Empreendedorismo
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Talvez você seja um intraempreendedor (e nem saiba)

Este artigo propõe um novo olhar sobre inovação ao destacar o papel estratégico dos intraempreendedores - profissionais que constroem o futuro das empresas sem precisar abrir uma nova.
Diretora da ACATE Mulheres e fundadora da DataforAll e SecopsforAll. Consultora, palestrante e mentora, tem 20 anos de experiência em processos de negócios e tecnologia, com atuação em segurança de dados, empreendedorismo feminino e BPM.

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Durante muito tempo, a inovação foi associada quase exclusivamente à criação de startups. A narrativa dominante do setor de tecnologia costuma destacar fundadores que constroem empresas do zero e desenvolvem soluções disruptivas. Mas, dentro das organizações, cresce um outro perfil de liderança que tem ganhado cada vez mais relevância: profissionais que identificam oportunidades, lideram mudanças e criam novos projetos sem necessariamente abrir uma empresa. São os intraempreendedores.

O intraempreendedorismo acontece quando profissionais atuam com mentalidade empreendedora dentro das empresas, propondo soluções, estruturando novos processos e desenvolvendo produtos ou estratégias que geram impacto real nos negócios. Em um setor como o de tecnologia, marcado por transformações constantes, esse perfil se tornou cada vez mais estratégico.

Minha trajetória profissional começou exatamente nesse caminho. Antes de empreender, construí minha carreira atuando dentro de empresas, liderando projetos de tecnologia, governança e transformação de processos. Era responsável por implementar sistemas, organizar fluxos de informação e estruturar modelos de gestão que permitissem às organizações operar de forma mais eficiente.

Na prática, era um exercício constante de intraempreendedorismo: identificar problemas, propor soluções e mobilizar pessoas para transformar ideias em projetos concretos. Foi nesse percurso que também conheci o ecossistema de tecnologia de Santa Catarina. Ao me aproximar da comunidade de inovação, passei a conviver com empreendedores, investidores e profissionais que estavam construindo novas empresas e soluções tecnológicas. 

Com o tempo, o passo para o empreendedorismo aconteceu de forma natural. A experiência acumulada dentro das empresas ajudou a identificar oportunidades e estruturar um negócio próprio na área de dados e tecnologia. Essa transição revela um aspecto importante do intraempreendedorismo: muitas vezes, ele também funciona como uma escola para o empreendedorismo.

Mas essa não é necessariamente uma escala evolutiva. O intraempreendedorismo também pode ser uma carreira em si e há cada vez mais profissionais que escolhem esse caminho para liderar inovação dentro das organizações.

Hoje, além de empreender, acompanho de perto profissionais que trilham trajetórias tanto no empreendedorismo quanto no intraempreendedorismo dentro do Grupo Temático ACATE Mulheres, da Associação Catarinense de Tecnologia. Muitas lideram projetos estratégicos, estruturam novas áreas e impulsionam transformações relevantes em empresas de diferentes portes.

Dentro do ecossistema, intraempreendedores estão estruturando áreas e conduzindo mudanças organizacionais. Esses profissionais mostram que inovação não acontece apenas quando uma empresa nasce. Ela acontece todos os dias dentro das organizações, quando há espaço para propor ideias, experimentar soluções e construir novos caminhos. Assim, reconhecer e fortalecer essa carreira é essencial para empresas que desejam inovar de forma contínua e se manter competitivas em um mercado em constante transformação.

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