ESG
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Saúde mental no trabalho: a chave para um ambiente mais produtivo e saudável

Uma pesquisa revela que ansiedade, estresse e burnout são desafios crescentes no ambiente de trabalho, evidenciando a necessidade urgente de ações para promover a saúde mental e o bem-estar nas empresas.
CEO e diretora geral da Mental Clean, psicóloga especializada em Psicologia da Saúde Ocupacional e Terapia Cognitivo-Comportamental. É co-autora do livro do Caos à Cura com mais de 20 anos de atuação em saúde mental no trabalho e do trabalhador. Foi homenageada do Prêmio Empreendedores do Ano 2025, na categoria Winning Woman. É membro fundadora do SAMPO – Ambulatório de Saúde Mental do Trabalhador – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro do Conselho da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

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Saúde Mental

A saúde mental no ambiente de trabalho tem se tornado um dos temas mais discutidos nos últimos anos. Com o aumento das demandas e a pressão do mercado, muitos profissionais enfrentam altos níveis de ansiedade, estresse e esgotamento emocional. 

Na Mental Clean, temos acompanhado diversos casos que reforçam a urgência de implementar ações imediatas para lidar com essa realidade. Pensando nisso, firmamos uma parceria com a Oceano, empresa especializada em comunicação e educação em saúde mental, para entender melhor como os profissionais percebem seus ambientes de trabalho. O resultado dessa pesquisa trouxe insights importantes, que merecem ser destacados. 

Os dados revelam que ansiedade e estresse são duas das questões mais comuns enfrentadas pelos trabalhadores. Cerca de 57,4% dos entrevistados relataram ter sentido ansiedade na semana anterior, enquanto 58,3% disseram ter sofrido com estresse no mesmo período. Esses números mostram que mais da metade dos profissionais lida frequentemente com esses sintomas. 

Ao analisarmos esses fatores, vemos que a alta incidência pode ser explicada por vários motivos, como a pressão por resultados, a sobrecarga de tarefas e a falta de tempo para descanso. A ausência de suporte adequado no trabalho agrava essas questões, levando a consequências sérias, como queda de produtividade e aumento da rotatividade de colaboradores. 

Outro ponto relevante da pesquisa foi o aumento dos casos de Burnout, um transtorno cada vez mais comum e muitas vezes não diagnosticado. De acordo com o estudo, 38,2% dos trabalhadores acreditam já ter sofrido de burnout, embora nunca tenham recebido um diagnóstico médico. Isso revela a falta de reconhecimento do problema, além do déficit de informação e suporte nas empresas para que os funcionários consigam identificar e tratar essa condição. Outros 15,4% relataram já ter sido diagnosticados com burnout, enquanto 30,2% disseram não sofrer do problema, mas conhecem alguém que sim. 

Esses números indicam que o burnout não afeta apenas o indivíduo, mas também o clima organizacional como um todo, criando um ciclo de esgotamento e desmotivação que compromete a cultura da empresa. Em contrapartida, apenas 7,8% afirmaram não sofrer nem conhecer ninguém com o problema, e 8,4% disseram não saber se já experimentaram o burnout. 

Fica claro que as empresas têm um papel fundamental na promoção da saúde mental no trabalho. É preciso adotar estratégias que melhorem o bem-estar dos profissionais, como a criação de programas de apoio psicológico, o treinamento de líderes para identificar sinais de burnout e o encaminhamento para diagnóstico profissional. 

A saúde mental é um desafio real e urgente, com impactos profundos tanto para os profissionais quanto para as empresas. Portanto, é essencial que as organizações estejam atentas a esses sinais e implementem medidas para criar um ambiente de trabalho mais saudável. Investir no bem-estar dos colaboradores é, sem dúvida, um investimento em produtividade e resultados a longo prazo. 

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