Inovação
4 min de leitura

Preparados para o SXSW 2025?

O evento de inovação mais esperado do ano já empolga os arredores com tendências que moldarão o futuro dos negócios e da sociedade. Confira as apostas de Camilo Barros, CRO da B.Partners, para as principais movimentações do evento.
É designer de futuros pelo Institute for Tomorrow e CRO do B&Partners, onde lidera iniciativas de inovação e transformação digital. Com mais de 13 anos de experiência no SXSW, colabora com empresas globais para antecipar tendências e construir estratégias que geram impacto positivo.

Compartilhar:

SXSW

O SXSW (South by Southwest) segue como o grande radar global de inovação, tecnologia e cultura. Em 2025, o evento deve reforçar ainda mais seu papel como o epicentro das discussões que vão definir os rumos dos negócios, da sociedade e da interação humana com a tecnologia. Como designer de futuros, trago minhas apostas pessoais para quem quer estar à frente das mudanças que estão chegando

1. Inteligência Artificial Generativa: Da Automação à Cocriação

A IA generativa já ultrapassou o status de tendência e se consolidou como ferramenta essencial para diversos setores. Mas o que vem agora? Sessões como “How Not to Screw up an AI Transformation While Shaping the Future of Your Company”, com Ian Beacraft, e “AI is the new UI: Transforming Your Everyday”, com Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, indicam que a IA será cada vez mais integrada ao nosso dia a dia, transformando não apenas a produtividade, mas a própria criatividade.

O grande desafio não é mais técnico, e sim estratégico: como garantir que a IA amplifique a criatividade humana ao invés de substituí-la? Isso exige uma mudança de mentalidade nas lideranças, que precisam enxergar a IA como um parceiro estratégico e não apenas como uma ferramenta de eficiência.

2. Computação Quântica: O Próximo Grande Salto Tecnológico

A computação quântica ainda parece um conceito abstrato para muitos, mas 2025 pode ser o ano em que ela começa a impactar a realidade dos negócios. Sessões como “Quantum Computing – What’s Now and What’s Next?”, com Charina Chou do Google Quantum AI, e “From Sci-Fi to Society: The Next Era of AI and Quantum Computing”, com Arvind Krishna, CEO da IBM, vão mostrar como essa tecnologia está saindo dos laboratórios e entrando no mundo real.

A aposta aqui é clara: setores como saúde, logística e cibersegurança serão os primeiros a sentir os impactos dessa revolução. O grande desafio será garantir que essa tecnologia não fique restrita a poucos players e que seja usada de maneira ética e acessível. Para as empresas, antecipar essas transformações significa abrir novas possibilidades estratégicas antes da concorrência.

3. Sustentabilidade e Design Regenerativo: Repensando o Futuro

A crise climática exige respostas urgentes, e a inovação terá um papel fundamental nessa jornada. O SXSW 2025 coloca o tema no centro das discussões com sessões como “Primitive Futures: Architecture Amid Climate Change & AI”, com Chad Oppenheim e Stacy Shoemaker Rauen, e “Create, Code, Conserve: Digital Design for a Circular Future”, com Nadine Clarke e Lisa Grainek.

Não se trata mais apenas de reduzir impacto ambiental, mas de regenerar ecossistemas. Empresas que souberem integrar design regenerativo, IA e IoT terão vantagem competitiva, além de contribuir para um planeta mais sustentável.

4. Economia Criativa e o Poder dos Criadores

A economia criativa não para de crescer e, mais do que nunca, os criadores estão no centro da inovação. O SXSW 2025 destaca isso com painéis como “Mastering the Art of Influencer Entrepreneurship”, com Keith Lee, e “B2B Creators – The Creator Economy’s Dark Horse”, com Brett Dashevsky.

Minha aposta? O mercado está amadurecendo e exigindo mais autenticidade e sustentabilidade. Criadores que conseguirem equilibrar engajamento genuíno com modelos de negócios inovadores terão uma vantagem clara.

5. Futuro do Trabalho: A Grande Reavaliação

O futuro do trabalho continua em evolução acelerada, e o SXSW traz insights valiosos em sessões como “The Great Rethinking: How to Navigate the Future of Work”, com Rishad Tobaccowala, e “Spill the Tea: A Strategic Guide to Office Gossip”, com Amy Gallo.

A tecnologia está transformando processos, mas habilidades humanas como criatividade, empatia e pensamento crítico serão ainda mais valorizadas. Empresas que conseguirem equilibrar automação com um ambiente que promove inovação e bem-estar terão uma vantagem clara.

6. O Papel da Liderança e Saúde no Futuro

O SXSW 2025 também trará grandes nomes que discutem os desafios e transformações na liderança global. Michelle Obama, ex-primeira-dama dos EUA, compartilhará sua visão sobre resiliência, liderança e impacto social em tempos de mudanças rápidas. Priscilla Chan, cofundadora da Chan Zuckerberg Initiative, discutirá como inovação e filantropia podem remodelar o acesso à saúde e à educação.

No campo da longevidade e biohacking, Bryan Johnson, fundador do projeto “Don’t Die”, abordará como novas tecnologias estão redefinindo os limites do envelhecimento e da saúde preventiva. Essas discussões reforçam que, além da inovação tecnológica, há uma transformação humana e social em curso que exige novas abordagens para qualidade de vida e bem-estar.

O SXSW 2025 não é apenas um evento, mas um laboratório vivo de ideias, que nos convida a redesenhar o presente e projetar o futuro. Minhas apostas refletem a convicção de que o futuro será moldado por aqueles que souberem integrar tecnologia, sustentabilidade e humanidade de forma ética e inovadora.

Para líderes e empreendedores, o recado é simples: o futuro não acontece para nós – nós o construímos. E o SXSW 2025 será o espaço ideal para conectar ideias, pessoas e visões que podem transformar não apenas negócios, mas a sociedade como um todo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Autonomia não é fazer sozinho

Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Quando pessoas inteligentes discordam, o problema pode não ser a informação

Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

2027 começa em outubro: o que os CEOs já estão decidindo agora

Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Plataformização da educação: 3 pontos para refletir antes de levar tecnologia para a sala de aula

Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

O que Guimarães Rosa pode ensinar sobre liderança na era da IA

Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

O caso Abril não foi uma crise da mídia. Foi uma crise de adaptação

Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Tecnologia & inteligencia artificial
5 de setembro de 2026 14H00
A maioria das organizações sabe exatamente quanto faturou ontem. Poucas sabem quanto perderiam se amanhã não conseguissem operar. Ao discutir os impactos financeiros da indisponibilidade de sistemas, o artigo propõe uma mudança de perspectiva: cibersegurança não deve ser vista apenas como um investimento em tecnologia, mas como uma estratégia de proteção da receita, da continuidade operacional e da capacidade do negócio de seguir funcionando diante de incidentes cada vez mais frequentes.

Felipe Berneira - CEO da Pronnus Tecnologia

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
5 de setembro de 2026 08H00
À medida que a inteligência artificial assume atividades repetitivas e amplia a capacidade analítica das organizações, surge uma oportunidade para redefinir a gestão de pessoas. O artigo mostra como tecnologias aplicadas a remuneração, benefícios e bem-estar podem fortalecer decisões mais inteligentes e personalizadas, sem substituir aquilo que continua sendo exclusivamente humano: empatia, julgamento e liderança.

Natalia Ubilla - Diretora de RH no iFood Pago e iFood Benefícios

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional
4 de setembro de 2026 14H00
A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Juliana Algodoal - PhD em Análise do Discurso e especialista em comunicação corporativa

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de setembro de 2026 08H00
As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Juliana Bezerra - Líder de conteúdo na DEA Design

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Direito, Regulação & Compliance
3 de setembro de 2026 18H00
A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia inaugura um novo cenário para as redes de franquias brasileiras. Com redução gradual de tarifas, acesso mais facilitado a tecnologias e insumos, além da possibilidade de expansão para novos mercados, o franchising passa a enxergar na internacionalização uma oportunidade concreta de crescimento. Ao mesmo tempo, a chegada de concorrentes europeus exigirá das marcas nacionais mais inovação, eficiência e capacidade de adaptação para competir em um ambiente cada vez mais globalizado.

Camila Nicolau - Advogada especialista em Direito Empresarial e Contratual

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Marketing & growth
3 de setembro de 2026 14H00
Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Claudia Schulz - CEO da ABStartups

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de setembro de 2026 08H00
O artigo mostra por que a pergunta mais importante já não é qual solução de IA adotar, mas quem está definindo os limites, os objetivos e as regras de uso dessa tecnologia dentro da organização.

Erick Rezende - Diretor de Delivery na Cognitivo AI

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
2 de setembro de 2026 14H00
À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services

6 minutos min de leitura
User Experience, UX, Marketing & growth
2 de setembro de 2026 08H00
O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.

Bruno Almeida - CEO da US Media

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 15H00
Em momentos de retração econômica, cortar custos costuma ser uma resposta imediata. O problema é que algumas das perdas mais importantes não aparecem nas planilhas. Conhecimento acumulado, confiança, experiência e capacidade de inovação formam um patrimônio invisível que pode levar anos para ser reconstruído.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução