Gestão de Pessoas

Medindo a eficiência de um jeito mais eficiente

Olhando mais para a liberdade e menos para o controle, devemos ter em mente que as pessoas precisam de autonomia para decidir em qual contexto conseguem produzir mais
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

Um dos receios da gestão ao adotar o trabalho remoto é como medir a produtividade. Será que as pessoas trabalham da mesma forma como se estivessem nos escritórios? Tivemos pelo menos um ano e meio para avaliar as lições desse novo jeito de trabalhar. O que esses meses nos ensinaram?

O resultado depende de vários detalhes, mas essencialmente de como medimos sucesso. Se sucesso pode ser resumido na quantidade de horas trabalhadas, talvez tenha sido bem útil – trabalhamos mais em casa. Os dias se tornaram mais longos e é difícil colocar um ponto final ao encerrar o dia.

Estamos mais concentrados? Depende das situações com as quais lidamos no formato de “home-tudo”. Para algumas pessoas, o trabalho remoto foi sensacional, mas para outras têm sido bem desgastante, provando, uma vez mais, que uma solução única, com tanta diversidade de necessidades, sempre deixa a desejar. Bom mesmo é poder decidir em qual contexto nossa produtividade aumenta e optar por ele.

Mas quando a gente sai desse jeito já consolidado de ver as coisas, vem outra grande e linda oportunidade: medir a entrega.

## Controle e liberdade

Por que será que isso, que é o que importa no final das contas, parece ser mais difícil? Meu palpite é de gostamos muito de controlar. Ai, que delícia que é isso. Mas a gente controla apenas algumas coisas (a quantidade de horas trabalhadas, os dias por semana em que vamos fisicamente para o escritório, as ações executadas).

Medir sucesso, realizações e entregas é mais difícil. Isso ocorre porque a gente tem que dar liberdade. E isso incomoda. Difícil também porque é um exercício mais completo de planejamento, visão de futuro e de estabelecer “objetivos fim” e não “objetivos meio”.

Liberdade tem sido moeda cada vez mais valiosa e difícil de lidar. Exigirá de nós mais soft skills, um bom exercício de liderança, de empatia e de confiança.

Trabalho é uma responsabilidade, claro. Liberdade, então, é uma responsabilidade e meia. No entanto, vale cada minutinho desse exercício.
Quando tivermos mais foco no resultado final (e não nos controles rotineiros) a empresa tende a crescer de forma exponencial. As pessoas também.

Observação importante: acredito em processos, não em controles. Esses sempre aparecem quando há sujeira debaixo do tapete.

*Gostou do artigo da Viviane Mansi? Saiba mais sobre lideranças e relações de trabalho na pandemia assinando gratuitamente [nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter) e escutando [nossos podcasts](https://www.revistahsm.com.br/podcasts) em sua plataforma de streaming favorita.*

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

Fomento para inovação: Alavanca estratégica de crescimento para as empresas

O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados.  Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.

Bem-estar & saúde
7 de novembro de 2025
Investir em bem-estar é estratégico - e mensurável. Com dados, indicadores e integração aos OKRs, empresas transformam cuidado com corpo e mente em performance, retenção e vantagem competitiva.

Luciana Carvalho - CHRO da Blip, e Ricardo Guerra - líder do Wellhub no Brasil

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de novembro de 2025
Incluir é mais do que contratar - é construir trajetórias. Sem estratégia, dados e cultura de cuidado, a inclusão de pessoas com deficiência segue sendo apenas discurso.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Liderança
5 de novembro de 2025
Em um mundo sem mapas claros, o profissional do século 21 não precisa ter todas as respostas - mas sim coragem para sustentar as perguntas certas. Neste artigo, exploramos o surgimento do homo confusus, o novo ser humano do trabalho, e como habilidades como liderança, negociação e comunicação intercultural se tornam condições de sobrevivência em tempos de ambiguidade, sobrecarga informacional e transformações profundas nas relações profissionais.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
4 de novembro de 2025
Na era da hiperconexão, encerrar o expediente virou um ato estratégico - porque produtividade sustentável exige pausas, limites e líderes que valorizam o tempo como ativo de saúde mental.

Tatiana Pimenta - Fundadora e CEO da Vittude

3 minutos min de leitura
Liderança
3 de novembro de 2025
Em um mundo cada vez mais automatizado, liderar com empatia, propósito e presença é o diferencial que transforma equipes, fortalece culturas e impulsiona resultados sustentáveis.

Carlos Alberto Matrone - Consultor de Projetos e Autor

7 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
1º de novembro de 2025
Aqueles que ignoram os “Agentes de IA” podem descobrir em breve que não foram passivos demais, só despreparados demais.

Atila Persici Filho - COO da Bolder

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
31 de outubro de 2025
Entenda como ataques silenciosos, como o ‘data poisoning’, podem comprometer sistemas de IA com apenas alguns dados contaminados - e por que a governança tecnológica precisa estar no centro das decisões de negócios.

Rodrigo Pereira - CEO da A3Data

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de ouutubro de 2025
Abandonando o papel de “caçador de bugs” e se tornando um “arquiteto de testes”: o teste como uma função estratégica que molda o futuro do software

Eric Araújo - QA Engineer do CESAR

7 minutos min de leitura
Liderança
29 de outubro de 2025
O futuro da liderança não está no controle, mas na coragem de se autoconhecer - porque liderar os outros começa por liderar a si mesmo.

José Ricardo Claro Miranda - Diretor de Operações da Paschoalotto

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
28 de outubro 2025
A verdadeira virada digital não começa com tecnologia, mas com a coragem de abandonar velhos modelos mentais e repensar o papel das empresas como orquestradoras de ecossistemas.

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança