Coprodução HSM Management + Zendesk

Quer atender bem os clientes? Converse com eles

Plataformas conversacionais, com mensagens personalizadas e participação humana, despontam no customer experience
Larissa Pessi é colaboradora de HSM Management.

Compartilhar:

Nunca é demais valorizar a importância da excelência no atendimento ao cliente. De acordo com o último relatório [CX Trends](https://www.zendesk.com.br/customer-experience-trends/), produzido em 2022 pela Zendesk, sete em cada dez organizações veem uma conexão direta entre atendimento ao consumidor e desempenho. No entanto, 40% dizem que essa conexão não é priorizada por sua equipe executiva. O estudo também constatou que mais da metade dos consumidores (54%) sente que as empresas os tratam como algo secundário. E que 70% deles agora esperam uma experiência de serviço de conversação para interagir com elas.

Para debater as descobertas e insights da pesquisa, a Zendesk promoveu no dia 27 de outubro o evento online CX Talks. Lideranças de diferentes segmentos participaram do encontro virtual para compartilhar suas vivências em [customer experience](https://www.revistahsm.com.br/post/a-experiencia-do-cliente-no-centro-dos-negocios) (CX) nos três painéis simultâneos. Em comum, os participantes evidenciaram o papel central da personalização das experiências (do primeiro contato ao pós-venda) e também sugeriram por onde começar o movimento, os melhores canais de CX e como implementá-los.

Na agência de viagens de luxo Primetour, a personalização advém das habilidades humanas somadas à inovação digital. O esforço é feito por meio de um sistema de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e inteligência de dados. As ferramentas realizam um compilado do histórico de serviços contratados e as preferências individuais – sempre respeitando as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

“No primeiro contato já conseguimos identificar quem é a pessoa que está do outro lado. Se já é cliente, o direcionamos para o consultor responsável, e isso pula várias etapas”, contou Rafaela Wizenberg, head de experiência do cliente e projetos da Primetour.

A estratégia otimiza o atendimento e facilita o acesso às informações. Talvez seja essa a explicação para a alta demanda da agência, principalmente a partir das indicações de clientes – como sempre, a melhor propaganda. “Atualmente, a nossa média de satisfação por consultor está em 88%. E nosso objetivo é superá-la”, contou Wizenberg. A satisfação é medida a partir de elogios e reclamações. A companhia também analisa as ligações telefônicas para verificar como os consultores se portaram.

## O papel do omnichannel
O uso de diferentes canais para a comunicação é chave na nova era do atendimento ao cliente. Aliás, sua integração é obrigatória desde outubro, quando entrou em vigor a [nova lei](https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2022/10/03/novas-regras-do-sac.htm) do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) (veja o e-book da Zendesk sobre esse [tema](https://www.zendesk.com.br/campaign/e-book-por-dentro-da-nova-lei-de-sac/)). A atualização é acompanhada pela exigência de serviço de atendimento 24 horas, nos sete dias da semana, e pela garantia de acessibilidade, entre outros temas.

Embora seja anterior à pandemia, foi a partir dela que o conceito omnichannel ganhou popularidade, em razão da disparada das interações digitais. “A tendência é o digital first – ou seja, uma experiência digital que coloca o cliente no controle das interações e facilita o esclarecimento de informações, inclusive com interação com chatbots ou atendentes humanos”, explicou Henrique Dias, arquiteto de plataforma na Zendesk.

O uso de tecnologias [otimiza](https://www.revistahsm.com.br/post/na-trilha-do-sucesso-para-acelerar-o-cx) a resolução de problemas e impulsiona as taxas de satisfação. Além disso, os canais permitem manter um diálogo contínuo, com registro de todas as informações. O que proporciona experiências conversacionais pessoais, convenientes e escaláveis. “Isso ajuda a construir relacionamentos mais fortes e de longo prazo com os clientes”, afirmou Dias.

## Empatia e atendimento humanizado
Mas não basta ter uma série de canais para a comunicação entre empresa e consumidor. Essa diversidade precisa ser acompanhada de boa divulgação dos canais, seja por meio de e-mails ou até de QR codes em embalagens de produtos. O quase onipresente WhatsApp é, de longe, o app mais usado por ser o canal com maior popularidade e também porque os consumidores querem, cada vez mais, interagir com as empresas por meio dos canais em que já estão presentes. Além disso, o aplicativo é de fácil manejo, tem criptografia das mensagens e oferece a possibilidade de conversas assíncronas (com robôs conversacionais, previamente “treinados”).

Vale lembrar que apesar de todos os benefícios que os apps oferecem, os clientes ainda prezam pelo atendimento personalizado. “Em nossa pesquisa, verificamos que 75% das pessoas querem ter com as empresas uma experiência muito similar à que têm com amigos e familiares”, compartilhou Ana Carolina Melo, channel partner manager do WhatsApp na Meta.

