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Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria
Uma das 50 principais criadoras de conteúdo de marca pessoal no LinkedIn no Brasil, Bruna tem 15 anos de experiência em Comunicação Digital e é responsável por desenvolver a estratégia de executivos de grandes empresas, founders e conselheiros.

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Este texto é 100% livre de IA

Eu simplesmente me recuso a aceitar a nossa não-humanidade. A engolir a seco que o futuro vai ser mediado apenas por máquinas, que o pensamento será resumido à mediação dos nossos assistentes pessoais generativos.

Usar ferramentas para ganhar produtividade: a favor.

Transferir todo o nosso protagonismo para ele: totalmente contra.

Era segundo dia útil do ano e seus traços estavam em todo o lugar:

_Na reflexão de ano novo que aquele executivo postou no LinkedIn

_Na declaração de amor do Instagram que o marido escreveu pra esposa após um reveillon paradisíaco (a gente percebe quando é bonito demais)

_Na opinião pessoal que pedi de insumo para estruturar o ponto de vista de um cliente

_No roteiro da palestra que um voluntário se prontificou a fazer

_E até no feedback de um material produzido pela minha equipe

Estava de todo ruim? Não.

Mas faltou molho, tempero, sal, pimenta. Faltou nosso jeitinho de ser, nossos errinhos, nossa vulnerabilidade. 


Cadê?

Pode parecer precipitado, mas já que a vida está na velocidade 3.75x ultimamente, talvez já esteja na hora de um detox de IA. Um dia da semana, que seja, para pensar livremente, acionar a inteligência coletiva por meio de interações presenciais, para se dar o direito de ser lento em alguma entrega, de errar sem medo de precisar exercer perfeição.

E vou mais fundo. Quem está tentando se diferenciar, manter-se relevante, garantir seu futuro, fica o alerta: pensar é a nova forma de resistência. A régua está ficando mais baixa… Se antes, quem pensava melhor se destacava, agora, vamos caminhando para um cenário que o diferencial pode ser simplesmente pensar. Nem melhor, nem pior. Só pensar mesmo talvez já seja o suficiente. Senso crítico que fala, né?

Tem uma frase do Shane Parrish que eu gosto muito e cada vez que penso nela, vejo que faz mais sentido:

“A mudança só acontece quando voce está disposto a pensar por si mesmo, quando faz o que ninguém mais está fazendo e corre o risco de parecer um idiota por causa disso. Assim que você percebe que está fazendo a mesma coisa que os demais (…) é hora de tentar algo novo.”

O meu algo novo?

É aplicar o treino que pratico para os músculos na academia, mas agora para a cabeça.

Fortalecer o pensamento próprio, a livre-reflexão, sem usar a IA como mediadora de cada passo dado.

É um caminho mais de interdependência do que de dependência.

Penso, logo existo. Executo, logo uso a IA para ser mais eficaz. Mas sem inverter a ordem.

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