Desenvolvimento pessoal

Qual a prontidão de voltarmos fisicamente aos escritórios?

Faça um exercício mental e tente imaginar o retorno aos escritórios: a volta trará o contato físico com os colegas de trabalho, mas implicará também na execução de protocolos sanitários e, no agregado, voltaremos a ficar presos no trânsito
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

A pandemia continua matando mais de 2 mil pessoas por dia, mas é inevitável pensar que em algum momento voltaremos a trabalhar fisicamente juntos, com nossos colegas que usam o mesmo crachá.

Me pergunto o quanto estamos preparados para isso. Temos a devida segurança psicológica? Temos condição física e logística? Para que serve mesmo um escritório? Vou me atentar a esse último ponto neste artigo.

Os escritórios que conhecíamos devem deixar de existir. A esmagadora maioria das empresas já redefiniu um jeito de trabalhar que, em algum grau, permitirá flexibilidade de localização física.

Poderemos, aparentemente, desfrutar de algum benefício de trabalho remoto eventual, que nada se parece com a rotina de “home-tudo” que enfrentamos durante a pandemia. Tem tudo para ser legal.

Algumas empresas se mudaram para o interior, algumas optaram por espaços com mais áreas verdes, que têm efeito comprovado na qualidade de vida das pessoas, e outras estão reformando seus espaços para a nova rotina.

## Nem tudo serão flores

No entanto, temos que pensar também que a volta não deve ser tão simples. Vamos nos lembrar que teremos que acordar mais cedo (talvez 1h mais cedo), pegar trânsito, voltar tarde para casa (com mais trânsito). Para quem aproveita a noite para estudar, talvez se lembre que o preço do estacionamento na frente da faculdade custa um rim. Que comer fora de casa vale o outro rim.

Os desafios da liderança vão aumentar. Haverá um pequeno estresse com os padrões de limpeza e segurança. Além disso, a gente vai ter que se desdobrar para ter toda a equipe junta de vez em quando (e sim, valerá a pena).

Nesse contexto futuro, não adianta ir para o escritório e ficar o dia inteiro com fone de ouvido por causa das videoconferências. Os escritórios vão precisar ser reinventados para lidar com todas essas mudanças.

Entendeu o desafio? A gente vai ter que lutar para estar junto, algo tão necessário para criar times fortes. Viveremos mais um momento em que o diálogo será urgente e indispensável. Talvez só nesse momento, juntos de novo, podemos ter uma noção mais exata de como nosso time está e o quão todas as pessoas sentem parte de um time de verdade.

Será o momento de (re)conectar com as pessoas de outras áreas e entender o impacto da pandemia em cada um – se você não [repensou a vida, não viveu a pandemia “direito”](https://www.revistahsm.com.br/post/o-que-ainda-nao-aprendemos-com-a-pandemia). Mas ainda dá tempo.

Claro que o trabalho remoto é uma benção, mas está longe de resolver todos os nossos problemas. Aliás, segundo [uma pesquisa recente sobre trabalho remoto](https://about.gitlab.com/remote-work-report/), realizada pela Getlab (feita em parceria com outras gigantes da tecnologia, como Dropbox) dão conta de que 1 em cada 3 pessoas deixaria a empresa se o trabalho remoto não fosse uma opção.

Nosso desafio então começa por tornar o escritório um lugar desejável, incomparável, muito (mas muito mesmo) bom de estar.

Vale pensar em como recepcionar as pessoas de volta, como retomar o convívio, as conversas, o sentimento de time, ao mesmo tempo em que não perdemos a outra parte boa que o trabalho remoto trouxe (produtividade, menos burocracia, agilidade, etc).

## VOCÊ EM PRIMEIRO LUGAR

Ah, antes de tudo isso, também é bom pensar se você está bem para voltar. Antes de buscar fazer o melhor para o time, é bom que a gente esteja com o ânimo adequado. Agora me responda: você está de prontidão para isso?

*Gostou do artigo da Viviane Mansi? Saiba mais sobre lideranças e relações de trabalho na pandemia assinando gratuitamente [nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter) e escutando [nossos podcasts](https://www.revistahsm.com.br/podcasts) em sua plataforma de streaming favorita.*

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

O fim da discussão por escala de trabalho

A era da produtividade limitada pelo horário terminou. Enquanto ainda debatemos jornadas e turnos, a produtividade já opera 24×7. Este artigo questiona modelos mentais e estruturais que se tornaram obsoletos diante da ascensão dos agentes de inteligência artificial.

Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
29 de abril de 2026 07H00
Este artigo mostra como empresas de todos os portes podem acessar financiamentos e subvenções públicas para avançar em inteligência artificial sem comprometer o caixa, o capital ou as demais prioridades do negócio.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de abril de 2026 14H00
Em um mundo onde algoritmos decidem o que vemos, compramos e consumimos, este artigo questiona até que ponto estamos realmente exercendo o poder de escolha no mundo digital. O autor mostra como a conveniência, combinada a IA, vem moldando nossas decisões, hábitos e até a nossa percepção da realidade.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
28 de abril de 2026 08H00
Organizações recorrem a parcerias estratégicas para acessar tecnologia e expertise avançada, como a implantação de plataformas ERP em poucas semanas

Paulo de Tarso - Sócio-líder do Deloitte Private Program no Brasil

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
27 de abril de 2026 15H00
A era da produtividade limitada pelo horário terminou. Enquanto ainda debatemos jornadas e turnos, a produtividade já opera 24x7. Este artigo questiona modelos mentais e estruturais que se tornaram obsoletos diante da ascensão dos agentes de inteligência artificial.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
27 de abril de 2026 07H00
Com a nova regulamentação prestes a entrar em vigor, saúde mental, riscos psicossociais e gestão contínua deixam de ser discurso e passam a integrar o centro das decisões corporativas.

Natalia Ubilla - Diretora de RH do iFood Benefícios

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de abril de 2026 15H00
Da automação total às baterias do futuro, ao longo do festival em Austin ficou claro que, no fim das contas, a inovação só faz sentido quando melhora a vida e o entendimento das pessoas

Bruno de Oliveira - Jornalista e editor de negócios do site Automotive Business

3 minutos min de leitura
Empreendedorismo
26 de abril de 2026 10H00
Este artigo propõe um novo olhar sobre inovação ao destacar o papel estratégico dos intraempreendedores - profissionais que constroem o futuro das empresas sem precisar abrir uma nova.

Tatiane Bertoni - Diretora da ACATE Mulheres e fundadora da DataforAll e SecopsforAll.

2 minutos min de leitura
Lifelong learning
25 de abril de 2026 14H00
Quando tecnologia se torna abundante e narrativas perdem credibilidade, a autenticidade emerge como o novo diferencial competitivo - e este artigo explica por quê.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia
25 de abril de 2026 08H00
Um aviso que muita empresa prefere ignorar: nem todo crescimento é vitória. Algumas organizações sobem a régua do faturamento enquanto desmoronam por dentro - consumindo pessoas, previsibilidade e coerência.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional
24 de abril de 2026 15H00
Este artigo revela por que a cultura deixou de ser um elemento simbólico e passou a representar um dos custos - e ativos - mais invisíveis do lucro, mostrando como liderança, engajamento e visão sistêmica definem a competitividade e a perenidade das organizações.

Rose Kurdoglian - Fundadora da RK Mentoring Hub

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...