Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
2 minutos min de leitura

Menos chat, mais gente

Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria
Uma das 50 principais criadoras de conteúdo de marca pessoal no LinkedIn no Brasil, Bruna tem 15 anos de experiência em Comunicação Digital e é responsável por desenvolver a estratégia de executivos de grandes empresas, founders e conselheiros.

Compartilhar:

Este texto é 100% livre de IA

Eu simplesmente me recuso a aceitar a nossa não-humanidade. A engolir a seco que o futuro vai ser mediado apenas por máquinas, que o pensamento será resumido à mediação dos nossos assistentes pessoais generativos.

Usar ferramentas para ganhar produtividade: a favor.

Transferir todo o nosso protagonismo para ele: totalmente contra.

Era segundo dia útil do ano e seus traços estavam em todo o lugar:

_Na reflexão de ano novo que aquele executivo postou no LinkedIn

_Na declaração de amor do Instagram que o marido escreveu pra esposa após um reveillon paradisíaco (a gente percebe quando é bonito demais)

_Na opinião pessoal que pedi de insumo para estruturar o ponto de vista de um cliente

_No roteiro da palestra que um voluntário se prontificou a fazer

_E até no feedback de um material produzido pela minha equipe

Estava de todo ruim? Não.

Mas faltou molho, tempero, sal, pimenta. Faltou nosso jeitinho de ser, nossos errinhos, nossa vulnerabilidade. 


Cadê?

Pode parecer precipitado, mas já que a vida está na velocidade 3.75x ultimamente, talvez já esteja na hora de um detox de IA. Um dia da semana, que seja, para pensar livremente, acionar a inteligência coletiva por meio de interações presenciais, para se dar o direito de ser lento em alguma entrega, de errar sem medo de precisar exercer perfeição.

E vou mais fundo. Quem está tentando se diferenciar, manter-se relevante, garantir seu futuro, fica o alerta: pensar é a nova forma de resistência. A régua está ficando mais baixa… Se antes, quem pensava melhor se destacava, agora, vamos caminhando para um cenário que o diferencial pode ser simplesmente pensar. Nem melhor, nem pior. Só pensar mesmo talvez já seja o suficiente. Senso crítico que fala, né?

Tem uma frase do Shane Parrish que eu gosto muito e cada vez que penso nela, vejo que faz mais sentido:

“A mudança só acontece quando voce está disposto a pensar por si mesmo, quando faz o que ninguém mais está fazendo e corre o risco de parecer um idiota por causa disso. Assim que você percebe que está fazendo a mesma coisa que os demais (…) é hora de tentar algo novo.”

O meu algo novo?

É aplicar o treino que pratico para os músculos na academia, mas agora para a cabeça.

Fortalecer o pensamento próprio, a livre-reflexão, sem usar a IA como mediadora de cada passo dado.

É um caminho mais de interdependência do que de dependência.

Penso, logo existo. Executo, logo uso a IA para ser mais eficaz. Mas sem inverter a ordem.

Compartilhar:

Uma das 50 principais criadoras de conteúdo de marca pessoal no LinkedIn no Brasil, Bruna tem 15 anos de experiência em Comunicação Digital e é responsável por desenvolver a estratégia de executivos de grandes empresas, founders e conselheiros.

Artigos relacionados

A IA vai pelo mesmo caminho do ERP e da transformação digital?

O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia – mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Estamos aprendendo mais (e entendendo menos)

Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Liderança
14 de maio de 2026 08H00
À luz do Aikidô, este artigo analisa a transição da liderança coercitiva para a liderança que harmoniza sistemas complexos, revelando como princípios como Wago, Awase e Shugi‑Dokusai redefinem estratégia e competitividade na era da incerteza.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura
Liderança
13 de maio de 2026 15H00
Em um mundo dominado pela urgência e pelo excesso de estímulos, este artigo provoca uma reflexão essencial: até que ponto estamos tomando decisões - ou apenas reagindo? E por que recuperar a capacidade de pausar, escolher e agir com intenção se tornou um diferencial crítico para líderes e organizações.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

7 minutos min de leitura
Finanças, Inovação & estratégia
13 de maio de 2026 08H00
Entre pressão por resultados imediatos e apostas de longo prazo, este artigo analisa como iniciativas de CVC podem sobreviver ao conservadorismo corporativo e construir valor além do retorno financeiro.

Rafael Siciliani - Gerente de New Business Development na Deloitte

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
12 de maio de 2026 14H00
O que antes era visto como informalidade agora é diferencial: este artigo explora como a cultura brasileira vem ganhando espaço global - e se transformando em ativo estratégico nas empresas.

Bell Gama - Sócia-fundadora da Air Branding

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
12 de maio de 2026 08H00
Enquanto agendas lotam e decisões patinam, este artigo mostra como a ascensão dos agentes de IA expõe a fragilidade das arquiteturas de decisão - e por que insistir em reuniões pode ser sinal de atraso estrutural.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

6 minutos min de leitura
Liderança, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
11 de maio de 2026 15H00
A troca no comando da Apple reacende um dilema central da liderança: como assumir um legado sem se tornar refém dele - e por que repetir o passado pode ser o maior risco em qualquer processo de sucessão.

Maria Eduarda Silveira - CEO da BOLD HRO

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
11 de maio de 2026 08H00
Vivara, Natura, Blip, iFood e Endeavor já estão usando o Open Talent para ganhar agilidade e impacto. Este artigo revela por que a liderança por projeto e o talento sob demanda estão redesenhando o futuro do trabalho.

Cristiane Mendes - CEO da Chiefs.Group

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
10 de maio de 2026 15H00
Em certas empresas, estar certo não basta - é preciso ser relevante na sala onde as decisões realmente acontecem. Este artigo revela por que, em estruturas de controle concentrado, a influência do CFO depende menos da planilha e mais da capacidade de ler pessoas, contexto e poder.

Darcio Zarpellon - Diretor Financeiro (CFO) e membro certificado do Conselho de Administração (CCA-IBGC | CFO-BR IBEF)

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de maio de 2026 08H00
Este artigo revela como contratações executivas mal calibradas - ou decisões adiadas - geram custos invisíveis que travam crescimento, atrasam decisões e comprometem resultados no longo prazo.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
9 de maio de 2026 15H00
Em um setor marcado por desafios constantes, este artigo revela por que a verdadeira vantagem competitiva está na capacidade de evoluir com consistência, fortalecer relações e entregar valor sustentável no longo prazo.

Rodrigo M. Bortolini - Diretor-presidente da Selgron

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão