ESG
5 min de leitura
Oferecido por:

Redução da burocracia e sustentabilidade são pilares fundamentais para saúde suplementar no Brasil em 2025

Eficiência, inovação e equilíbrio regulatório serão determinantes para a sustentabilidade e expansão da saúde suplementar no Brasil em 2025.
CEO do Plano Brasil Saúde. Com mais de 20 anos de experiência no setor de saúde, construiu uma trajetória sólida atuando em diferentes níveis da área hospitalar, da atenção básica à alta complexidade, sempre com forte presença no setor público. Desde 2021, passou a direcionar sua expertise também para a saúde suplementar.

Compartilhar:

Organização

O setor de saúde suplementar no Brasil enfrenta um momento crucial, moldado pelos desafios remanescentes da pandemia de COVID-19 e por transformações estruturais significativas. Em 2024, o mercado diminuiu por altos custos operacionais, aumento na demanda por serviços e pela necessidade de adaptação às novas regulamentações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essas mudanças devem continuar em 2025, com impactos para operadoras, consumidores e para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O mercado caminha para uma maior concentração, com grandes grupos consolidando suas operações e diminuindo a oferta de novas operadoras. Embora essa concentração possa aumentar a eficiência de alguns players, ela também eleva a sobrecarga sobre o SUS, ao limitar a concorrência e reduzir as opções disponíveis para os consumidores. Além disso, regulamentações e inflação médica dificultam a sustentabilidade das operadoras menores, limitando sua capacidade de inovação e expansão.

Uma das tendências esperadas para 2025 é o fortalecimento do segmento de planos empresariais, que oferece custos mais controlados e menor índice de judicialização. Em contrapartida, os planos coletivos de adesão estão perdendo atratividade devido a mudanças regulatórias que aproximam suas características dos planos individuais. Essa transição, embora promissora em termos de proteção ao consumidor, apresenta desafios importantes para as operadoras, que precisam equilibrar custos crescentes e rentabilidade.

A inflação médica, historicamente superior à inflação geral, continua a ser um obstáculo crítico para a saúde suplementar. Em 2025, o reajuste dos planos de saúde individuais deverá variar entre 5,6% e 6,8%, conforme projeções de instituições financeiras como BTG Pactual e Bradesco BBI. Apesar de parecerem moderados, esses percentuais refletem apenas parcialmente os custos crescentes, especialmente com a ampliação do rol de procedimentos obrigatórios definidos pela ANS.

Diante desse cenário, as operadoras que combinam inovação, eficiência operacional e foco na experiência do cliente tendem a se destacar. Modelos de negócio que priorizam a prevenção, a gestão eficiente de recursos e parcerias estratégicas são essenciais para garantir a sustentabilidade do sistema. Para o consumidor, a transparência e a busca por alternativas mais acessíveis são elementos indispensáveis ​​na escolha de um plano de saúde.

Crescimento em 2025

Mesmo com os desafios, o setor de saúde suplementar apresenta potencial de crescimento. Estima-se uma expansão de 10,9% em 2024 e 2025, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Esse crescimento reflete tanto a recuperação econômica quanto o aumento da demanda por serviços de saúde suplementares, impulsionado pela percepção de valor em relação à qualidade de vida e ao acesso rápido aos serviços médicos.

O futuro da saúde suplementar no Brasil dependerá de um equilíbrio delicado entre custos, acessibilidade e inovação. Flexibilizar regulamentações, reduzir a burocracia e adotar modelos mais sustentáveis ​​são passos fundamentais para o fortalecimento do setor. Em 2025, a busca por soluções que unam eficiência, transparência e atendimento de qualidade serão determinantes para superar os desafios e transformar a saúde suplementar em um pilar mais acessível para a população brasileira.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Reduzimos o analfabetismo. Agora precisamos evitar que os jovens abandonem a escola.

Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais ficou abaixo de 5%. O avanço, porém, expõe uma nova urgência: milhares de jovens continuam deixando a escola para trabalhar. O desafio agora é construir caminhos que permitam estudar, gerar renda e desenvolver competências para um mercado de trabalho em rápida transformação.

Entre o burnout, a felicidade e a IA: o que aprendemos no Mind Summit 2026

Em sua primeira experiência em um grande evento de negócios, duas estudantes foram convidadas a refletir sobre temas que impactam diretamente a nova geração de profissionais. O resultado foi uma jornada de descobertas sobre bem-estar, propósito, trabalho e o papel das pessoas em um futuro cada vez mais tecnológico.

O futuro da governança continua sendo humano

Com a participação de nomes como Christopher Garman, Thomas Shannon, Sergio Rial, Jeane Tsutsui e Guilherme Horn, o Congresso IBGC 2026 propõe um debate sobre um dos temas mais relevantes da atualidade: como exercer liderança e governança em um mundo marcado por inteligência artificial, incertezas geopolíticas e mudanças cada vez mais rápidas, sem abrir mão das competências que permanecem essencialmente humanas.

Cultura organizacional
20 de agosto de 2026 18H00
Há um problema crescente nas organizações que não aparece nos dashboards nem nos relatórios: a desconexão humana. Ela se manifesta em relações fragilizadas, conversas evitadas e culturas que existem no discurso, mas encontram dificuldade para ganhar vida no cotidiano.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão"

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
20 de agosto de 2026 14H00
Ao reduzir distorções tributárias que incentivavam a internalização de atividades, o novo sistema tende a estimular terceirizações, fortalecer o mercado B2B e abrir espaço para novos modelos de negócio, criando oportunidades para empresas capazes de se posicionar como parceiras estratégicas de seus clientes.

Frederico Turolla - Sócio Fundador da Pezco Economics, Presidente do PSP Hub e Coordenador do Comitê de Economia e Infraestrutura da SWISSCAM - Câmara de Comércio Suíço Brasileira.

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
20 de agosto de 2026 08H00
Embora as máquinas assumam atividades repetitivas e analíticas, competências como liderança, criatividade, pensamento crítico, negociação e julgamento continuam sendo essencialmente humanas. O desafio das empresas será criar ambientes em que essas capacidades atuem de forma integrada para impulsionar inovação e crescimento.

Ricardo Scheffer - CEO da SONDA no Brasil

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
User Experience, UX, Tecnologia & inteligencia artificial
19 de agosto de 2026 14H00
Consumidores estão mais exigentes, mais conectados e menos tolerantes a experiências frustrantes. Ao mesmo tempo, os avanços em inteligência artificial estão permitindo que startups evoluam da simples automação para modelos capazes de interpretar contexto, tomar decisões e resolver demandas de forma autônoma. O resultado é uma nova lógica de crescimento baseada na qualidade da resolução, e não apenas na velocidade do atendimento.

Alan Schulte - Vice-presidente de Vendas para Startups e PMEs da Zendesk na América Latina.

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de agosto de 2026 08H00
Enquanto o Congresso debate mudanças na jornada de trabalho, empresas já precisam lidar com uma pergunta prática: como reorganizar pessoas, escalas e recursos sem comprometer produtividade, atendimento e sustentabilidade financeira? Neste cenário, dados, planejamento e governança tornam-se ferramentas essenciais para transformar incerteza regulatória em vantagem competitiva.

Marcelo Gomes - CEO da Nexti

Oferecido por:
5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de agosto de 2026 14H00
Em mercados cada vez mais competitivos, escolher uma máquina apenas pelo menor preço pode significar abrir mão de produtividade, automação e eficiência operacional. O artigo propõe uma mudança de perspectiva: substituir a lógica do custo inicial pela análise do valor que o investimento é capaz de gerar para a empresa ao longo dos anos.

Fábio Kreutzfeld - CEO da Delta Máquinas Têxteis

Oferecido por:
2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
18 de agosto de 2026 08H00
Os profissionais de finanças foram treinados para dominar processos, consolidar informações e produzir análises complexas. Mas, em um mundo onde a inteligência artificial faz isso em segundos, a vantagem competitiva passa a estar em outro lugar: na capacidade de transformar informação em contexto, formular perguntas estratégicas e tomar decisões que nenhuma máquina consegue assumir sozinha.

Talita Braga - Diretora Executiva de Finanças da Infor na América Latina

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
17 de agosto de 2026 18H00
Profissionais maduros seguem acumulando repertório, capacidade de julgamento e conhecimento organizacional, mas frequentemente enfrentam uma perda silenciosa de reconhecimento e pertencimento. Ao abordar o conceito de envelhescência, o artigo discute como profissionais experientes podem perder espaço simbólico mesmo permanecendo altamente qualificados e por que reconhecer, valorizar e integrar o repertório acumulado se tornou um desafio estratégico para empresas que desejam preservar conhecimento, fortalecer a sucessão e construir culturas verdadeiramente intergeracionais.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Finanças
17 de agosto de 2026 14H00
Hiperpersonalização, agentes inteligentes, analytics em tempo real e IA generativa já deixaram de ser tendências isoladas e começam a formar uma nova arquitetura para o setor financeiro. O desafio das lideranças passa a ser transformar essas tecnologias em capacidades organizacionais escaláveis, seguras e conectadas aos objetivos estratégicos do negócio.

Diego Souza - Principal Technical Manager no CESAR, e Maria Tereza Nagel - Gerente de Projetos no CESAR

Oferecido por:
8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de agosto de 2026 08H00
À medida que algoritmos passam a influenciar decisões cada vez mais relevantes, cresce uma questão que conselhos e lideranças não podem mais ignorar: quanto poder está sendo delegado à inteligência artificial sem supervisão adequada? O artigo propõe uma reflexão sobre a necessidade de incorporar a IA à agenda de governança corporativa.

Eliana Camejo - Vice-presidente do Conselho de Administração da Sustentalli e conselheira de Administração pelo IBGC

Oferecido por:
3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução