Empreendedorismo
3 min de leitura

O que aprendi em um ano à frente de uma startup         

Liderar empresas que continuamente estão inovando é um desafio diário, mas cada questão se torna um aprendizado se feito com empatia e valorização.
co-CEO do Compre & Alugue Agora.

Compartilhar:

Liderar uma startup é como navegar em mares abertos: o horizonte é vasto, cheio de possibilidades, mas também desafiador e imprevisível. 

Quando assumi o cargo de co-CEO do Compre & Alugue Agora, sabia que enfrentaria desafios que exigiriam coragem, determinação e, acima de tudo, o apoio de um time comprometido com a mesma visão.

Imagine você, uma jovem mulher da Geração Z, assumindo o cargo máximo de gestão em um setor tão tradicional quanto o imobiliário, lidando com o desafio de trazer inovação sem deixar de lado o respeito pelas raízes do mercado. Complexo, para dizer o mínimo. 

No Compre & Alugue Agora, nossa equipe é multigeracional, composta por profissionais experientes que já viram de tudo no mercado e jovens talentos cheios de ideias disruptivas. Fazer essas vozes se complementarem, e não se chocarem, é um exercício diário de empatia e colaboração.

Foi aqui que a liderança humanizada deixou de ser apenas uma teoria e se tornou indispensável na prática. Aprendi que ela vai além de empatia ou valorização individual: é um modelo de gestão capaz de conectar gerações e potencializar talentos diversos. 

Criamos um ecossistema onde cada membro da equipe é parte essencial de algo maior, e isso se reflete no dia a dia ao priorizarmos o diálogo, reconhecermos conquistas — grandes e pequenas — e valorizarmos um time alinhado emocionalmente, que é naturalmente mais produtivo e criativo. 

Nesse processo, percebi que liderar com verdade começa sendo fiel a quem eu sou. No início, pensava muito em provar meu valor, mas logo descobri que a autenticidade é o que realmente transforma a liderança. Liderar com o coração, confiar na intuição e aprender com cada pessoa e situação foram escolhas que me fortaleceram e moldaram ao longo deste último ano.

Se há algo que espero inspirar em outras jovens lideranças, é a ideia de que podemos transformar nossos desafios em combustível para crescer. Liderar uma startup não é fácil, mas também não é impossível. Com coragem, humildade e uma equipe que compartilhe sua visão, os mares abertos deixam de ser assustadores e se tornam um convite para explorar novas possibilidades.

Este é apenas o começo. Se aprendi algo sobre liderar uma startup, é que os desafios de hoje se transformam nas histórias que nos definem amanhã. E estou empolgada para descobrir os próximos capítulos dessa jornada. Que venham os próximos 365 dias! 

Compartilhar:

Artigos relacionados

A pressão que não aparece no organograma: a carreira das mulheres exige mais remédios do que reconhecimento

Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade – estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Cultura organizacional
4 de fevereiro de 2026
O artigo dialoga com o momento atual e com a forma como diferentes narrativas moldam a leitura dos acontecimentos globais.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
3 de fevereiro de 2026
Organizações querem velocidade em IA, mas ignoram a base que a sustenta. Governança de Dados deixou de ser diferencial - tornou-se critério de sobrevivência.

Bergson Lopes - CEO e fundador da BLR Data

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
2 de fevereiro de 2026
Burnout não explodiu nas empresas porque as pessoas ficaram frágeis, mas porque os sistemas ficaram tóxicos. Entender a síndrome como feedback organizacional - e não como falha pessoal - é o primeiro passo para enfrentar suas causas estruturais.

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

3 minutos min de leitura
Estratégia, Marketing & growth
1º de fevereiro de 2026
Como respostas rápidas, tom humano e escuta ativa transformam perfis em plataformas de reputação e em vantagem competitiva para marcas e negócios

Kelly Pinheiro - Fundadora e CEO da Mclair Comunicação e Mika Mattos - Jornalista

5 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de janeiro de 2026
Engajamento não desaparece: ele é desaprendido. Esse ano vai exigir líderes capazes de redesenhar ambientes onde aprender volte a valer a pena.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

7 minutos min de leitura
Liderança
30 de janeiro de 2026
À medida que inovação e pressão por resultados se intensificam, disciplina com propósito torna-se o eixo central da liderança capaz de conduzir - e não apenas reagir.

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

3 minutos min de leitura
Estratégia
29 de janeiro de 2026
Antes de falar, sua marca já se revela - e, sem consciência, pode estar dizendo exatamente o contrário do que você imagina.

Cristiano Zanetta - Empresário, palestrante TED e escritor

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de janeiro de 2026
Se o seu RH ainda preenche organogramas, você está no século errado. 2025 provou que não basta contratar - é preciso orquestrar talentos com fluidez, propósito e inteligência intergeracional. A era da Arquitetura de Talento já começou.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior e Cris Sabbag - COO da Talento Sênior

2 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
27 de janeiro de 2026
Não é uma previsão do que a IA fará em 2026, mas uma reflexão com mais critério sobre como ela vem sendo usada e interpretada. Sem negar os avanços recentes, discute-se como parte do discurso público se afastou da prática, especialmente no uso de agentes e automações, transformando promessas em certezas e respostas em autoridade.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

0 min de leitura
Lifelong learning
26 de janeiro de 2026
O desenvolvimento profissional não acontece por acaso, mas resulta de aprendizado contínuo e da busca intencional por competências que ampliam seu potencial

Diego Nogare

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...