ESG, Cultura organizacional, Inovação
9 minutos min de leitura

Como acelerar negócios e impulsionar as estratégias de inovação nas empresas

Inovar exige enxergar além do óbvio - e é aí que a diversidade se torna protagonista. A B&Partners.co transformou esse conceito em estratégia, conectando inclusão, cultura organizacional e metas globais e impactou 17 empresas da network!
CEO e Partner da Nossa Praia e Chief Sustainability Officer da BPartners.co Conselheira da Universidade São Judas, 99 jobs, Ampro – Associação de Marketing Promocional, APD - Associação Pró Dança e Plan InternationalCEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera ntwk. Atualmente, Dilma também é conselheira da Universidade São Judas, da Ampro – Associação de Marketing Promocional; da APD - Associação Pró Dança, APP - Associação dos Profissionais da Propaganda e do ICS - Instituto Clima e Sociedade Possui MBA em Gestão de Projetos pela FGV e MBA em Tendências e Estudos Futuros na ESPM e Liderança Criativa na Berlim School, SEER na Saint Paul e Governança no IBGC e UCLA. Dilma Campos também atuou como: jurada Cannes Lions Festival
Gustavo Alonso Pereira é Chief Operations Officer da B&Partners, liderando as frentes de estratégia, operação, inovação, dados e tecnologia voltados para gestão e performance do negócio.
Gisele Rosa é Head of People and Culture da B&Partners.co, responsável pela equipe de Recrutamento & Seleção e Desenvolvimento Humano Organizacional (DHO), certificada pelo Instituto Feliciencia como CHO (Chief Happiness Officer) e especialista em ciência do bem-estar.

Compartilhar:

Em um mundo que traz desafios de negócio cada vez mais complexos, a inovação é a chave para pensar além do óbvio e encontrar soluções criativas e mais eficazes para os problemas que surgem. É nesse cenário que a diversidade se torna uma vantagem competitiva real das empresas, ao impulsionar as estratégias de inovação e acelerar o crescimento do negócio. Isso porque equipes diversas conseguem enxergar os problemas por múltiplos ângulos, ao conectar diferentes conhecimentos e experiências de vida, o que possibilita a resolução dos desafios que se apresentam com mais agilidade e criatividade.

Com essa certeza, Bazinho Ferraz, CEO e Fundador da B&Partners.co, decidiu iniciar uma jornada estruturada e intencional para promover um ambiente mais diverso e inclusivo nas 17 empresas da network. Os resultados têm sido tão impactantes que resolvemos compartilhar, neste artigo, como conduzimos essa estratégia, para que ela se torne uma inspiração para qualquer empresa que deseja seguir o mesmo caminho.

Para iniciar essa conversa é importante ressaltar que essa mudança envolve uma transformação cultural mais ampla na organização e o trabalho colaborativo das áreas de ESG, Operações e Pessoas é essencial para o sucesso da estratégia.

O objetivo era cumprir com dois compromissos públicos assumidos pela B&Partners.co. Ela se tornou signatária de dois movimentos do Pacto Global da ONU: o Movimento Raça é Prioridade, do ODS 10, que tem como ambição alcançar 1500 empresas comprometidas; e o Movimento Elas Lideram, da ODS 5, que busca alcançar 50% de lideranças femininas nas empresas até 2030. Com a meta definida, era hora de iniciar o plano tático.

Recrutamento com diversidade: a importância da intencionalidade

Desde 2021, aplicamos anualmente o nosso Censo Interno, que reúne dados demográficos de todas as pessoas que trabalham na network, com base na autodeclaração voluntária. Com esse retrato em mãos, definimos a criação de processos de recrutamento e seleção, com o objetivo de ampliar a presença dos públicos de mulheres e pessoas pretas que queremos na network.

Para dar suporte a essa iniciativa, a área de inteligência de dados desenvolveu uma plataforma automatizada que estrutura e segmenta dados demográficos dos candidatos em tempo real, conectando essas informações às etapas do funil de recrutamento. Com essa arquitetura, foi possível realizar análises contínuas de representatividade, identificando variações e padrões de exclusão ao longo do pipeline, como a queda na proporção de grupos minorizados em determinadas fases do processo.

Essa visibilidade permite uma atuação estratégica desde o topo do funil, otimizando o mapeamento de quais posições e canais de atração performam melhor para cada perfil demográfico. À medida que os candidatos avançam, o sistema aponta as desistências por grupo e tipo de vaga, revelando possíveis vieses estruturais nas fases de triagem e avaliação. No fundo do funil, o modelo assume um papel preditivo, sinalizando riscos de perda de diversidade antes da tomada de decisão final e sugerindo ações preventivas. Com isso, transformamos a gestão da diversidade em uma disciplina baseada em dados, com foco em insights em tempo real, correção de rota ágil e otimização contínua da jornada de recrutamento.  (imagem 1).

(Imagem 1) Funil da Diversidade

Para que essa ação fosse bem-sucedida, a área de People, em parceria com a área de ESG, atuou em um processo de conscientização e capacitação das lideranças para a gestão de times diversos. Os treinamentos abordaram desde a importância da diversidade até a maneira de identificar e combater vieses inconscientes durante os processos seletivos, um passo determinante para consolidar a diversidade como pilar fundamental da estratégia de recrutamento e seleção da network.

Simultaneamente, foi necessário investir também em programas de capacitação da equipe de recrutamento, o que permitiu que o time adquirisse ferramentas e conhecimentos para aplicar práticas de seleção que garantam a equidade, e que as vagas sejam acessíveis a candidatos de diferentes perfis. A educação contínua é chave para garantir uma abordagem inclusiva em todas as etapas do processo.

Mas de nada adianta atrair e contratar mais pessoas diversas, se não forem criados programas de retenção e capacitação. Um trabalho que demanda ações de letramento recorrentes, a criação de programas de liderança feminina e de Grupos de Trabalho (GT). Atualmente são três GTs na network: Mulheres, LGBTQIAPN+ e Pessoas Negras, que se reúnem periodicamente para definir e criar ações que impulsionem as ações inerentes de cada grupo.

Em 2024, um dos letramentos de maior repercussão, avaliado com nota máxima pelos participantes, foi o de masculinidades. Feito em parceria com o Instituto Papo de Homem, o encontro trouxe questionamentos e reflexões sobre o machismo estrutural e seus impactos na sociedade e nos ambientes de trabalho.

Para avaliar a diversidade na B&Partners.co de forma mais abrangente, criamos ainda o Termômetro de Diversidade, índice que permite comparar o grau de diversidade dos colaboradores de uma organização com a representatividade dos marcadores sociais na população brasileira. Usando como base o Índice de Simpson, esta fórmula ajuda a entender o quão uniformemente distribuídos estão os colaboradores dentro dos grupos que declaram pertencer, gerando um coeficiente entre 0 e 1. Quanto mais próximo do 1, mais diverso é o ambiente.

Monitoramento dos indicadores: a bússola da transformação

Para cada uma das práticas implementadas, a B&Partners.co media o impacto nos indicadores por meio de uma ferramenta de inteligência de dados, que transforma as informações do Censo e os resultados do recrutamento e seleção inclusiva em dashboards dinâmicos, atualizados em tempo real. Mais do que uma fotografia, esses dados se tornaram uma verdadeira bússola estratégica, embasando os líderes e times de gestão de pessoas nas decisões de contratação, promoção e substituição de talentos.

A inclusão é um processo contínuo, não um evento pontual. Por isso, garantir que as substituições respeitem esse compromisso é essencial para que nossos times continuem sendo representações da sociedade, com sua pluralidade de gênero, raça, e diferentes perspectivas.

O monitoramento dos indicadores tem se revelado um catalisador de decisões estratégicas. Para dar um exemplo prático, trouxemos um dos gráficos gerenciais utilizados para monitorar a meta do Movimento Elas Lideram 2030, que estimula a empresa a alcançar 30% de mulheres em posições de liderança até 2025 e 50% até 2030 (imagem 2).

(Imagem 2) Movimento Elas Lideram

O gráfico revela que o marco de adesão ao Pacto Global, somado ao início do Programa de Letramento, foi determinante para aumentar o número de mulheres na liderança. A implementação do Canal de Ética e a implementação das políticas de Governança também contribuíram com o avanço dos indicadores.

Antes mesmo da adesão ao Pacto Global, a B&Partners.co já havia atingido a meta de 30% de mulheres em cargos de liderança até 2025, mas os dashboards mostravam uma tendência de queda desde 2021. Para reverter essa curva e garantir o avanço rumo à igualdade de gênero na B&Partners.co, foram criadas vagas afirmativas para mulheres em áreas onde ainda havia uma grande disparidade de representatividade feminina. Essa ação tem sido decisiva para garantir que as candidatas tenham mais oportunidades de ingresso em uma empresa que reconhece e valoriza suas competências.

Como resultado, em apenas um ano, a B&Partners.co não só reverteu a tendência de queda como ultrapassou a meta de 50% de mulheres na liderança em 2024, seis anos antes do previsto. Uma conquista que comprova a importância da inteligência de dados, do monitoramento e da intencionalidade das lideranças, para trazer resultados concretos e uma transformação cultural efetiva na empresa.

