Inovação
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É possível medir o impacto do design em uma empresa que permite sua capilaridade?

No segundo episódio da série de entrevistas sobre o iF Awards, Clarissa Biolchini, Head de Design & Consumer Insights da Electrolux nos conta a estratégia por trás de produtos que vendem, encantam e reinventam o cuidado doméstico.
Pesquisador e operador em Organizational Theory, com trajetória internacional marcada por decisões fora do roteiro tradicional. Atuou por mais de uma década na Ásia e também nas Américas e Europa, lidando com operações complexas, ambientes regulatórios adversos e contextos nos quais não há manual disponível. Autodidata e avesso a soluções de prateleira, atua na interseção entre economia, contratos sociais, tecnologia - com foco em processos, modelos descritivos e formulações matemáticas - e organização do trabalho. É membro do Comitê Global de Inovação da Fast Company e colaborador da HSM. Atualmente, lidera a RMagnago, apoiando acionistas e executivos em decisões estratégicas de alto risco e elevada ambiguidade.

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Dando continuidade na nossa série sobre o iF Awards, onde nosso país foi representado por mais de 50 equipes de desenvolvimento, que acumularam 85 troféus em diferentes categorias, com exclusividade, Rodrigo Magnago mergulhou nas mentes por trás dos projetos premiados e dessa vez Clarissa Biolchini, Head de Design & Consumer Insights do Electrolux Group América Latina.

Clarissa nos contou que a área de Design na unidade Brasileira da Electrolux, empresa de origem escandinava, está prestes a completar 40 anos, e que ao longo desse tempo o papel do Design se expandiu muito, refletindo na estrutura dos times envolvidos. Cita o nascimento da área de experiência do usuário (UX) como um bom exemplo da evolução da disciplina.

Definido como missão da Electrolux – entregar eletrodomésticos que reinventem experiências de sabor, cuidado e bem-estar com praticidade, inovação e responsabilidade ambiental – Clarissa é categórica: o design tem atuado como o elemento catalisador que torna essa proposta possível.

Para Clarissa, ainda é um desafio medir todo o espectro do impacto que o Design pode ter na gama de stakeholders da Electrolux, considerando que a empresa está presente em quase 70% dos lares brasileiros.

“É muita gente envolvida. Desenvolvimento de produtos, cuidado com o consumidor, operações, TI, Pessoas e comunicação, para começar a lista.

Para medir o sucesso de nossas ações, usamos alguns norteadores em cada etapa do desenvolvimento, que sempre estão vinculados ao conceito escandinavo de Design.

Depois, claro, partimos para uma etapa de validação com consumidores em testes de verificação, avaliando critérios como usabilidade, atratividade e relevância, e após o lançamento, medimos o sucesso de um produto monitorando métricas como volume de vendas, participação de mercado, receita e o CStar (índice de satisfação do consumidor).

As premiações e reconhecimentos do mercado complementam a comprovação do excelente trabalho que tem sido desenvolvido pela Electrolux. Nos últimos 3 anos recebemos 10 prêmios de Design, dentre eles 8 IF Awards.”

Além do projeto de novos produtos, Clarissa comenta que o time de Design tem atuado diretamente no desenho de serviços e experiências, projetando mapas da experiência do usuário e definindo métricas que permitem mensurar o atendimento às expectativas dos consumidores. Nesse cenário, a Electrolux incorporou a área de Consumer Insights, desde 2024, trabalhando de forma conectada à área de Design.

Observando as palavras de Clarissa, fica bem-marcado que as empresas de países desenvolvidos não fecham os olhos para a criação de valor a partir das unidades de design e desenvolvimento de novos produtos.

Projetos da Electrolux premiados no iF Design Awards em 2025.

Aspiradores Ergorapido Easy Reach – design por Electrolux Design, PR.

Experiência do usuário na família de lavadoras de alta pressão Electrolux – design por Electrolux Design, PR.

Linha de lavadoras de alta pressão Easy Wash, Power Wash e Ultra Wash – design por Electrolux Design, PR.

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Pesquisador e operador em Organizational Theory, com trajetória internacional marcada por decisões fora do roteiro tradicional. Atuou por mais de uma década na Ásia e também nas Américas e Europa, lidando com operações complexas, ambientes regulatórios adversos e contextos nos quais não há manual disponível. Autodidata e avesso a soluções de prateleira, atua na interseção entre economia, contratos sociais, tecnologia - com foco em processos, modelos descritivos e formulações matemáticas - e organização do trabalho. É membro do Comitê Global de Inovação da Fast Company e colaborador da HSM. Atualmente, lidera a RMagnago, apoiando acionistas e executivos em decisões estratégicas de alto risco e elevada ambiguidade.

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