User Experience, UX, Marketing & growth
3 minutos min de leitura

Performance B2C na hotelaria: por que o marketing não termina na reserva?

O artigo explora como empresas de hospitalidade e entretenimento podem integrar marketing, operação e relacionamento para transformar uma compra em uma conexão contínua com a marca.
Diretor de Marketing E Experiencia do Cliente do Grupo Mabu. MBA Internacional em Inovação, Gestão de Negócios e Empreendedorismo na FIA USP, Pós-Graduado em Publicidade e Mercado pela ECA USP, Graduado em Publicidade e Propaganda pela Puc de São Paulo. Mais de 20 anos de experiência em Comunicação e Marketing, desenvolvendo planejamento estratégico com olhar para ROI, gerenciamento de campanhas de marketing digital, projetos de Branding e Comunicação Institucional, bem como campanhas de incentivo e Customer Journey. Desenvolveu equipes visando engajamento entre times e potencializando a performance, atuando fortemente com gestão de mudanças. Liderança de questões complexas, impactando na transformação digital, implementação de metodologias ágeis e inovação.

Compartilhar:

Uma reserva confirmada é um resultado importante. Mas, em um negócio que reúne hotelaria e entretenimento, ela representa apenas uma etapa da relação com o consumidor. A decisão de viajar começa antes da visita ao site e seus efeitos continuam depois do check-out. Se o marketing quiser contribuir para a performance B2C, precisa compreender essa trajetória inteira.

Na hotelaria, o valor da experiência está naquilo que o cliente vive e guarda na memória. Uma família que reserva uma estada ou compra ingressos para um parque aquático planeja dias de descanso, diversão e convivência. Atender a essa expectativa exige alinhamento entre a comunicação, que apresenta a proposta de valor, e a operação, que a concretiza em cada ponto de contato com o cliente.

Isso exige que marketing, reservas e equipes responsáveis pela experiência compartilhem uma visão do cliente e atuem de forma integrada ao longo de sua jornada. Da campanha à conversa para esclarecer dúvidas, da chegada ao hotel à visita ao parque, cada contato contribui para a percepção da marca. O desafio da gestão é assegurar consistência entre essas interações, conectando áreas, processos e informações para oferecer uma experiência contínua antes, durante e depois da compra.

Em operações que combinam diferentes serviços e experiências, o relacionamento com o cliente pode passar por hospedagem, entretenimento, alimentação e outras ofertas complementares. Nesse contexto, bases de CRM reúnem informações provenientes de múltiplos pontos de contato. O desafio não é apenas comunicar ofertas, mas compreender interesses, preferências e momentos de vida para tornar cada interação mais relevante.

Uma família que visitou o parque pode considerar uma hospedagem em outra viagem. Durante a estada no resort, pode descobrir experiências que ainda não conhecia. A oportunidade de ampliar esse relacionamento depende de contexto: apresentar uma possibilidade pertinente, no momento adequado, é mais útil para o cliente do que repetir a mesma campanha para toda a base.

Há também um efeito direto sobre a receita. No primeiro trimestre de 2026, o canal digital respondeu por aproximadamente 60% da receita da hotelaria do grupo. Esse peso exige que os canais próprios funcionem como espaços de compra: informações claras, navegação simples e um processo de reserva que permita ao viajante resolver sua viagem com autonomia. Cada dificuldade nesse percurso pode interromper uma decisão que a comunicação ajudou a construir.

O crescimento de uma marca na hotelaria depende tanto de ser lembrada pelo viajante quanto de facilitar sua jornada de compra. Isso exige integrar construção de marca, presença nos canais de pesquisa e eficiência no processo de reserva. A comunicação desperta o interesse; informações claras e uma jornada simples ajudam a transformar esse interesse em uma decisão de compra.

A performance B2C, porém, não pode ser avaliada apenas pela conversão. Uma venda pode ter sido eficiente e, ainda assim, a experiência revelar problemas que dificultem o retorno. Por isso, indicadores como satisfação, recomendação e recompra precisam ser observados junto com a receita dos canais digitais. Eles ajudam a responder uma questão central: estamos apenas atraindo novos clientes ou construindo relações que continuam depois da primeira viagem?

Os dados coletados ao longo da jornada podem orientar melhorias concretas. Se os clientes relatam demora no check-in, alguma dificuldade na experiência do parque ou dúvidas recorrentes durante a compra, essas informações devem chegar às equipes capazes de agir. Da mesma forma, automatizar uma etapa repetitiva só faz sentido quando libera tempo para atender melhor as pessoas nos momentos em que elas precisam de atenção.

A principal contribuição do marketing para um negócio de hospitalidade e entretenimento é conectar promessa, experiência e resultado. Isso requer conhecer o consumidor, facilitar suas escolhas e acompanhar o que acontece após a venda. A reserva mostra que alguém decidiu vir. A qualidade da relação construída a partir dela ajuda a explicar por que essa pessoa voltaria.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Os oito pilares que sustentam uma estratégia sólida de IA

O sucesso das iniciativas de inteligência artificial depende de muito mais do que bons algoritmos. O artigo explora os elementos fundamentais para transformar a IA em uma ferramenta estratégica de negócios, conectando inovação, governança, segurança, compliance e desenvolvimento organizacional.

74% das empresas consideram a cibersegurança de terceiros muito importante

A porta de entrada para um incidente cibernético nem sempre está dentro da organização. Em muitos casos, ela pode estar em um parceiro, prestador de serviço ou fornecedor com acesso a sistemas, dados e processos críticos. O artigo explora por que a gestão de terceiros se tornou um dos principais desafios da segurança digital contemporânea.

IA como álibi das decisões não pensadas

Será que as empresas, focando a agilidade das entregas com assistência de inteligência artificial, deixaram em segundo plano a qualidade do raciocínio? E quais são os riscos disso?

O problema não começa no canteiro. Só fica visível nele.

Atrasos, mudanças de escopo e disputas contratuais costumam ser tratados como falhas da execução. O artigo argumenta que, na maioria dos casos, os conflitos já estavam contratados desde o início, em escopos incompletos, riscos mal distribuídos e orçamentos desconectados da realidade do projeto.

Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura
Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
30 de setembro de 2026 14H00
Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Juliana Tubino - Cofundadora do Ecossistema Octo e coautora do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

6 minutos min de leitura
ESG
30 de setembro de 2026 08H00
Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 14H00
Dois jovens iniciaram a carreira no mesmo programa de trainees, com formações semelhantes e perspectivas promissoras. Trinta anos depois, vivem realidades profissionais e financeiras muito diferentes. A partir dessa história, o artigo propõe uma reflexão sobre como empresas podem contribuir para trajetórias mais sustentáveis e equitativas ao longo de toda a vida.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 08H00
Enquanto algumas organizações reduzem contratações de profissionais em início de carreira graças aos ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial, outras fazem exatamente o oposto e ampliam seus programas de formação. O motivo é simples: toda vaga júnior eliminada hoje pode se transformar em uma escassez de profissionais experientes amanhã.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
28 de setembro de 2026 14H00
Lideranças são constantemente cobradas a desenvolver equipes engajadas, seguras e resilientes. Mas o que acontece quando elas recebem a responsabilidade pela mudança sem tempo, recursos ou autonomia para promovê-la? Uma reflexão sobre o limite entre responsabilidade individual e responsabilidade organizacional.

Indira Leite - Consultora em Educação Corporativa e Mestre em Psicologia Organizacional, Especialista em Engajamento de Equipes.

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de setembro de 2026 08H00
Conversar com um assistente para resolver uma demanda parece simples para o usuário. Para as organizações, porém, isso exige uma transformação muito mais profunda: explicitar processos, organizar capacidades de negócio e construir uma arquitetura capaz de conectar intenção, decisão e execução de forma confiável. É nesse encontro entre inteligência artificial e arquitetura headless que surge uma nova lógica para o futuro das operações empresariais.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

CAPA_HSM_30_ANOS-1_pages-to-jpg-0001

Acesse agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #175

EDIÇÃO ESPECIAL DE 30 ANOS DA HSM MANAGEMENT