Cultura organizacional
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Problemas complexos exigem criatividade coletiva

O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.
Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing. Atua na interseção entre futuro, ESG e experiência de marca, ajudando líderes e organizações a anteciparem disrupções e traduzirem tendências em resultados mensuráveis. Eleita uma das profissionais mais inovadoras do mundo pelo Cannes Lions e destaque na "Forbes 50 Over 50", é professora convidada da Singularity University Brasil. Reconhecida por conectar visão de futuro, tecnologia e impacto social na construção de marcas com propósito. Possui MBA em Gestão de Projetos pela FGV e MBA em Tendências e Estudos Futuros na ESPM e Liderança Criativa na Berlim School, SEER na Saint Paul e Governança no IBGC e UCLA. Dilma Campos também atuou como: jurada Cannes Lions Festival 2022 e

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Durante muito tempo, criatividade foi associada principalmente à capacidade de gerar ideias originais e impulsionar a inovação nas empresas. Hoje, ela vem assumindo um papel cada vez mais estratégico. Os problemas que chegam à mesa de decisão das lideranças estão cada vez mais difíceis de serem resolvidos com respostas únicas. Não só porque a complexidade aumentou, mas porque as transformações estão acontecendo todas ao mesmo tempo e interferem umas nas outras.

Vamos a um exemplo prático. Imagine uma empresa que esteja redesenhando sua logística para otimizar rotas e reduzir a pegada de carbono. No meio do processo, uma mudança regulatória ou a cobrança de uma sobretaxa encarece um insumo importante. Manter o planejamento original ajuda a preservar as metas ambientais, mas pressiona os custos. Buscar um fornecedor mais barato pode aumentar as rotas e comprometer o controle das emissões. Repassar a diferença para o preço afeta o consumidor, enquanto adiar a decisão compromete a produção e os prazos de entrega. Cada escolha cria novos desafios, em outras frentes.

É em situações como essa que a criatividade revela seu valor. Ela permite olhar para o desafio por outros ângulos e criar alternativas para resolvê-lo. A solução pode surgir de um fornecedor local, ou de um novo material, até mesmo do redesenho do próprio produto ou de uma parceria com organização do Terceiro Setor. Mas, diante de problemas com tantas variáveis, é pouco provável que todos esses caminhos sejam percebidos a partir de um único repertório.

O fim do líder genial

Se no passado se acreditava que as soluções viriam de um líder genial, capaz de encontrar sozinho as melhores respostas para todos os problemas, essa imagem já não dá conta da realidade dos dias de hoje. Quando tecnologia, crise climática, geopolítica e novos comportamentos do consumidor se cruzam em uma mesma decisão, nenhuma pessoa, por mais preparada que seja, consegue enxergar todas as implicações.

É aí que as empresas que desenvolvem ambientes colaborativos e diversos se diferenciam. Pessoas com formações, vivências e especialidades distintas ampliam a leitura do problema, identificam riscos que poderiam passar despercebidos e colocam novas possibilidades sobre a mesa. A criatividade deixa de depender de uma ideia individual e passa a nascer da qualidade dessa construção coletiva.

Para que isso aconteça, a colaboração precisa atravessar ainda as diferentes áreas corporativas. Operação, finanças, sustentabilidade, tecnologia e marketing devem contribuir antes da tomada de decisão. Quando diferentes competências entram na discussão desde o início, os impactos aparecem mais cedo e novas alternativas podem ser aprimoradas em conjunto.

Não por acaso, o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, revelou que o pensamento criativo e o pensamento analítico, além de agilidade, flexibilidade e resiliência, estão entre as competências mais valorizadas pelas empresas atualmente. Se o mundo contemporâneo nos apresenta desafios para os quais ainda não existem manuais, a criatividade precisa estar no centro da resolução dos problemas.

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Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing. Atua na interseção entre futuro, ESG e experiência de marca, ajudando líderes e organizações a anteciparem disrupções e traduzirem tendências em resultados mensuráveis. Eleita uma das profissionais mais inovadoras do mundo pelo Cannes Lions e destaque na "Forbes 50 Over 50", é professora convidada da Singularity University Brasil. Reconhecida por conectar visão de futuro, tecnologia e impacto social na construção de marcas com propósito. Possui MBA em Gestão de Projetos pela FGV e MBA em Tendências e Estudos Futuros na ESPM e Liderança Criativa na Berlim School, SEER na Saint Paul e Governança no IBGC e UCLA. Dilma Campos também atuou como: jurada Cannes Lions Festival 2022 e

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