Cultura organizacional
10 minutos min de leitura

Como ler contextos organizacionais através do mapeamento de Actants

Transformar uma organização exige mais do que mudar processos - é preciso decifrar os símbolos, narrativas e relações que sustentam sua cultura.
É Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil e possui uma trajetória de pioneirismo com agilidade e complexidade. Teve trabalhos de grande destaque envolvendo a disciplina Agile Coaching, como a publicação do livro The Agile Coaching DNA, e introduzindo o conceito de plasticidade organizacional para comunidades e organizações. Na Austrália, esteve envolvido em iniciativas de transformação nas áreas financeira e de segurança civil, onde utilizou complexidade aplicada como base do seu trabalho. Mais recentemente foi Diretor de Business Agility para Americas da consultoria alemã GFT.

Compartilhar:

Continuando o artigo anterior intitulado Transformando complexidade em terreno navegável com o framework AIMS, esse texto adicionará uma camada de aprofundamento sobre como dar sentido ao emaranhado de elementos visíveis e invisíveis que moldam a cultura de uma organização.  Essa é uma das tarefas mais desafiadoras para líderes, consultores e agentes de mudanças.

Em ambientes organizacionais, pessoas, estruturas, processos, narrativas, tecnologias, símbolos e regras formais se entrelaçam de maneira não linear, criando uma teia densa e frequentemente opaca de relações. Nesse tipo de ambiente, a causalidade é difusa, as conexões são instáveis e os efeitos das ações podem se manifestar de forma tardia, inesperada ou oblíqua. Em vez de fluxos previsíveis e sequenciais, o que se encontra são circuitos de retroalimentação, zonas de ambiguidade e interações subterrâneas que escapam a modelos convencionais de análise. O método Actant Mapping, desenvolvido por Dave Snowden como parte do ecossistema Cynefin, tem se mostrado uma valiosa abordagem prática para ler as dinâmicas que afetam os mais diferentes tipos de desafios nas empresas.


Mapeando os elementos atuantes em um contexto organizacional

O termo contexto deriva do latim contextus, que significa “tecido junto”, remetendo à ideia de um entrelaçamento de elementos que, combinados, dão forma ao sentido de uma situação. Na linguística, o contexto passou a ser reconhecido como aquilo que circunscreve e dá significado ao discurso. Dessa forma, ajuda a perceber o conjunto de condições históricas, culturais e relacionais que permitem compreender uma mensagem além do literal. Na antropologia e sociologia, o conceito se consolidou como chave para a interpretação de práticas sociais, costumes e instituições, enfatizando que todo comportamento humano se ancora em estruturas coletivas mais amplas.

O método de Actant Mapping oferece uma lente eficiente para a leitura de contextos organizacionais. Ao distinguir entre Actors (atores humanos dotados de intenção e agência), Constraints (restrições que limitam ou orientam o comportamento) e Constructors (construtores que moldam ou produzem padrões emergentes de transformação), o modelo permite que líderes compreendam não apenas “quem faz o quê”, mas, sobretudo, como as forças humanas, estruturais e simbólicas se entrelaçam para moldar o ecossistema organizacional. Esse refinamento metodológico evita simplificações reducionistas como tratar a organização apenas como um conjunto de indivíduos ou unicamente como uma estrutura normativa. Olhar um contexto pelas lentes de actants ajuda a revelar uma rede viva de interdependências, influências e potenciais pontos de alavanca.

É importante ressaltar que o valor dessa abordagem conecta-se diretamente ao processo de sense-making coletivo. Ao compartilhar a identificação de actants entre diferentes níveis e áreas da organização, cria-se um espaço de diálogo onde múltiplas perspectivas se encontram e, onde a realidade organizacional deixa de ser narrada apenas pelos indicadores quantitativos ou pela visão de uma cúpula restrita.

Assim, o Actant Mapping funciona como uma ferramenta de tradução entre a complexidade das percepções e a necessidade prática de agir. Ele oferece à liderança e às equipes não um mapa rígido, mas uma bússola interpretativa, que ajuda a orientar decisões e experimentos.


Exemplo de aplicação em um contexto bancário

Uma instituição bancária vivia uma situação paradoxal pois possuía recursos financeiros abundantes, equipes altamente qualificadas e tecnologias avançadas, mas esbarrava em grandes dificuldades para avançar de maneira concreta a jornada de transformação digital. O lançamento de novos produtos, especialmente os voltados ao público digital, tornava-se lento e oneroso, gerando frustração tanto no mercado quanto nas equipes internas. A liderança percebia que os obstáculos não eram apenas técnicos ou processuais, mas profundamente relacionais pois havia falta de colaboração efetiva entre áreas, redundância de funções, desalinhamento de prioridades e narrativas culturais que reforçavam a aversão ao risco.

Nesse cenário, o Actant Mapping foi utilizado como uma ferramenta de leitura sistêmica capaz de revelar as dinâmicas ocultas que moldavam o comportamento organizacional e, portanto, de indicar pontos de intervenção mais coerentes. Essa leitura foi feita através de uma combinação de coletas individuais e workshops coletivos com diferentes times.    Seguem alguns dos exemplos de atores, restrições e construtores identificados nesse contexto.

Actors – As tensões de agência e intenção

Atores (actors) são os actantes mais visíveis, mas muitas vezes mal interpretados. No exemplo do banco em questão, foi possível observar que os atores não se resumiam apenas a indivíduos em cargos formais. Atores também eram grupos, clientes, concorrentes e até dispositivos técnicos que possuíam agência prática sobre o funcionamento da organização. Segue alguns dos atores identificados no contexto do banco:

Atores internos formais

  • Executivos seniores (C-level)
  • Gestores médios
  • Equipes de TI (Tecnologia da Informação)
  • Área de compliance e jurídico
  • Áreas de negócios e produtos
  • Área de RH (Recursos Humanos)


Atores internos informais

  • Funcionários de longa data (cuja reputação interna garante autoridade não oficial na definição de “como as coisas são feitas”).
  • Grupos de afinidade e comunidades internas
  • Mentores informais


Atores externos

  • Órgãos reguladores (Banco Central, CVM, autoridades internacionais)
  • Auditores externos e consultorias
  • Sindicatos de classe bancária
  • Clientes corporativos estratégicos
  • Clientes digitais emergentes
  • Fintechs concorrentes
  • Big techs parceiras
  • Mídia e opinião pública
  • Órgãos de defesa do consumidor
  • Investidores e acionistas


Esse recorte de atores acima mostrou que o ecossistema dessa empresa era um campo de agência distribuída, no qual atores interagiam continuamente, muitas vezes em direções contraditórias. Compreender esse tecido de intenções foi fundamental para a evolução do processo de transformação do banco.

Constraints – As fronteiras das possibilidades

Foi mapeado com mais granularidade as constraints(restrições) que delimitavam e condicionavam a ação organizacional. Essas restrições não eram homogêneas pois algumas derivavam de exigências externas inegociáveis, enquanto outras emergiam das escolhas e arranjos internos cristalizados ao longo do tempo. Cabe salientar que constraints não necessariamente representam coisas boas ou ruins dentro de um sistema. Na prática, elas são balizadores vitais para as decisões no dia a dia dos atores atuantes em uma organização.  Segue algumas das constraints identificadas nesse banco:


Restrições regulatórias (robustas e externas)

  • Compliance regulatório e exigências do Banco Central
  • Normas de prevenção à lavagem de dinheiro
  • Regras de proteção ao consumidor
  • Regulamentação de privacidade de dados (LGPD)


Restrições estruturais internas (resilientes e modificáveis)

  • Sistemas legados de TI (plataformas de core banking antigas)
  • Processos orçamentários anuais
  • Hierarquias de decisão com múltiplas camadas de aprovação
  • Políticas de governança de TI centralizadas


Restrições tecnológicas e de ecossistema

  • Dependência de fornecedores estratégicos
  • Interoperabilidade regulada pelo Open Banking
  • Políticas de cibersegurança


Esses elementos mostraram que as restrições não eram meros obstáculos no contexto desse banco, mas condicionadores ativos do comportamento organizacional. Algumas funcionaram como barreiras intransponíveis (robustas), necessárias para garantir estabilidade sistêmica e confiança do mercado. Outras, no entanto, eram maleáveis (resilientes), frutos de práticas herdadas, interpretações excessivamente conservadoras ou arranjos burocráticos que podiam ser redesenhados. O desafio da transformação organizacional estava justamente em distinguir entre essas camadas, reconhecendo quais constraints sustentavam a legitimidade do banco e quais podiam ser moduladas para liberar espaço de inovação e colaboração.

Constructors – Os catalisadores simbólicos da cultura

Os construtores (constructors) são talvez a camada mais sutil e, ao mesmo tempo, mais poderosa do Actant Mapping, pois dizem respeito a elementos simbólicos, narrativos, rituais e estruturais que sustentam a cultura organizacional e moldam, muitas vezes de maneira invisível, o que é considerado legítimo ou ilegítimo dentro do sistema. No contexto do banco em questão, foi possível identificar diversos construtores que influenciavam profundamente suas dinâmicas. Seguem exemplos de construtores deste contexto:

Narrativas e linguagem

  • O mito da solidez inabalável (histórias repetidas ao longo de décadas sobre como o banco resistiu a crises econômicas passadas)
  • O “orgulho da marca tradicional” (atuam como símbolos de continuidade e estabilidade)
  • Uso de jargões técnicos e regulatórios (expressões como “mitigação de risco”, “compliance total” e “zero falhas” criam um vocabulário que privilegia segurança e previsibilidade)
  • Histórias internas sobre fracassos (episódios passados de falhas em projetos digitais são frequentemente relembrados como alertas)
  • Narrativas sobre grandes sacrifícios pessoais para pavimentar o crescimento profissional na empresa


Rituais organizacionais

  • Rituais de reporte e revisão trimestral
  • Premiações internas e programas de reconhecimento
  • Cerimônias de integração de trainees e executivos


