Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
12 minutos min de leitura

“Síndrome do lenhador”: por que sua empresa usa IA para encolher e ainda chama isso de transformação?

Mais de 92 mil pessoas foram demitidas em tech só nos primeiros meses de 2026, ao mesmo tempo em que big techs reportavam resultados recordes. O Gartner mostra que esses cortes não estão entregando ROI. O problema não é a tecnologia, é a intenção por trás dela.
Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Palestrante, Mentor, Conselheiro, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR e Especialista do Gerson Lehrman Group e da Coleman Research – Fala sobre Inovação, Governança e ESG.

Compartilhar:

Na semana de 29 de abril, a Meta divulgou um resultado trimestral forte e foi punida na bolsa. Receita 33% maior que no ano anterior, lucro acima do esperado, e mesmo assim a ação despencou cerca de 7% nas negociações após o fechamento. O motivo não foi o operacional. Foi o capex. A empresa revisou para cima a previsão de gastos com infraestrutura de IA em 2026, agora entre US$ 125 e US$ 145 bilhões, quase o dobro dos US$ 72,2 bilhões gastos em 2025. Wall Street não gostou de ver tanto dinheiro indo para data center.

No mesmo dia, Alphabet e Amazon, que também anunciam investimentos pesados em IA, subiram, porque reportaram receita ligada a esse capex em seus negócios de nuvem. A mensagem foi cirúrgica. Gastar com IA é aceito apenas se já estiver retornando agora. Cortar gente, ao contrário, é sempre bem-vindo.

Não por acaso, segundo dados consolidados pelo Layoffs.fyi e reportados pela CNBC em abril de 2026, mais de 92 mil pessoas foram demitidas no setor de tecnologia só nos primeiros meses do ano, no mesmo período em que muitas dessas empresas reportavam trimestres entre os mais lucrativos da própria história. O comunicado oficial veio embalado em palavras educadas: “eficiência operacional”, “otimização de estrutura”, “sinergia de times”.

No Brasil, o roteiro tem sotaque local mas a mesma trama. Bradesco, Santander e Itaú dispensaram, somados, mais de 4.600 pessoas só no primeiro semestre de 2025, sob a justificativa da “digitalização”. Em paralelo, contrataram milhares de profissionais de tecnologia. A inteligência artificial deixou de ser ferramenta e virou álibi. E é nesse ponto que se instala uma patologia organizacional que precisa de nome próprio: a “Síndrome do lenhador”.


A confissão silenciosa do trimestre mais lucrativo da história

Há algo de inquietante na coreografia recente do mercado. Empresas anunciam cortes em escala industrial e a ação sobe. Anunciam investimento em capacidade computacional e a ação cai. O sinal não poderia ser mais claro. Demitir é certeza. Construir é dúvida.

Essa leitura, porém, ignora um detalhe constrangedor. Pesquisa publicada pela Harvard Business Review em janeiro de 2026, com 1.006 executivos globais ouvidos no mês anterior, mostrou que as demissões atribuídas à IA são feitas, em sua maioria esmagadora, em antecipação ao impacto da tecnologia, não em resposta a ganhos efetivamente medidos. O corte vem antes da entrega de valor que o justificaria. A IA virou álibi para o que muitos boards já queriam fazer e não tinham coragem de defender em outros termos.

O Gartner, em relatório de janeiro de 2026 assinado pela analista Emily Rose McRae, foi mais cirúrgico: apenas 1% das demissões registradas no primeiro semestre de 2025 resultaram, de fato, de ganhos de produtividade associados à IA. Os outros 99% foram decisões anteriores travestidas de inovação. Esse desencontro entre narrativa e prática não é erro contábil. É escolha estratégica. E como toda escolha estratégica, tem nome, custo e responsável.


A “Síndrome do lenhador

Existem duas formas de remover árvores. O lenhador derruba para extrair valor imediato da madeira, no inverno, quando a demanda é alta. Não pergunta o que vai crescer no lugar. Não tem horizonte de plantio. Tem cota de metros cúbicos. O jardineiro poda. Remove com intenção, no momento certo, sabendo exatamente o que pretende ver florescer na primavera. As duas atividades parecem semelhantes vistas de longe. Não são. A diferença está no que se faz depois do corte.

A “Síndrome do lenhador” é a confusão sistemática entre subtração e transformação. É o gesto organizacional de chamar de “estratégia de IA” o que, no fundo, é apenas reestruturação acelerada por uma desculpa nova. Diagnostica-se a empresa como árvore em excesso. Apresenta-se a IA como motosserra mais eficiente. Confunde-se velocidade do corte com profundidade da decisão. E o pior: vende-se isso para o conselho, para os funcionários e para o mercado como visão de futuro.

Empresas com “Síndrome do lenhador” têm um padrão reconhecível. Aprovam iniciativas de IA cujo único indicador de sucesso é o número de pessoas dispensadas. Comemoram o “antes e depois” da redução de quadro como prova de transformação digital. E quando perguntadas sobre o que cresceu no espaço aberto pelo corte, respondem com generalidades sobre “agilidade” e “foco no core”.