A jornada da B&Partners em direção à diversidade e inclusão está apenas no começo, mas já é possível observar resultados positivos e mensuráveis. O compromisso é continuar evoluindo, aprimorando os indicadores de diversidade, e buscando novas maneiras de garantir um ambiente mais equitativo para todos. Ao fomentar a diversidade com intencionalidade, estamos criando uma base sólida para um futuro mais justo e próspero para todas as pessoas.

Compartilhar:

CEO e Partner da Nossa Praia e Chief Sustainability Officer da BPartners.co Conselheira da Universidade São Judas, 99 jobs, Ampro – Associação de Marketing Promocional, APD - Associação Pró Dança e Plan InternationalCEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera ntwk. Atualmente, Dilma também é conselheira da Universidade São Judas, da Ampro – Associação de Marketing Promocional; da APD - Associação Pró Dança, APP - Associação dos Profissionais da Propaganda e do ICS - Instituto Clima e Sociedade Possui MBA em Gestão de Projetos pela FGV e MBA em Tendências e Estudos Futuros na ESPM e Liderança Criativa na Berlim School, SEER na Saint Paul e Governança no IBGC e UCLA. Dilma Campos também atuou como: jurada Cannes Lions Festival

Artigos relacionados

Como promptar a realidade

Este é o primeiro artigo de uma série em quatro partes que propõe uma microtese sobre futuros que disputam processamento – e investiga o papel insuspeito de memes, programação preditiva, hyperstition, cura de traumas, strategic foresight e soberania imaginal no ciclo de inovação que já começou.

Na era da AI, o melhor talento pode ser o maior risco

Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Por que os melhores líderes não lutam para vencer

Este é o primeiro artigo da nova coluna “Liderança & Aikidô” e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

De UX para AX: como a era dos agentes autônomos redefine o design, os negócios e o papel humano

Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

Inovação & estratégia
30 de março de 2026 06H00
No auge do seu próprio hype, a inovação virou palavra‑de‑ordem antes de virar prática - e este artigo desmonta mitos, expõe exageros e mostra por que só ao realinhar expectativas conseguimos devolver à inovação o que ela realmente é: ferramenta estratégica, não mágica.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
29 de março de 2026 18H00
Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de março de 2026 13H00
Os números de assédio e a estagnação das carreiras de pessoas com deficiência revelam uma verdade incômoda: a inclusão no Brasil ainda para na porta de entrada. Em 2026, o desafio não é contratar, mas desenvolver, promover e garantir permanência - com método, responsabilidade e decisões que tratem diversidade como estratégia de negócio, e não como discurso.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
29 de março de 2026 07H00
Este artigo revela por que entender o nível real de complexidade do próprio negócio deixou de ser escolha estratégica e virou condição de sobrevivência.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de março de 2026 11H00
A inteligência artificial resolveu a escala do conteúdo - e, paradoxalmente, tornou a relevância mais rara. Em um mercado saturado de vozes, o diferencial deixa de ser produzir mais e passa a ser ajudar a pensar melhor, por meio de curadoria, experiências e comunidades que realmente transformam.

Poliana Abreu - Chief Knowledge Officer da Singularity Brazil, HSM e Learning Village

2 minutos min de leitura
Estratégia
28 de março de 2026 06H00
Em um mundo em que pandemias, geopolítica, clima e regulações desmontam cadeias de fornecimento inteiras, este artigo mostra por que a gestão de riscos deixou de ser operação e virou sobrevivência - e como empresas que ainda tratam sua cadeia como “custo” estão, na prática, competindo de olhos fechados.

André Veneziani - VP Comercial Brasil e Latam da C-MORE

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
27 de março de 2026 13H00
Investir em centros de P&D deixou de ser opcional: tornou‑se uma decisão estratégica para competir em mercados cada vez mais tecnológicos.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Estratégia
27 de março de 2026 07H00
Medir saúde organizacional deveria estar no mesmo painel que receita, margem e eficiência. Quando empresas tratam bem-estar como benefício e não como gestão, elas não só ignoram dados alarmantes - elas comprometem produtividade, engajamento e resultado.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

4 minutos min de leitura
ESG
26 de março de 2026 15H00
A capitulação da SEC diante das regras climáticas criou dois mundos corporativos: um onde ESG é obrigatório e outro onde é opcional. Para CEOs de multinacionais, isso não é apenas questão regulatória, é o maior dilema estratégico da década. Como liderar empresas globais quando as regras do jogo mudam conforme a geografia?

Marceli Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de março de 2026 09H00
À medida que desafios logísticos se tornam complexos demais para a computação tradicional, este artigo mostra por que a computação quântica pode inaugurar uma nova era de eficiência para o setor de mobilidade e entregas - e como empresas que começarem a aprender agora sairão anos à frente quando essa revolução enfim ganhar escala.

Pâmela Bezerra - Pesquisadora do CESAR e professora de pós-graduação da CESAR School e Everton Dias - Gerente de Projetos

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...