Estruturas simbólicas e artefatos

  • Laboratórios de inovação isolados
  • Canais de atendimento (majoritariamente presenciais)
  • Sistema para apontamento de horas
  • Sistemas de indicadores e dashboards corporativos
  • Ambientes físicos de diretoria (andares exclusivos, com acesso restrito)


Esses construtores mostraram que a transformação do banco não dependia apenas de mexer em processos ou estruturas formais, mas de reconfigurar narrativas, símbolos e rituais que davam sentido à vida organizacional. Ignorar esses elementos foi semelhante a tentar plantar uma semente em um solo que a rejeita. Por outro lado, reconhecer os construtores permitiu ativar alavancas de mudança cultural mais eficazes, por exemplo, reinterpretar a prudência histórica como “capacidade de inovar com responsabilidade”, ou transformar o ritual trimestral em espaço para valorizar tanto a solidez financeira quanto a agilidade digital.

Visualizando o mapa de Actants

Uma das formas mais eficazes de materializar a leitura de um contexto organizacional é por meio do mapeamento visual de uma tríade de actantes diretamente relacionados a um desafio específico que precisa ser navegado. Nessa abordagem, atores, construtores e restrições tornam-se os três vértices de um triângulo que circunscreve o problema em questão, permitindo uma visão mais integrada de suas dinâmicas.

É fundamental reconhecer, contudo, que os actantes raramente se apresentam em categorias puras. Na prática, há uma ampla gama de relações ambíguas e sobreposições entre eles. Um mesmo elemento pode, em determinados contextos, atuar simultaneamente como ator e como restrição, ou ainda, uma restrição pode assumir características de construtor. Essa fluidez não é uma falha do modelo, mas sim uma expressão da complexidade das organizações.

O uso da estrutura triangular, portanto, não busca cristalizar elementos fixos, mas sim evidenciar as proporções e interações entre os actantes, revelando áreas de sobreposição e possíveis tensões ocultas. É justamente nessa interseção que emergem insights valiosos sobre o funcionamento do sistema e sobre os pontos de alavancagem para intervenções mais contextualizadas.

A imagem abaixo ilustra um exemplo típico de mapeamento utilizando essa tríade de actantes, mostrando como diferentes elementos podem ocupar posições híbridas e gerar novas leituras sobre o desafio em análise.

E no fim das contas, o que podemos fazer com esse mapa de Actants?

Antes de finalizar esse texto é importante relembrar que contextos organizacionais são os “tecidos invisíveis” compostos por atores, restrições e construtores, conferindo coerência ou resistência às mudanças. Reconhecê-los não é apenas um exercício intelectual, mas uma condição estratégica para liderar transformações em ambientes complexos, onde a linearidade das análises tradicionais já não é suficiente.

Combinado com a lógica de gestão de mudanças do AIMS Framework, o mapeamento de actants constitui um passo essencial para o desenho de intervenções organizacionais verdadeiramente contextualizadas. Seu principal benefício está em oferecer uma leitura mais densa e realista do ambiente no qual a organização está inserida, permitindo que as ações não sejam meramente transplantadas de modelos genéricos, mas sim moldadas às disposições, propensões e tensões próprias daquele sistema.

Outro importante benefício desse mapeamento é que ele enriquece a capacidade de sense-making coletivo, permitindo que líderes e equipes vejam além dos sintomas imediatos e reconheçam as dinâmicas profundas que estruturam seus desafios. Intervenções desenhadas a partir dessa leitura tendem a ser mais coerentes, legítimas e sustentáveis, pois dialogam diretamente com a realidade vivida pelos atores, respeitando as restrições inegociáveis, modulando as resilientes e reconfigurando construtores para evoluir a organização.

A vivência prática tem evidenciado que mapear actants é uma abordagem estratégica que possibilita navegar a complexidade organizacional com maior lucidez, evitando soluções superficiais e criando condições mais férteis para a transformação.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A comunicação é um teto de vidro que pode afastar as mulheres da liderança

A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Entre viralizar e ser lembrado: O que acontece quando o algoritmo assume a estratégia?

As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Acordo Mercosul e União Europeia representa um novo ciclo de crescimento para o franchising brasileiro

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia inaugura um novo cenário para as redes de franquias brasileiras. Com redução gradual de tarifas, acesso mais facilitado a tecnologias e insumos, além da possibilidade de expansão para novos mercados, o franchising passa a enxergar na internacionalização uma oportunidade concreta de crescimento. Ao mesmo tempo, a chegada de concorrentes europeus exigirá das marcas nacionais mais inovação, eficiência e capacidade de adaptação para competir em um ambiente cada vez mais globalizado.

As edtechs brasileiras aprenderam a crescer sem investimento. Mas até onde isso pode levá-las?

Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Eleitor 70+: o valor do repertório em uma sociedade que envelhece

À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

Liderança
14 de agosto de 2026 08H00
Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

13 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de agosto de 2026 14H00
Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Marcos Gurgel - Diretor Comercial na divisão Avitum da B. Braun Brasil

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo