Inovação
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Entenda como a Docol integra sua área de design com o pensamento econômico em sua alta administração

Em entrevista com Rodrigo Magnago, Fernando Gama nos conta como a Docol tem despontado unindo a cultura do design na organização
Pesquisador e operador em Organizational Theory, com trajetória internacional marcada por decisões fora do roteiro tradicional. Atuou por mais de uma década na Ásia e também nas Américas e Europa, lidando com operações complexas, ambientes regulatórios adversos e contextos nos quais não há manual disponível. Autodidata e avesso a soluções de prateleira, atua na interseção entre economia, contratos sociais, tecnologia - com foco em processos, modelos descritivos e formulações matemáticas - e organização do trabalho. É membro do Comitê Global de Inovação da Fast Company e colaborador da HSM. Atualmente, lidera a RMagnago, apoiando acionistas e executivos em decisões estratégicas de alto risco e elevada ambiguidade.

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Depois de uma grande presença do Brasil no iF Awards 2025, onde nosso país foi representado por mais de 50 equipes de desenvolvimento, que acumularam 85 troféus em diferentes categorias, o país mostrou que não é coadjuvante no cenário global. E é extremamente ativo em pontos críticos, afinal, dados da McKinsey revelam que empresas que elevam o design ao nível estratégico duplicam o retorno para acionistas — mas menos de 5% dos executivos se sentem aptos a tomar decisões objetivas nessa área.

Por conta do eco que este evento proporcionou, nesta série exclusiva, mergulhamos nas mentes por trás dos projetos premiados. Conversamos com os estrategistas e diretores que estão redesenhando seus produtos e o próprio valor da indústria brasileira. Nesta primeira conversa, trouxemos Fernando Gama, CMO da Docol.

Fernando nos contou que a Docol tem mais de 50 prêmios de design. Só em 2025 foram 6 projetos inscritos no iF Design Awards e todos premiados, o que leva a empresa ao posto de organização mais presente e vencedora em premiações de design na América Latina.

Para ele, embora seja uma empresa nacional de capital fechado, a Docol tem cabeça de multinacional e uma governança efetiva, que está presente em todas as áreas da empresa.

“Eu e o Fábio Campanha, que é Head de Inovação e Design, estamos no board, o que mostra que a Docol entendeu há muito tempo que o consumidor e suas necessidades precisam estar presentes nas decisões da empresa. Além disso, sou diretor estatutário, o que demonstra a presença efetiva dessa disciplina na gestão da Docol.”

Fernando conta que a comunicação sobre o tema no board é feita com assistência direta do CFO, Sérgio Freire, afinal todos os projetos têm modelagem de capital definidos, e que é perceptível que todos os diretores e o CEO, Guilherme Bertani, apoiam a cultura e as iniciativas.

Além disso, na Docol os feedbacks e loopings de desenvolvimento dos projetos seguem um rito formal, com agenda e métodos sempre bem observados.

O design também está integrado a valores da cultura de negócios da Docol, diretamente ligado à marca e ao propósito da empresa, e fundamenta os pilares estratégicos, que são funcionalidade, experiência e sustentabilidade. Fernando acredita que sem o rito formalíssimo do design como disciplina, provavelmente essa estrutura estratégica não conseguiria se materializar.

“Quanto ao consumidor, tentamos olhar o domicílio Brasileiro de forma sistêmica, contando com o trabalho de diversos institutos de pesquisa, e combinando essas informações com nossas áreas de inteligência de mercado e nossos times de campo, que nos retroalimentam com informações dos canais de distribuição.”

Ou seja, a área de design é integrada com o pensamento econômico que permeia a gestão da Docol quando se trata de alta administração.

Outro aspecto importante é a penetração do design da Docol nos diferentes segmentos de consumidores, e isso se dá pela cultura de design que está incorporada na organização.

Se os investimentos em projetos com alta carga de design começam pelos produtos de alto ticket, que recebem maiores orçamentos pelas exigências técnicas, os produtos econômicos se apropriam das mesmas condições ao longo do tempo, fenômeno explicado pela transferência natural de conhecimento entre os times e a alavancagem operacional das técnicas desenvolvidas e dos recursos utilizados.

Um exemplo claro dessa penetração da cultura do design na organização é que a linha Presmatic, torneiras que tem acionamento simplificado e fechamento automático, estão presentes em obras do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

Segundo Fernando, a Docol segue firme em seu programa de investimentos em Design, que já mostrou efetividade em manutenção de mercados, performance corporativa e ganhos para todos os stakeholders.

Fernando Gama ocupa o cargo de CMO na Docol e tem uma carreira sólida em empresas com marcas de consumo relevante, tomando como exemplo a Reckitt, onde esteve à frente de marcas como Veja e Vanish.

Projetos da Docol premiados no iF Design Awards em 2025:

Docol Twist – design por Ana Neute, SP.

Stand Docol Revestir 2024 – design por Ana Neute, SP.

Linha Benefit – design por Docol.

Linha Pressmatic Ômega – design por Docol.

Docol Flow – design por Marcelo Alves, Docol.

Linha Mantis – design por Marcelo Alvarenga e Juliana Figueiró, MG.

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Pesquisador e operador em Organizational Theory, com trajetória internacional marcada por decisões fora do roteiro tradicional. Atuou por mais de uma década na Ásia e também nas Américas e Europa, lidando com operações complexas, ambientes regulatórios adversos e contextos nos quais não há manual disponível. Autodidata e avesso a soluções de prateleira, atua na interseção entre economia, contratos sociais, tecnologia - com foco em processos, modelos descritivos e formulações matemáticas - e organização do trabalho. É membro do Comitê Global de Inovação da Fast Company e colaborador da HSM. Atualmente, lidera a RMagnago, apoiando acionistas e executivos em decisões estratégicas de alto risco e elevada ambiguidade.

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