Carlos Busch, escritor e TEDx speaker, complementou: “O cliente pode esquecer do que a gente diz, mas nunca de [como o atendemos](https://www.revistahsm.com.br/post/no-mundo-no-channel-antes-de-mais-nada-somos-todos-consumidores)”. Esse cuidado deve ser redobrado na área da saúde, uma vez que as equipes lidam com seres humanos em momentos de vulnerabilidade. “Não é apenas um agendamento, uma indicação de profissional. Temos de acolher, entender, deixar a comunicação mais fluída, pois não sabemos o que se passa na cabeça e no coração do cliente”, destacou Grazielle Máximo, gerente de customer experience da Dasa Empresas.

A empatia e o tratamento humanizado também são marcas do atendimento promovido pela plataforma de assinatura de imóveis Housi. O resultado da estratégia é verificado nos indicadores de Customer Satisfaction Score (CSAT) e [Net Promoter Score](https://www.revistahsm.com.br/post/nps-3-0-a-metrica-dos-bons-lucros-e-da-lealdade) (NPS). A partir do diagnóstico, a empresa é capaz de identificar lacunas, buscar soluções e colocá-las em prática. Conforme apontou Lenita Zendron, head of customer experience na Housi, compartilhar as conquistas pode motivar outros setores a adotarem a estratégia.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Essa reunião podia ser um agente

Enquanto agendas lotam e decisões patinam, este artigo mostra como a ascensão dos agentes de IA expõe a fragilidade das arquiteturas de decisão – e por que insistir em reuniões pode ser sinal de atraso estrutural.

Inovação & estratégia
4 de maio de 2026 15H00
Ao comparar a indústria automotiva ao mercado de smartphones, este artigo revela como a perda de diferenciação técnica acelera a comoditização e expõe um desafio central: só marcas com forte valor simbólico conseguem sustentar margens na era dos “carros‑gadget”.

Rodrigo Cerveira - Sócio e CMO da Vórtx e co-fundador do Strategy Studio

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de maio de 2026 08H00
Quando a IA torna o conteúdo replicável, a influência só sobrevive onde há autenticidade, PI e governança. Este artigo discute por que o alcance virou commodity - e a narrativa, ativo estratégico.

Igor Beltrão -Diretor Artístico da Viraliza Entretenimento

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Gestão de Pessoas
3 de maio de 2026 12H00
Equipes não falham por falta de competência, mas por ausência de confiança. Este artigo explora como a vulnerabilidade consciente cria segurança psicológica, fortalece relações e eleva a performance.

Ivnes Lira Garrido - Educador, Mentor, Consultor Organizacional e Facilitador de Workshops

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de maio de 2026 08H00
Mais do que tecnologia, a inteligência artificial exige compreensão. Este artigo mostra por que a falta de letramento em IA já representa um risco estratégico para empresas que querem continuar relevantes.

Davi Almeida - Sócio da EloGroup, Rodrigo Martineli - Executive Advisor da EloGroup e Pedro Escobar - Gerente sênior da EloGroup

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
2 de maio de 2026 13H00
Relações de poder, saúde relacional e o design das conversas que as organizações precisam ter. Este artigo parte de uma provocação simples: e se o problema não estiver em quem fala, mas em quem detém o poder de ouvir?

Daniela Cais - TEDx Speake e Designer de Relações Profissionais

8 minutos min de leitura
Liderança
2 de maio de 2026 07H00
Neste artigo, a figura do Justiceiro, anti-herói da Marvel Comics, serve como metáfora para discutir o que realmente define o legado de um líder: a capacidade de sustentar princípios quando resultados pressionam, escolhas difíceis se impõem e o custo de fazer o certo se torna inevitável.

Cristiano Zanetta - Empresário, escritor e palestrante TED

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
1º de maio de 2026 14H00
Se o trabalho mudou, o espaço precisa mudar também. Este artigo revela por que exigir presença física sem intencionalidade cultural e cognitiva compromete saúde mental e produtividade.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

16 minutos min de leitura
Liderança, Marketing & growth
1º de maio de 2026 07H00
Os melhores líderes internacionais não se destacam apenas pela estratégia. Destacam-se por perceber cedo os pequenos sinais de desalinhamento entre a matriz e os mercados, antes que eles virem problemas caros.

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Bem-estar & saúde
30 de abril de 2026 18H00
A nova norma exige gestão contínua de risco, mas só a inteligência artificial permite sair da fotografia pontual e avançar para um modelo preditivo de saúde mental nas organizações. Esse artigo demonstra por que a gestão de riscos psicossociais exige uma operação contínua, preditiva e orientada por dados.

Leandro Mattos- Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Liderança
30 de abril de 2026 15H00
Este artigo desmonta o mito de que “todo mundo já chegou” na inteligência artificial - os dados mostram que não é verdade. E é exatamente aí que mora a maior oportunidade desta década (para quem tiver coragem de começar).

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão