Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
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Colaboradores agênticos entram para o organograma: a parceria entre humanos e máquinas definirá o futuro das empresas

Embora as máquinas assumam atividades repetitivas e analíticas, competências como liderança, criatividade, pensamento crítico, negociação e julgamento continuam sendo essencialmente humanas. O desafio das empresas será criar ambientes em que essas capacidades atuem de forma integrada para impulsionar inovação e crescimento.
CEO da SONDA do Brasil

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Os agentes de Inteligência Artificial estão mudando a forma como as empresas operam. Capazes de executar tarefas, tomar decisões e interagir com diferentes sistemas de maneira autônoma, eles prometem elevar a produtividade e acelerar a transformação digital em praticamente todos os setores da economia. Mas, à medida que ganham espaço nas organizações, cresce também uma discussão fundamental sobre o papel das pessoas nesse novo cenário.

Indo nessa linha, recentemente, o iFood revelou que opera com 60 mil agentes de Inteligência Artificial em diferentes áreas da empresa, junto com os colaboradores, redesenhando parte de suas atividades internas para ampliar a produtividade e acelerar a inovação. No geral, vemos poucas empresas que já estão integrando a Inteligência Artificial à humana, pois muitas organizações ainda estão tentando escalar a tecnologia.  

Uma pesquisa realizada pela Mckinsey em 2025  com 1993 respondentes mostra que apesar de 62% delas já utilizarem ou testarem agentes de IA em alguma etapa de suas operações, apenas 23% conseguem escalar a IA. Nesse contexto, é fundamental que as empresas tenham uma estratégia clara para integrar pessoas e agentes de IA. Embora a tecnologia assuma tarefas operacionais e repetitivas, decisões complexas, criatividade, pensamento crítico, negociação, liderança e inteligência emocional continuam sendo competências essencialmente humanas e indispensáveis para qualquer organização. A própria McKinsey aponta que o futuro do trabalho será marcado pela colaboração entre profissionais e Inteligência Artificial, potencializando capacidades em vez de substituí-las.

Para além da integração entre humanos e máquinas, outro fenômeno tende a surgir: enquanto muitos pensavam que a IA substituiria humanos, ela, na verdade, vai fomentar a criação de 70 milhões de novas funções até 2030,  segundo o estudo “Future of Jobs Report 2025”, do World Economic Forum. Na prática, veremos  pessoas dedicando mais tempo à inovação, ao relacionamento com clientes, ao desenvolvimento de estratégias e à resolução de problemas que exigem julgamento humano, deixando o trabalho operacional para as máquinas.

É preciso entender que esse novo cenário também transforma o papel da liderança. O gestor do futuro vai coordenar também agentes digitais. Caberá a ele definir objetivos, estabelecer limites de atuação, acompanhar indicadores, validar decisões críticas e garantir que a tecnologia opere de forma ética, segura e alinhada às estratégias da empresa.

Outro aspecto fundamental é compreender que agentes de IA não geram valor isoladamente. Seu potencial depende da integração com sistemas corporativos, plataformas de dados e processos de negócio. Sem informações confiáveis, regras bem definidas, governança e segurança, mesmo os agentes mais avançados terão atuação limitada.

A era dos agentes de IA representa uma transformação na forma como as empresas trabalham e os líderes do mercado devem criar um ambiente em que pessoas e agentes atuem de forma complementar. A tecnologia pode executar tarefas com velocidade e precisão, mas continuará sendo de humanos a responsabilidade de definir estratégias, exercer o julgamento, inspirar equipes e tomar as decisões que moldam o futuro dos negócios.

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