Saúde Mental
3 min de leitura

Setembro Amarelo na construção civil: uma reflexão necessária sobre saúde mental 

Gerente de Recursos Humanos da SH.

Compartilhar:

No mês em que se comemora o Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e que promove a discussão sobre a saúde mental, o RH das empresas tem como desafio criar ações relacionadas ao tema, proporcionando reflexões e apresentando estratégias para promover o equilíbrio emocional.  

Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) indicou que 72% dos brasileiros se sentem estressados em seu ambiente de trabalho. Além disso, o estudo revelou que 32% da população lida com a Síndrome de Burnout, um estado de esgotamento mental provocado pelo trabalho. 

No setor da construção civil, um segmento frequentemente caracterizado por condições de trabalho adversas, o assunto torna-se ainda mais relevante. A depressão e a Síndrome de Burnout são algumas manifestações em saúde mental que podem surgir entre os trabalhadores. O bem-estar dos profissionais vai além da proteção física, reforçarmos a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), mas também estamos monitorando a saúde mental, pois sabemos do impacto na realização das tarefas do dia-a-dia. 

A liderança tem um papel fundamental no clima organizacional, abrindo um canal de escuta empática com o time e identificando situações que possam estar afetando a saúde mental do colaborador. Com o reporte do gestor, o RH pode conduzir e apoiar as situações de forma individual e personalizada. 

A importância de campanhas de conscientização 
 
O Setembro Amarelo oferece uma oportunidade valiosa para que o setor da construção civil reforce seu compromisso não apenas com a segurança física, mas também com o bem-estar mental de seus trabalhadores, reconhecendo que, ao estar emocionalmente saudável, o profissional poderá ser mais produtivo e engajado. As iniciativas com esse foco auxiliam de diversas formas: 

  1. Sensibilização ao tema: Campanhas ajudam a desmistificar questões de saúde mental, encorajando os colaboradores a falarem sobre suas dificuldades sem medo de julgamento. 
  2. Educação: Informar os trabalhadores sobre os sinais de problemas de saúde mental e a importância de buscar ajuda pode levar a intervenções precoces e melhores resultados. 
  3. Promoção de um Ambiente de Trabalho Saudável: É possível implementar práticas que priorizam a saúde mental, como pausas regulares e um ambiente de apoio. 
  4. Aumento da Produtividade: Colaboradores mentalmente saudáveis tendem a ser mais produtivos, criativos e engajados, beneficiando a empresa como um todo. 
  5. Redução de Acidentes: A saúde mental impacta a concentração e a tomada de decisões. Profissionais que se sentem bem mentalmente são menos propensos a cometer erros que podem levar a acidentes. 

Como melhorar a saúde mental dos colaboradores 
 
Melhorar a saúde mental dos profissionais da construção civil é fundamental, dado o ambiente de trabalho desafiador. O RH alinhado aos gestores da empresa podem criar estratégias que impactem positivamente o bem-estar psicológico do trabalhador. Criar um calendário anual de saúde e bem-estar, é uma ótima oportunidade para um maior debate sobre prevenção e tratamento de saúde mental. 

Disponibilizar serviços de apoio psicológico, como terapia ou grupos de apoio, pode ser crucial para aqueles que enfrentam dificuldades. Além disso, é importante fomentar um ambiente de trabalho colaborativo e respeitoso, onde os colaboradores se sintam valorizados e ouvidos. 

Em conclusão, ao alinharem suas práticas com os princípios de Setembro Amarelo, as empresas podem criar um ambiente mais seguro e acolhedor, contribuindo de maneira significativa para a qualidade de vida de seus colaboradores. Essa iniciativa não apenas favorece a saúde mental, mas também potencializa a efetividade e o sucesso do próprio setor. 

Compartilhar:

Artigos relacionados

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Inovação & estratégia
7 de agosto de 2026 09H00
Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Roberta Barros - Gerente de Strategy, Innovation & Ventures na Deloitte.

7 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
6 de agosto de 2026 17H00
Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

12 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de agosto de 2026 08H00
Trinta e cinco anos após a criação da Lei de Cotas, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua sendo medida principalmente pelo número de contratações. O desafio agora é outro: garantir experiências de trabalho dignas, acessíveis e capazes de promover desenvolvimento, pertencimento e crescimento profissional.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
5 de agosto de 2026 14H00
Promover talentos internos, contratar no mercado ou recorrer a executivos por projeto são decisões cada vez mais frequentes em empresas que crescem e se transformam. Mas a escolha mais importante acontece antes disso: compreender qual problema realmente precisa ser resolvido. O artigo discute por que muitas organizações se concentram em preencher posições rapidamente, quando deveriam dedicar mais tempo a entender a natureza, a duração e a complexidade dos desafios que enfrentam.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
5 de agosto de 2026 08H00
A mobilização que o maior evento esportivo do mundo desperta revelou algo poderoso sobre os brasileiros: nossa capacidade de nos unir em torno de um objetivo comum. Mas por que essa mesma energia raramente se traduz em avanços estruturais para o país?

Laura Jane Pereira de Souza - Administradora de empresas, consultora e mentora

8 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
4 de agosto de 2026 14H00
O retorno obrigatório ao trabalho presencial tem sido defendido como uma solução para desafios de gestão, colaboração e produtividade. O artigo propõe uma reflexão: organizações de alta performance gerenciam pessoas pela presença ou pelo valor que entregam?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Estratégia
4 de agosto de 2026 de 2026
Durante um dos maiores congressos de RH do mundo, uma provocação ganhou destaque: o futuro da área não será definido por sua capacidade de justificar sua relevância, mas por demonstrar, com dados e resultados, o impacto que gera para o negócio. Em um cenário marcado por inteligência artificial, novas formas de trabalho e pressão crescente por resultados, o RH é chamado a assumir um papel cada vez mais estratégico.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

3 minutos min de leitura
Liderança
3 de agosto de 2026 14H00
Christopher Nolan levou a Odisseia de volta às conversas contemporâneas. Este artigo aproveita a trajetória de Odisseu para discutir um dos desafios mais invisíveis das organizações: reconhecer quando estratégias que garantiram sobrevivência no passado passaram a limitar confiança, aprendizagem e crescimento no presente.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
3 de agosto de 2026 08H00
Por que relações saudáveis deixaram de ser apenas uma questão de clima organizacional para se tornarem um fator estratégico de competitividade? O artigo mostra como a confiança entre pessoas e áreas influencia diretamente a velocidade de execução dos negócios.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

4 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
2 de agosto de 2026 13H00
Mais do que contratos ou licenças, canais de software constroem mercado, relacionamento e receita. A possível recompra de franqueados pela Omie reacende o debate sobre como mensurar, jurídica e economicamente, o valor gerado por quem desenvolve a operação na ponta.

Sthefano Scalon Cruvinel - Doutrinador do Direito, Auditor Judicial com atuação no STJ e CEO da EvidJuri

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo