Empreendedorismo, Inovação & estratégia
3 minutos min de leitura

Mulheres à frente da inovação: como elas estão reinventando negócios

Startups lideradas por mulheres estão mostrando que inovação não precisa ser complexa - precisa ser relevante. Já se perguntou: por que escutar as necessidades reais do mercado é o primeiro passo para empreender com impacto?
Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

Compartilhar:

Startups fundadas por mulheres estão transformando diversos setores, como saúde, educação e fintechs, com inovações que vão muito além da tecnologia tradicional. Muitas dessas empresas jovens, que tem como objetivo criar um modelo de negócios escalável, que busca soluções criativas para problemas do mercado, surgem da observação das reais necessidades do consumidor e dá disposição para testar novas estratégias sem grandes investimentos iniciais.

No Brasil, diversas startups lideradas por mulheres têm se destacado pelo impacto em diferentes mercados. A Nubank, cofundada por Cristina Junqueira, revolucionou o setor bancário com serviços financeiros simplificados e acessíveis. Já a Gupy, criada por Mariana Dias, utiliza inteligência artificial para otimizar processos de recrutamento e seleção. Na área de educação financeira, a Barkus Educacional, fundada por Bia Santos, promove conhecimento acessível para populações menos favorecidas.

Outra startup é a SafeSpace, criada por Giovanna Sasso, Natalie Zarzur, Rafaela Frankenthal e Claudia Farias, que desenvolveu uma plataforma digital para facilitar relatos de má conduta dentro das empresas. No setor de mobilidade, o Lady Driver, fundado por Gabryella Corrêa, tornou-se o maior aplicativo de transporte feminino do mundo, garantindo mais segurança para passageiras e motoristas.

Como inovar?

As pessoas associam inovação a algo extremamente sofisticado, ligado apenas à tecnologia de ponta. No entanto, esse termo também pode acontecer de maneira simples e acessível. Pequenos ajustes na forma de entregar um produto ou serviço podem garantir a sobrevivência e o sucesso de um negócio. Por exemplo, há empreendedoras que mudam seus canais de distribuição, a estrutura do atendimento ao cliente ou até mesmo o formato do próprio produto.

Um exemplo prático disso é uma empreendedora que vendia bolos caseiros e percebeu que a venda de produtos inteiros estava em queda. Ao testar a venda em pedaços menores, conseguiu aumentar significativamente suas vendas. Outro exemplo curioso é um empreendedor que criou um sorvete com sabor de coxinha, oferecendo um item inusitado e conquistando novos clientes.

É essencial que empreendedoras evitem seguir o efeito manada – ou seja, apenas replicar o que está em alta no mercado sem uma análise mais profunda. A verdadeira inovação vem da atenção às necessidades das pessoas e da disposição para testar soluções criativas. Além disso, é fundamental abandonar a ideia de que tudo precisa estar perfeito antes de ser lançado. O importante é testar e validar a ideia o quanto antes. O lema “feito é melhor que perfeito, mas nunca mal feito” deve guiar as empreendedoras para que não percam o timing.

Outro ponto crucial é evitar investimentos altos logo no início. Muitas empreendedoras enfrentam desafios financeiros e precisam equilibrar as contas do dia a dia. Antes de comprar equipamentos novos ou ampliar a estrutura, é mais seguro testar a demanda com os recursos já disponíveis. Se a ideia for validada, aí sim faz sentido expandir. Estar atenta aos movimentos do setor e às reais dificuldades dos consumidores é a chave para o sucesso. As startups lideradas por mulheres têm se destacado justamente por trazerem soluções eficazes para problemas cotidianos. Seja na saúde, na educação ou nas fintechs, essas empreendedoras estão transformando setores inteiros com ideias criativas e acessíveis, provando que inovação não precisa ser complicada – quanto mais simples, mais impactante ela pode ser.

Compartilhar:

Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

Artigos relacionados

Como a inteligência artificial impulsiona as power skills

Em um universo do trabalho regido pela tecnologia de ponta, gestores e colaboradores vão obrigatoriamente colocar na dianteira das avaliações as habilidades humanas, uma vez que as tarefas técnicas estarão cada vez mais automatizadas; portanto, comunicação, criatividade, pensamento crítico, persuasão, escuta ativa e curiosidade são exemplos desse rol de conceitos considerados essenciais nesse início de século.

iF Design Awards, Brasil e criação de riqueza

A importância de entender como o design estratégico, apoiado por políticas públicas e gestão moderna, impulsiona o valor real das empresas e a competitividade de nações como China e Brasil.

Transformando complexidade em terreno navegável com o framework AIMS

Em tempos de alta complexidade, líderes precisam de mais do que planos lineares – precisam de mapas adaptativos. Conheça o framework AIMS, ferramenta prática para navegar ambientes incertos e promover mudanças sustentáveis sem sufocar a emergência dos sistemas humanos.

Gestão de Pessoas
Mais da metade dos jovens trabalhadores já não acredita no valor de um diploma universitário — e esse é só o começo da revolução que está transformando o mercado de trabalho. Com uma relação pragmática com o emprego, a Geração Z encara o trabalho como negócio, não como projeto de vida, desafiando estruturas hierárquicas e modelos de carreira tradicionais. A pergunta que fica: as empresas estão prontas para se adaptar, ou insistirão em um sistema que não conversa mais com a principal força de trabalho do futuro?

Rubens Pimentel

4 min de leitura
Tecnologias exponenciais
US$ 4,4 trilhões anuais. Esse é o prêmio para empresas que souberem integrar agentes de IA autônomos até 2030 (McKinsey). Mas o verdadeiro desafio não é a tecnologia – é reconstruir processos, culturas e lideranças para uma era onde máquinas tomam decisões.

Vitor Maciel

6 min de leitura
ESG
Um ano depois e a chuva escancara desigualdades e nossa relação com o futuro

Anna Luísa Beserra

6 min de leitura
Empreendedorismo
Liderar na era digital: como a ousadia, a IA e a visão além do status quo estão redefinindo o sucesso empresarial

Bruno Padredi

5 min de leitura
Liderança
Conheça os 4 pilares de uma gestão eficaz propostos pelo Vice-Presidente da BossaBox

João Zanocelo

6 min de leitura
Inovação
Eventos não morreram, mas 78% dos participantes já rejeitam formatos ultrapassados. O OASIS Connection chega como antídoto: um laboratório vivo onde IA, wellness e conexões reais recriam o futuro dos negócios

Vanessa Chiarelli Schabbel

5 min de leitura
Marketing
Entenda por que 90% dos lançamentos fracassam quando ignoram a economia comportamental. O Nobel Daniel Kahneman revela como produtos são criados pela lógica, mas comprados pela emoção.

Priscila Alcântara

8 min de leitura
Liderança
Relatórios do ATD 2025 revelam: empresas skills-based se adaptam 40% mais rápido. O segredo? Trilhas de aprendizagem que falam a língua do negócio.

Caroline Verre

4 min de leitura
Liderança
Por em prática nunca é um trabalho fácil, mas sempre é um reaprendizado. Hora de expor isso e fazer o que realmente importa.

Caroline Verre

5 min de leitura
Inovação
Segundo a Gartner, ferramentas low-code e no-code já respondem por 70% das análises de dados corporativos. Entenda como elas estão democratizando a inteligência estratégica e por que sua empresa não pode ficar de fora dessa revolução.

Lucas Oller

6 min de leitura