Marketing & growth, Inovação & estratégia
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Para quem você escreve: pra pessoas ou pros algoritmos?

Em meio à queda de alcance e às mudanças constantes dos algoritmos, este artigo propõe um ajuste de rota: mais do que tentar “jogar o jogo” das plataformas, a verdadeira conexão, e relevância, ainda nasce da capacidade de ser humano, autêntico e presente nas interações.
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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Se você passou os últimos meses tentando decifrar o mistério de como fazer suas publicações alcançarem mais pessoas nas redes sociais, eu tenho um convite para você: respire fundo. Você não está sozinho nessa frustração. Executivos, líderes e produtores de conteúdo me parecem estar correndo em uma esteira ergométrica digital, onde o esforço aumenta, mas o destino parece distante.

Mas vamos dar um passo atrás e olhar de forma pragmática para o que está acontecendo com as regras do jogo digital e tentar resgatar o que realmente importa: a conexão humana. Em um mundo cada vez mais high tech, a nossa maior vantagem competitiva ainda é ser profundamente high touch.

As plataformas digitais estão mudando a forma como distribuem informação, e as métricas de vaidade estão caindo por terra. De acordo com o relatório anual Algorithm InSights, desenvolvido pelo especialista em LinkedIn Richard van der Blom, o alcance orgânico caiu cerca de 50%, engajamento geral caiu 35% e crescimento de seguidores reduziu em mais de 50%.

Essa desaceleração é um design intencional para evitar a viralização vazia e focar em relevância. A plataforma quer que os usuários permaneçam mais tempo consumindo conteúdos de real valor e diminuam a exposição a “iscas de cliques” (como os famosos posts que imploram por curtidas ou comentários mecânicos). Até aí, nada mal, convenhamos.

Embora essas regras sejam úteis como guias de navegação, há uma armadilha. Se focarmos em seguir as regras (que se renovarão como se renova tudo no digital), a gente deixa de pensar em quem importa: pessoas de carne e osso que têm algo em comum conosco, portanto, com as quais queremos ampliar a conversa.

A obsessão por “hackear” o algoritmo cria um ruído bem desnecessário. O nosso texto perde a alma/essência. Ele se torna genérico, previsível e, ironicamente, desinteressante para quem deveria consumi-lo.

Apoiar a sua estratégia de marca pessoal ou corporativa em regras voláteis é construir uma casa em terreno alugado. Esse deslocamento constante de foco gera ansiedade e esvazia a autenticidade. A gente cria anticorpos naturais a esse tipo de conteúdo.

Significa que eu desestimulo o uso de IAs? Não. Pode ajudar a tirar uma ideia do zero, a revisar textos para evitar vícios de língua, etc. O que eu acho que é um risco alto demais é transferir a responsabilidade pela conversa para uma máquina. A gente vê de longe e perde o interesse.

A fórmula de sucesso vai se manter a mesma, independentemente da mudança de algoritmos: falar a verdade, manter o compromisso com a sua rede e interagir genuinamente.

Não é difícil, mas requer TEMPO, e é isso que os outros querem ver – o que a gente dá que só a gente tem. Artigo de luxo, e por isso mesmo, requisitado.

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É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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