Diversidade

Mercado publicitário deve contratar mais pessoas acima dos 50 anos

Diversidade etária ainda está fora do radar. Está na hora de mudar isso
Bruno Höera é fundador da agência Portland

Compartilhar:

Olhando os times das agências, e mesmo os clientes, percebe-se claramente que o mercado acaba deixando para trás muita gente. Onde estão as pessoas 50+ no nosso mercado? Cadê a diversidade etária? O que as empresas estão deixando de ganhar em não ter essa inclusão nas equipes?

Dar voz e espaço para profissionais 50+, que estão fora do mercado de trabalho, sugere uma transformação significativa para a evolução e amadurecimento das campanhas publicitárias, e traz novas alternativas de comunicação para os diferentes públicos de uma marca. Afinal, as tendências atuais não se restringem ao público jovem, mas a estratégia de comunicação e as ressalvas ainda seguem direcionando seu público-alvo.

Se a diversidade é uma ferramenta de inovação, a maturidade tem como principal papel nos dar segurança e sabedoria de quem tem muitos anos de praia.
Os jovens aprendem com os mais velhos e vice-versa. De um lado, a ingenuidade e leveza do aprendiz. Do outro, o autoconhecimento e a coleção de aprendizados. Informação + vivência + experiência. Como cita o poeta Zack Magiezi: “Maturidade é procurar profundidade antes de mergulhar de cabeça”.

Nos últimos anos, com a questão da longevidade, ficou clara a importância não só de criarmos ações para as pessoas 50+ como também de fazer o óbvio: incluir essas pessoas para construir as ações para elas mesmas. Com essa consciência, o mercado deve compreender que é necessária uma reavaliação dos critérios econômicos que priorizam as contratações jovens e considerar também a experiência como alto valor.

Como publicitário, acredito que está na hora de entendermos que para “rejuvenescer” as marcas precisamos amadurecer nossos times. A diversidade é uma ferramenta de inovação e, além da necessidade, esse é um dos fatores que fazem do Brasil um país tão criativo. A pluralidade de pessoas em uma empresa permite mais horizontalidade, um ambiente melhor de trabalho, aumentando a produtividade e a rentabilidade das corporações.

Somar as diferenças, a meu ver, é ganhar mais proteção. É uma conta simples, mas que apenas ficou óbvia quando o discurso ficou batido o suficiente para ser transformado em ações. Muitas dessas ações validaram na prática o que estava difícil da teoria explicar.

Outra peça-chave é a consistência da comunicação inclusiva para a ampliação das discussões, e ir muito além do calendário de marketing e falar de forma contínua sobre assuntos que rodeiam a diversidade, não somente o que está em pauta. Diferentes peças desse quebra-cabeça da diversidade compõem um lugar em comum novo e criativo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
7 de março de 2026
Por que sistemas parecem funcionar… até o cliente realmente precisar deles

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
6 de março de 2026 06H00
A maior feira de varejo do mundo confirmou: não faltam soluções digitais, falta maturidade humana para integrá‑las.

Michele Hacke - Palestrante TEDx, Professora de Liderança Multigeracional

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
5 de março de 2026
Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria

Bruna Lopes de Barros

2 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
4 de março de 2026 12h00
Com todos acessando as mesmas ferramentas para polir narrativas, o que os diferencia? Segundo pesquisa feita com gestores brasileiros, autoconhecimento, expressão e autoria

Patricia Gibin - Consultora e coach

19 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
4 de março de 2026 06H00
As agendas do ATD26 e SHRM26 deixam claro: o ano começou exigindo líderes capazes de decidir com IA, sustentar cultura e entregar performance em sistemas cada vez mais complexos. Liderança virou infraestrutura de execução - e está em ritmo acelerado.

Allessandra Canuto - Especialista em Inteligência Emocional e Saúde Mental

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de março de 2026 15h00
O verdadeiro poder está em aprender a editar o que a tecnologia ousa criar. Em outras palavras, a era da IA generativa derruba o mito da máquina infalível e te convida para dialogar com artistas imprevisíveis.

Sylvio Leal - Head de Marketing Latam da Sinch

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de março de 2026 08h00
Quando o ego negocia no seu lugar, até decisões inteligentes produzem resultados medíocres. Este artigo aborda a negociação sob a ótica da teoria dos jogos, identidade decisória e arquitetura de incentivos - não apenas como técnica, mas como variável estrutural na construção de valor organizacional.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Cultura organizacional, Liderança
2 de março de 2026
Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de março de 2026
A crise não está apenas no excesso de trabalho, mas no peso emocional que distorce decisões e fragiliza equipes.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de fevereiro de 2026
Em 2026 o diferencial no uso da IA não será de quem criar mais agentes ou automatizar mais tarefas, mas em quem souber construir sistemas capazes de pensar, aprender e decidir melhor no seu contexto organizacional.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...