User Experience, UX, Marketing & growth
4 minutos min de leitura

A publicidade não disputa mais audiência. Disputa atenção.

O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.
CEO da US Media

Compartilhar:

Nunca foi tão difícil conquistar a atenção do consumidor. Em um cenário marcado pela fragmentação do consumo de mídia, as pessoas transitam diariamente entre redes sociais, aplicativos, plataformas de streaming e diferentes dispositivos. Para os anunciantes, estar presente em múltiplos canais deixou de ser um diferencial. O desafio agora é outro: entregar a mensagem certa, no ambiente certo e no momento em que o público está realmente engajado com o conteúdo.

Esse desafio ajuda a explicar por que a Connected TV (CTV) vem assumindo um papel mais estratégico nos planejamentos de mídia. Mais do que representar a evolução natural da televisão, ela reúne atributos que hoje se tornaram indispensáveis para as marcas: audiência qualificada, segmentação baseada em dados, mensuração precisa e um ambiente de alta qualidade para exibição de campanhas.

A atenção redefine o planejamento de mídia

A escala que a Connected TV alcançou no Brasil ajuda a dimensionar essa transformação. Estudo divulgado pela Comscore em 2026 mostra que, em 2025, 67% da população digital brasileira era espectadora de CTV, o equivalente a aproximadamente 88 milhões de pessoas. Mais do que demonstrar o alcance desse ambiente, o dado ajuda a revelar como o consumo de conteúdo audiovisual vem se transformando no país.

Não estamos falando apenas de uma mudança tecnológica, mas de uma transformação na maneira como as pessoas consomem conteúdo e, consequentemente, na forma como as marcas disputam sua atenção. Em um ambiente de consumo bastante fragmentado, conquistar alguns segundos de atenção qualificada tornou-se mais valioso do que simplesmente ampliar o volume de impressões.

Esse cenário acompanha uma transformação mais ampla do mercado publicitário. Segundo o Global Entertainment & Media Outlook 2026–2030, da PwC, as receitas globais de publicidade devem alcançar US$1,4 trilhão até 2030. O relatório aponta a inteligência artificial e a hiperpersonalização em tempo real como importantes motores dessa expansão, ampliando a capacidade das marcas de alcançar consumidores de maneira mais segmentada.

A própria evolução do streaming reforça essa mudança. De acordo com a PwC, as receitas globais de OTT devem crescer a uma taxa média anual de 6,1% até 2030. Dentro desse mercado, a publicidade tende a ganhar ainda mais espaço: as receitas publicitárias em OTT devem avançar a uma taxa média anual de 9,4% e passar dos atuais 19,4% para 22,6% das receitas do segmento até o fim da década.

Esses movimentos demonstram que a discussão já não está apenas na migração da audiência para o streaming, mas na busca por formatos capazes de combinar alcance, relevância e inteligência de dados.

Quando televisão e mídia digital convergem

Ao combinar a experiência imersiva da televisão com a inteligência da mídia digital, a Connected TV permite que as marcas alcancem públicos específicos sem abrir mão da qualidade do ambiente de consumo. Ao contrário de plataformas marcadas pela rolagem constante de conteúdo, a CTV insere a publicidade em momentos de maior envolvimento do usuário com o que está assistindo.

Outro diferencial está na evolução das tecnologias de dados e inteligência artificial. A combinação dessas ferramentas torna possível construir campanhas mais eficientes, com segmentações refinadas, otimização em tempo real e métricas que aproximam cada vez mais o investimento em televisão da lógica de performance já consolidada no ambiente digital. O resultado é uma mídia capaz de entregar branding e performance dentro da mesma estratégia.

Mais do que uma tendência de mercado

Naturalmente, isso não significa que a CTV substituirá outros canais. O futuro da publicidade continuará sendo multiplataforma, com diferentes meios desempenhando papéis complementares ao longo da jornada do consumidor. O que muda é o protagonismo da televisão conectada, que deixa de ser apenas uma alternativa para campanhas de branding e passa a ocupar uma posição estratégica nos planejamentos de mídia, combinando construção de marca, segmentação e capacidade de mensuração em um único ambiente.

Mais do que acompanhar a evolução do consumo de mídia, investir em Connected TV significa compreender uma mudança estrutural da publicidade. Na economia da atenção, vencer a disputa pela audiência já não depende de aparecer mais vezes, mas de estar presente no momento em que o consumidor está realmente disposto a prestar atenção.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A publicidade não disputa mais audiência. Disputa atenção.

O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.

O benefício existe. Mas as pessoas têm tempo para usá-lo?

Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Mobilidade interna: Por que quando o tema é talentos estamos sempre olhando para a grama do vizinho?

A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Liderança, Estratégia
6 de agosto de 2026 17H00
Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

12 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de agosto de 2026 08H00
Trinta e cinco anos após a criação da Lei de Cotas, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua sendo medida principalmente pelo número de contratações. O desafio agora é outro: garantir experiências de trabalho dignas, acessíveis e capazes de promover desenvolvimento, pertencimento e crescimento profissional.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
5 de agosto de 2026 14H00
Promover talentos internos, contratar no mercado ou recorrer a executivos por projeto são decisões cada vez mais frequentes em empresas que crescem e se transformam. Mas a escolha mais importante acontece antes disso: compreender qual problema realmente precisa ser resolvido. O artigo discute por que muitas organizações se concentram em preencher posições rapidamente, quando deveriam dedicar mais tempo a entender a natureza, a duração e a complexidade dos desafios que enfrentam.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
5 de agosto de 2026 08H00
A mobilização que o maior evento esportivo do mundo desperta revelou algo poderoso sobre os brasileiros: nossa capacidade de nos unir em torno de um objetivo comum. Mas por que essa mesma energia raramente se traduz em avanços estruturais para o país?

Laura Jane Pereira de Souza - Administradora de empresas, consultora e mentora

8 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
4 de agosto de 2026 14H00
O retorno obrigatório ao trabalho presencial tem sido defendido como uma solução para desafios de gestão, colaboração e produtividade. O artigo propõe uma reflexão: organizações de alta performance gerenciam pessoas pela presença ou pelo valor que entregam?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Estratégia
4 de agosto de 2026 de 2026
Durante um dos maiores congressos de RH do mundo, uma provocação ganhou destaque: o futuro da área não será definido por sua capacidade de justificar sua relevância, mas por demonstrar, com dados e resultados, o impacto que gera para o negócio. Em um cenário marcado por inteligência artificial, novas formas de trabalho e pressão crescente por resultados, o RH é chamado a assumir um papel cada vez mais estratégico.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

3 minutos min de leitura
Liderança
3 de agosto de 2026 14H00
Christopher Nolan levou a Odisseia de volta às conversas contemporâneas. Este artigo aproveita a trajetória de Odisseu para discutir um dos desafios mais invisíveis das organizações: reconhecer quando estratégias que garantiram sobrevivência no passado passaram a limitar confiança, aprendizagem e crescimento no presente.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
3 de agosto de 2026 08H00
Por que relações saudáveis deixaram de ser apenas uma questão de clima organizacional para se tornarem um fator estratégico de competitividade? O artigo mostra como a confiança entre pessoas e áreas influencia diretamente a velocidade de execução dos negócios.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

4 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
2 de agosto de 2026 13H00
Mais do que contratos ou licenças, canais de software constroem mercado, relacionamento e receita. A possível recompra de franqueados pela Omie reacende o debate sobre como mensurar, jurídica e economicamente, o valor gerado por quem desenvolve a operação na ponta.

Sthefano Scalon Cruvinel - Doutrinador do Direito, Auditor Judicial com atuação no STJ e CEO da EvidJuri

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de agosto de 2026 08H00
Por décadas, o mercado financeiro enxergou a assimetria de informação como um obstáculo inevitável. A combinação entre duplicata escritural e inteligência artificial sugere uma nova possibilidade: usar os próprios registros das operações comerciais para revelar padrões invisíveis, reduzir incertezas e tornar o crédito mais acessível e preciso.

Fernando Wosniak Steler - Co-Fundador e CEO da Delend

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo