Saúde mental, Gestão de pessoas

Respira, inspira, não pira

Na sua próxima reunião, saiba: ou você, ou a pessoa que está na sua frente, está com problemas emocionais
CEO da Amrop INNITI, Board Member, Lifelong Learner, Anticarreirista

Compartilhar:

Os dados são claros: mais de um terço da população brasileira passa ou passou por problemas emocionais em 2021. É isso que mostra o levantamento Datafolha realizado junto a 2055 entrevistados, segundo o qual [44% dos brasileiros afirmam ter enfrentado problemas emocionais em 2021](https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/09/jovens-e-mulheres-sao-os-mais-afetados-por-depressao-e-ansiedade-na-pandemia.shtml).

## Ansiedade em alta

Outro indicador forte da intensidade do problema são as buscas no Google, que mostram o Brasil como sendo o país em que se realizam mais pesquisas sobre o termo “ansiedade” no planeta.

Não apenas batemos o recorde mundial, como nossas duas cidades mais populosas são aquelas que concentram o maior volume de buscas no planeta. A medalha de ouro pertence a São Paulo e a prata ficou com o Rio de Janeiro. A medalha de bronze, porém, está em mãos americanas, com os habitantes de Los Angeles. Londres e Chicago ficaram em 4° e 5° lugares.

O gráfico abaixo mostra o quanto o tema vem ganhando escala ao longo dos anos:

![trends ansiedade2](//images.ctfassets.net/ucp6tw9r5u7d/5JEEHf34q2r3sDpBo8apxu/ce5e3de8b09d9175fd2d1463360a5114/trends_ansiedade.png)
*Fonte: Google Trends, busca pela palavra ansiedade desde 2004.*

E olhando para esses dados, podemos inferir que, estatisticamente, em todas as reuniões que temos pelo menos uma pessoa presente está com algum quadro de ansiedade ou depressão!

Conclusão: be nice com a pessoa que está na sua frente. Tente ser mais humano e compreensivo, porque ou ela – ou você – está com problemas emocionais nesse momento.

## Líderes e RH não são exceção

Tenho ouvido muito que “geral” espera que os seus líderes e os RHs resolvam todos os problemas das empresas e das pessoas. Dá pra imaginar a pressão diária que afeta os líderes e os profissionais de RH, certo? Imagine agora ainda controlar as próprias ansiedades depois de passar os últimos 18 meses tentando manter o controle e cuidar dos outros?

Repito: be nice com a pessoa que está na sua frente. Mesmo, e principalmente se ela for do RH, ou se for uma liderança.

## 10% mais feliz

Recentemente, tive a oportunidade de assistir à fala do Daniel Goleman no Fórum da Liberdade. A fala dele, pra mim, foi incrível. E um dos pontos reforçou minha dedicação a uma atividade que comecei a fazer neste ano por recomendação do Dr. Marcelo Altona, meu clínico geral: mindfulness, mesmo que por 3 a 5 minutos do dia!

Por recomendação do Dr. Marcelo, li o livro *[10% Happier](https://www.amazon.com.br/10-Mais-Feliz-Harris-Dan/dp/8543102359/ref=sr_1_1?crid=3W0L1FL1QJO10&dchild=1&keywords=dan+harris&qid=1632149478&sr=8-1)*, do Dan Harris, em março e [baixei o app](https://10percenthappier.app.link/share.). As primeiras sete sessões são grátis. Pra mim, foi muito, muito melhor que a tentativa anterior em outro app bem mais famoso. As primeiras sessões duram menos do que cinco minutos. E tem outra alternativa, do grande Felipe Marx, [disponível no YouTube.](https://www.youtube.com/watch?v=K_T16_Yi1AM)

Insisto: be nice com a pessoa que está na sua frente.

E a dica final, serve pra mim, serve pra você: be nice consigo própri@.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Por que a filosofia voltou a ser uma ferramenta de gestão

Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

A tecnologia muda. A essência da advocacia permanece.

Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Chega de olhar pelo retrovisor

A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Empresas preparadas para a próxima década não usam IA. Elas se reorganizam ao redor dela.

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

O que separa empresas inovadoras das que apenas fazem inovação

Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Inovação & estratégia, Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de junho de 2026 08H00
Este artigo revela por que o verdadeiro desafio da IA não é adoção, mas uso intencional, capaz de ampliar o pensamento, e não substituí-lo.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Estratégia, Gestão de recursos
25 de junho de 2026 15H00
A teoria dos jogos expõe o erro estrutural por trás do modelo reativo que consome bilhões sem gerar resultados proporcionais. Este artigo mostra que não falta dinheiro na saúde, falta estratégia para usar.

Dr. Jorge Luiz Andrade - Anestesiologista e vice-presidente da Unimed Nova Iguaçu

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
25 de junho de 2026 08H00
Com o avanço da longevidade e a transformação demográfica, este artigo mostra por que o futuro das empresas depende menos de estratégias de atração e mais da capacidade de liderar diferentes ciclos de vida, repensando saúde, carreira e gestão de pessoas.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
24 de junho de 2026 15H00
Dados, modelo e experiência competem pelo mesmo backlog, e cada frente pode apresentar uma justificativa tecnicamente correta para receber o próximo investimento. Decidir entre elas, exige uma maturidade que poucos times de produto desenvolveram, e uma clareza estratégica que poucas empresas conseguem articular.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo, professor de MBA na USP/ESALQ e FIAP, palestrante e especialista em Inteligência Artificial, Transformação Digital e Produtos Digitais

9 minutos min de leitura
Liderança
24 de junho de 2026 08H00
Este artigo propõe um deslocamento essencial: mais do que acumular informação, a liderança precisa desenvolver discernimento - a capacidade de interpretar com clareza quando a pressão empurra para decisões automáticas.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Liderança
23 de junho de 2026 14H00
Uma meta mal definida não impulsiona, trava. Este artigo revela como metas mal calibradas podem desconectar equipes e comprometer resultados, mostrando que o verdadeiro desafio da liderança está em equilibrar ambição e viabilidade para sustentar desempenho ao longo do tempo.

Denise Joaquim Marques -Consultora de negócios especializada em Vendas e Marketing

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
23 de junho de 2026 08H00
Em organizações que cobram inovação, mas penalizam o erro, este artigo revela um paradoxo central: sem espaço para frustração e aprendizado, equipes deixam de evoluir, e a transformação que se busca nunca acontece de fato.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
22 de junho de 2026 15H00
Talvez o maior erro da inovação seja tentar adivinhar o futuro, em vez de entender o que já está diante de nós.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
22 de junho de 2026 09H00
Este artigo mostra como o avanço da IA e da computação em nuvem está redesenhando a eficiência operacional, e por que uma nova geração de gestão de custos se tornou estratégica.

Paulo Laurentys - Chief Commercial Officer (CCO) da A3Data

4 minutos min de leitura
Liderança
21 de junho de 2026 15H00
A partir de uma experiência em meio a mudanças estruturais no setor financeiro, este artigo mostra que, em cenários de alta complexidade, o papel da liderança vai além da operação, exigindo capacidade de sustentar cultura, alinhar expectativas e manter a confiança em meio à incerteza.

Victor Papi - General Manager da Transfeera

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo