Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
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Encantar como estratégia: o poder da experiência no ambiente corporativo

Este artigo traz insights de um estudo global da Sodexo Brasil e fala sobre o poder de engajamento que traz a hospitalidade corporativa e como a falta dela pode impactar financeiramente empresas no mundo todo.
vice-presidente de Operações da Sodexo Brasil. Formado em Engenharia Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Gestão de Negócios Internacionais pela Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP, Quirino construiu uma sólida carreira com experiência em diferentes atividades operacionais, comerciais e de suporte em empresas prestadoras de serviços e combina uma abordagem analítica com olhar humano, necessária para navegar em um mercado diversificado e em constante transformação. Na posição atual, o executivo integra o Time de Liderança Regional e tem como principal missão liderar estratégias para fortalecer e expandir os negócios em setores como indústrias, bens de consumo, tecnologia, farmacêutico, montadoras, aeroportos, instituições de ensino e bases remotas. Com uma gestão pautada pela transparência e pela escuta ativa, buscando

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8,9 trilhões de dólares. Esse é o custo que o baixo engajamento pode custar à economia mundial, segundo dado da Gallup que faz parte do estudo global ‘Cocriando Experiência no Ambiente de Trabalho da Sodexo’. Agora, imagine: quanto isso pode estar custando à sua empresa? Em um mundo onde talentos escolhem onde querem estar, será que o ambiente de trabalho que você oferece é um lugar que inspira permanência ou apenas impõe presença?

Tenho acompanhado de perto essa transformação e acredito que o maior desafio das lideranças hoje é redefinir o trabalho como uma jornada de experiências e não apenas um espaço físico. O escritório deixou de ser sinônimo de controle para se tornar um ecossistema que integra tecnologia, hospitalidade e propósito. Essa mudança não é estética, é estratégica.

O estudo ainda aponta três tendências que já são realidade para empresas visionárias: flexibilidade, bem-estar personalizado e conexão com propósito.

Modelos híbridos e horários flexíveis são só o começo. O que realmente faz diferença é criar ambientes que simplificam o dia a dia e fortalecem vínculos. Acompanhando a rotina em nossas unidades, vejo como soluções como micromercados, cafés integrados e áreas de convivência transformam a experiência. Não é por acaso que 17% dos colaboradores afirmam que iriam mais ao escritório se a alimentação fosse gratuita ou subsidiada. Alimentar bem é cuidar das pessoas e, quando isso acontece, engajamento e frequência crescem naturalmente.

Mas conveniência vai além de oferecer boas refeições. É antecipar necessidades e tornar a jornada mais fluida, do café da manhã ao fim do expediente. Esse cuidado cotidiano é o que transforma a rotina em experiência extraordinária. E isso não é detalhe: é estratégia para reduzir presenteísmo, quando o colaborador está fisicamente presente, mas emocionalmente distante. Combater isso exige cuidar do corpo e da mente. Quando o “estar presente” é de verdade e perene, a produtividade e o ROI também aumentam.

Outro ponto que considero essencial: as novas gerações não querem discursos bonitos, querem coerência e serem parte das discussões. Por isso, acredito no poder da cocriação para fortalecer o engajamento. O escritório da Sodexo em Porto Alegre, é um exemplo, já que foi desenhado em conjunto por um time multidisciplinar. Quando o colaborador se vê refletido no espaço onde trabalha, nasce o sentimento de pertencimento e o orgulho. Esse vínculo transforma um escritório em símbolo de propósito compartilhado.

Empresas preparadas para o futuro entendem isso, que cada detalhe importa, desde o design até a iluminação, temperatura e opções de alimentação. E criar expectativa positiva é o verdadeiro desafio das empresas que querem se diferenciar. Porque o futuro do trabalho não pertence a quem impõe presença, mas a quem inspira permanência.

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