no Peru. Foi lá que nasceu a minha filha Clara. A cidade me ensinou que ser mãe é ser um lar em si. Mudou meu paladar, melhorou meu espanhol e me deu um novo sentimento de pertencimento em relação à América Latina.   

Ligar os pontos entre as viagens que mudam nossas vidas é mais complexo do que parece.  Ao tentar concluir este artigo, isso ficou bastante evidente para mim. A experiência entre países, culturas e idiomas diferentes – em diferentes momentos de vida – nunca será linear ou conclusiva. Pensando nisso, talvez o maior sentimento AWE é perceber que o mundo é realmente a nossa maior escola.

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Chief Knowledge Officer (CKO) na HSM , Singularity Brazil & Learning Village. Graduada em relações internacionais e com MBA em gestão de negócios, se especializou em ESG, cultura organizacional e liderança. É mãe da Clara, apaixonada por conhecer e viver em culturas diferentes.

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