Inovação
2 minutos min de leitura

É possível medir o impacto do design em uma empresa que permite sua capilaridade?

No segundo episódio da série de entrevistas sobre o iF Awards, Clarissa Biolchini, Head de Design & Consumer Insights da Electrolux nos conta a estratégia por trás de produtos que vendem, encantam e reinventam o cuidado doméstico.
Pesquisador e operador em Organizational Theory, com trajetória internacional marcada por decisões fora do roteiro tradicional. Atuou por mais de uma década na Ásia e também nas Américas e Europa, lidando com operações complexas, ambientes regulatórios adversos e contextos nos quais não há manual disponível. Autodidata e avesso a soluções de prateleira, atua na interseção entre economia, contratos sociais, tecnologia - com foco em processos, modelos descritivos e formulações matemáticas - e organização do trabalho. É membro do Comitê Global de Inovação da Fast Company e colaborador da HSM. Atualmente, lidera a RMagnago, apoiando acionistas e executivos em decisões estratégicas de alto risco e elevada ambiguidade.

Compartilhar:

Dando continuidade na nossa série sobre o iF Awards, onde nosso país foi representado por mais de 50 equipes de desenvolvimento, que acumularam 85 troféus em diferentes categorias, com exclusividade, Rodrigo Magnago mergulhou nas mentes por trás dos projetos premiados e dessa vez Clarissa Biolchini, Head de Design & Consumer Insights do Electrolux Group América Latina.

Clarissa nos contou que a área de Design na unidade Brasileira da Electrolux, empresa de origem escandinava, está prestes a completar 40 anos, e que ao longo desse tempo o papel do Design se expandiu muito, refletindo na estrutura dos times envolvidos. Cita o nascimento da área de experiência do usuário (UX) como um bom exemplo da evolução da disciplina.

Definido como missão da Electrolux – entregar eletrodomésticos que reinventem experiências de sabor, cuidado e bem-estar com praticidade, inovação e responsabilidade ambiental – Clarissa é categórica: o design tem atuado como o elemento catalisador que torna essa proposta possível.

Para Clarissa, ainda é um desafio medir todo o espectro do impacto que o Design pode ter na gama de stakeholders da Electrolux, considerando que a empresa está presente em quase 70% dos lares brasileiros.

“É muita gente envolvida. Desenvolvimento de produtos, cuidado com o consumidor, operações, TI, Pessoas e comunicação, para começar a lista.

Para medir o sucesso de nossas ações, usamos alguns norteadores em cada etapa do desenvolvimento, que sempre estão vinculados ao conceito escandinavo de Design.

Depois, claro, partimos para uma etapa de validação com consumidores em testes de verificação, avaliando critérios como usabilidade, atratividade e relevância, e após o lançamento, medimos o sucesso de um produto monitorando métricas como volume de vendas, participação de mercado, receita e o CStar (índice de satisfação do consumidor).

As premiações e reconhecimentos do mercado complementam a comprovação do excelente trabalho que tem sido desenvolvido pela Electrolux. Nos últimos 3 anos recebemos 10 prêmios de Design, dentre eles 8 IF Awards.”

Além do projeto de novos produtos, Clarissa comenta que o time de Design tem atuado diretamente no desenho de serviços e experiências, projetando mapas da experiência do usuário e definindo métricas que permitem mensurar o atendimento às expectativas dos consumidores. Nesse cenário, a Electrolux incorporou a área de Consumer Insights, desde 2024, trabalhando de forma conectada à área de Design.

Observando as palavras de Clarissa, fica bem-marcado que as empresas de países desenvolvidos não fecham os olhos para a criação de valor a partir das unidades de design e desenvolvimento de novos produtos.

Projetos da Electrolux premiados no iF Design Awards em 2025.

Aspiradores Ergorapido Easy Reach – design por Electrolux Design, PR.

Experiência do usuário na família de lavadoras de alta pressão Electrolux – design por Electrolux Design, PR.

Linha de lavadoras de alta pressão Easy Wash, Power Wash e Ultra Wash – design por Electrolux Design, PR.

Compartilhar:

Pesquisador e operador em Organizational Theory, com trajetória internacional marcada por decisões fora do roteiro tradicional. Atuou por mais de uma década na Ásia e também nas Américas e Europa, lidando com operações complexas, ambientes regulatórios adversos e contextos nos quais não há manual disponível. Autodidata e avesso a soluções de prateleira, atua na interseção entre economia, contratos sociais, tecnologia - com foco em processos, modelos descritivos e formulações matemáticas - e organização do trabalho. É membro do Comitê Global de Inovação da Fast Company e colaborador da HSM. Atualmente, lidera a RMagnago, apoiando acionistas e executivos em decisões estratégicas de alto risco e elevada ambiguidade.

Artigos relacionados

Inovação virou desculpa para má gestão

Quando a inovação vira justificativa para desorganização, empresas perdem foco, desperdiçam recursos e confundem criatividade com falta de gestão – um risco cada vez mais caro para líderes e negócios.

Liderança
14 de novembro de 2025
Como dividir dúvidas, receios e decisões no topo?

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

2 minutos min de leitura
Sustentabilidade
13 de novembro de 2025
O protagonismo feminino se consolidou no movimento com a Carta das Mulheres para a COP30

Luiza Helena Trajano e Fabiana Peroni

5 min de leitura
ESG, Liderança
13 de novembro de 2025
Saiba o que há em comum entre o desengajamento de 79% da força de trabalho e um evento como a COP30

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de novembro de 2025
Modernizar o prazo de validade com o conceito de “best before” é mais do que uma mudança técnica - é um avanço cultural que conecta o Brasil às práticas globais de consumo consciente, combate ao desperdício e construção de uma economia verde.

Lucas Infante - CEO da Food To Save

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, ESG
11 de novembro de 2025
Com a COP30, o turismo sustentável se consolida como vetor estratégico para o Brasil, unindo tecnologia, impacto social e preservação ambiental em uma nova era de desenvolvimento consciente.

André Veneziani - Vice-Presidente Comercial Brasil & América Latina da C-MORE Sustainability

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de novembro de 2025
A arquitetura de software deixou de ser apenas técnica: hoje, ela é peça-chave para transformar estratégia em inovação real, conectando visão de negócio à entrega de valor com consistência, escalabilidade e impacto.

Diego Souza - Principal Technical Manager no CESAR, Dayvison Chaves - Gerente do Ambiente de Arquitetura e Inovação e Diego Ivo - Gerente Executivo do Hub de Inovação, ambos do BNB

8 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
7 de novembro de 2025
Investir em bem-estar é estratégico - e mensurável. Com dados, indicadores e integração aos OKRs, empresas transformam cuidado com corpo e mente em performance, retenção e vantagem competitiva.

Luciana Carvalho - CHRO da Blip, e Ricardo Guerra - líder do Wellhub no Brasil

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de novembro de 2025
Incluir é mais do que contratar - é construir trajetórias. Sem estratégia, dados e cultura de cuidado, a inclusão de pessoas com deficiência segue sendo apenas discurso.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Liderança
5 de novembro de 2025
Em um mundo sem mapas claros, o profissional do século 21 não precisa ter todas as respostas - mas sim coragem para sustentar as perguntas certas. Neste artigo, exploramos o surgimento do homo confusus, o novo ser humano do trabalho, e como habilidades como liderança, negociação e comunicação intercultural se tornam condições de sobrevivência em tempos de ambiguidade, sobrecarga informacional e transformações profundas nas relações profissionais.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
4 de novembro de 2025
Na era da hiperconexão, encerrar o expediente virou um ato estratégico - porque produtividade sustentável exige pausas, limites e líderes que valorizam o tempo como ativo de saúde mental.

Tatiana Pimenta - Fundadora e CEO da Vittude

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança