Dossiê HSM

Serão abertos mais caminhos para a educação executiva

Escolas projetam novas formas e conteúdos de (re)skilling
Sandra Regina da Silva é colaboradora de HSM Management.

Compartilhar:

A educação executiva deve ser chacoalhada à medida que os conceitos de lifelong learning e reskilling se fortalecerem. (Porque, com certeza, eles vão se fortalecer.)

Antes de tudo, as escolas de negócios tradicionais passarão a oferecer, no pós-pandemia, três modalidades de cursos de gestão como praxe: 100% presencial, 100% online e híbridos (parte presencial, parte virtual). David Kallás, do Insper, cita ainda o modelo multimodal, em que o estudante decide entre o presencial ou a distância, conforme as circunstâncias e a disponibilidade.

Uma segunda tendência generalizada será o fim da formalidade, como opina Fábio Borges, da ESPM-SP. “Os cursos de gestão atuais ainda são muito formais, considerando a apresentação, a abordagem, os professores e os alunos. As pessoas vão travestidas para as aulas.” Para Borges, isso se deve ao fato de as escolas ainda tentarem reproduzir o sisudo ambiente de trabalho (que já mudou nas empresas). A chegada de escolas diferentes como a da Singularity University acelera a informalização.

A tônica das mudanças é detalhada a seguir.

__Conteúdos.__ Temas que exercitem outra forma de pensar vão ganhar espaço na grade curricular, antevê Borges. “E cursos para entender pessoas vão vender muito. Como sociologia, filosofia, artes plásticas e literatura.” Também terão mais relevância programas sobre IA, blockchain, internet das coisas (IoT) e outras tecnologias que gerem valor ao negócio, diz Moacir Oliveira Jr., da FEA.
Na avaliação de Aldemir Drummond, da FDC, ficarão em alta também cursos com foco em ciência, da ambiental à de dados. “A ciência é um campo em que o Brasil ainda é relativamente imaturo e precisa melhorar.”

Antecipando conteúdos futuros, a FGV de São Paulo já criou cursos para C-level com outras aberturas de conhecimento, como diz Paulo Lemos. E o Coppead-UFRJ foi na mesma linha, oferecendo ao C-level uma plataforma que realiza ciclos de conversas, online e ao vivo, com temas específicos.

__Formatos.__ Os cursos de gestão caminharão para o individualismo, observa Drummond. “Jornadas de aprendizagem personalizadas serão usadas, em momentos de virada, para acelerar carreiras. Isso ocorrerá com trilhas desenhadas sob medida.” Espaços de reflexão serão oferecidos aos alunos, como começa a ocorrer na plataforma do Coppead.

Em médio prazo, prevê-se que a mudança seja ainda maior: “Precisaremos de novas metodologias para lidar com os nativos digitais, que chegam ao mercado com lógica bem distinta”, conclui Drummond.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Antes de encantar, tente não atrapalhar o cliente!

Quando a experiência falha, o problema raramente é tecnologia – é decisão estratégica. Este artigo mostra que no fim das contas o cliente não quer encantamento, ele quer previsibilidade, simplicidade e pouco esforço.

ESG, Estratégia
9 de março de 2026
Crescimento não recompensa discurso; recompensa previsibilidade. É por isso que governança virou mecanismo financeiro, não vitrine institucional

Darcio Zarpellon - Diretor Financeiro (CFO) e membro certificado do Conselho de Administração (CCA-IBGC | CFO-BR IBEF)

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
8 de março de 2026
Falta de diagnóstico, de planos de carreira, de feedbacks estruturados e programas individualizados comprometem a permanência dos profissionais mais estratégicos nas organizações brasileiras

Maria Paula Paschoaletti - Sócia da EXEC

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
7 de março de 2026
Por que sistemas parecem funcionar… até o cliente realmente precisar deles

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
6 de março de 2026 06H00
A maior feira de varejo do mundo confirmou: não faltam soluções digitais, falta maturidade humana para integrá‑las.

Michele Hacke - Palestrante TEDx, Professora de Liderança Multigeracional

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
5 de março de 2026
Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria

Bruna Lopes de Barros

2 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
4 de março de 2026 12h00
Com todos acessando as mesmas ferramentas para polir narrativas, o que os diferencia? Segundo pesquisa feita com gestores brasileiros, autoconhecimento, expressão e autoria

Patricia Gibin - Consultora e coach

19 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
4 de março de 2026 06H00
As agendas do ATD26 e SHRM26 deixam claro: o ano começou exigindo líderes capazes de decidir com IA, sustentar cultura e entregar performance em sistemas cada vez mais complexos. Liderança virou infraestrutura de execução - e está em ritmo acelerado.

Allessandra Canuto - Especialista em Inteligência Emocional e Saúde Mental

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de março de 2026 15h00
O verdadeiro poder está em aprender a editar o que a tecnologia ousa criar. Em outras palavras, a era da IA generativa derruba o mito da máquina infalível e te convida para dialogar com artistas imprevisíveis.

Sylvio Leal - Head de Marketing Latam da Sinch

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de março de 2026 08h00
Quando o ego negocia no seu lugar, até decisões inteligentes produzem resultados medíocres. Este artigo aborda a negociação sob a ótica da teoria dos jogos, identidade decisória e arquitetura de incentivos - não apenas como técnica, mas como variável estrutural na construção de valor organizacional.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Cultura organizacional, Liderança
2 de março de 2026
Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...