O sintoma terminal é simples. Doze meses depois da poda, a empresa é apenas menor. Não é melhor, não é diferente, não é mais inovadora. É menor. E o conselho, que deveria ter feito a pergunta certa, aplaudiu a planilha errada.


Cortar é planilha. Podar é estratégia.

Cortar é decisão de planilha. Tem horizonte trimestral, métrica única (custo) e responsável claro (CFO ou COO). Pode ser delegada com tranquilidade, porque exige cálculo, não visão. Cortar protege margens, alivia caixa, atravessa tempestade. Em determinados momentos, é legítimo e necessário.

Podar é decisão de estratégia. Tem horizonte plurianual, métrica composta (capacidade liberada, qualidade ganha, tempo recuperado), e responsável indelegável: o CEO e o conselho. Não pode ser terceirizada para a área de tecnologia, porque a pergunta a ser respondida não é técnica. É de propósito. Podar aceita desconforto de curto prazo em troca de crescimento qualitativamente novo. Por isso é mais difícil, e por isso é mais raro.

Os números do relatório McKinsey “The State of AI 2025”, de novembro daquele ano, mostram a diferença em alto contraste. Adoção é praticamente universal: 88% das organizações já usam IA em pelo menos uma função. Mas apenas cerca de 6% chegam à categoria de “high performers”, aquelas em que mais de 5% do EBIT (lucro operacional) é atribuível à IA. O que essas 6% fazem de diferente?

Três coisas, basicamente. São 3,6 vezes mais propensas a tratar IA como vetor de transformação, e não apenas de eficiência. Definem objetivos explícitos de crescimento e inovação, e não só de redução de custos. E 55% delas redesenharam fundamentalmente seus fluxos de trabalho, contra cerca de 20% das demais. Em uma frase: as empresas que extraem valor da IA não fizeram corte. Fizeram poda. E mediram.

Se você está na sala em que isso é decidido, a pergunta é sua. Quem pergunta “o que podemos eliminar?” colhe encolhimento. Quem pergunta “o que podemos liberar?” colhe crescimento.


O que o Gartner descobriu (e o que o board não quer ouvir)

Em maio de 2026, o Gartner publicou um achado que deveria ter constrangido qualquer comitê executivo que aprovou plano de IA nos últimos 18 meses. A consultoria entrevistou 350 executivos globais de empresas com receita anual de pelo menos US$ 1 bilhão, todas operando ou testando capacidades de negócios autônomos: agentes de IA, automação inteligente, RPA. Resultado: 80% reduziram quadro de pessoal. O detalhe corrosivo é outro. As taxas de redução foram praticamente iguais entre as empresas com ROI alto e as empresas com retorno modesto ou negativo. Demitir, em outras palavras, não diferenciou os ganhadores dos perdedores.

Helen Poitevin, VP Analyst do Gartner e responsável pelo estudo, foi direta em entrevista à Fortune publicada em 11 de maio: “Buscar valor apenas pela redução de headcount provavelmente leva a maioria das organizações a um caminho de retornos limitados.” E completou: as empresas que reportaram ROI alto não eram as mesmas que reportaram cortes ligados à IA. O termo que a Gartner cunhou para distinguir o padrão vencedor é revelador: “people amplification”, ampliação de pessoas, e não substituição delas.

A constatação se soma a um achado anterior do MIT. Em agosto de 2025, pesquisadores da iniciativa NANDA publicaram “The GenAI Divide”, analisando mais de 300 implantações em 116 países. O número que envergonha qualquer relatório anual recente: 95% dos projetos corporativos de IA generativa não geraram retorno financeiro mensurável. Investimentos globais no período somaram entre US$ 30 e US$ 40 bilhões. Os autores foram explícitos sobre a causa. O problema não estava nos modelos, na regulação, na qualidade da tecnologia. Estava na abordagem: pilotos descolados de processos, ferramentas estáticas, ausência de redesenho. Cortes generalizados, investimentos pesados, ROI ausente. Uma única explicação reconcilia os três fatos. Estamos cortando antes de entender, investindo sem redesenhar, e medindo apenas o que cabe na próxima reunião do board.


Klarna, Oracle e o teatro brasileiro da digitalização

A Klarna virou caso de escola pelos motivos errados. Em 2022 e 2023, a fintech sueca demitiu cerca de 700 atendentes e reduziu seu quadro total de 3.800 para cerca de 2.000 pessoas, com narrativa orgulhosa de que sua IA fazia o trabalho equivalente. Em maio de 2025, o CEO Sebastian Siemiatkowski reverteu publicamente a estratégia, admitiu queda na qualidade do atendimento e iniciou recontratação. O IPO previsto para 2025, com avaliação superior a US$15 bilhões, foi adiado, e o custo da reversão, em centenas de milhões, virou tópico recorrente nas teleconferências. A Klarna não falhou em tecnologia. Falhou em julgamento.

A Oracle, em março e abril de 2026, reproduziu o erro em maior escala. Demitiu cerca de 30 mil funcionários após pedir, semanas antes, que documentassem detalhadamente seus fluxos de trabalho para treinar a IA que os substituiria. Larry Ellison, cofundador, declarou em conferência de investidores que a empresa não escrevia mais o próprio código, agora ele era produzido pelos modelos. Ex-funcionários relataram, em paralelo, que esse código gerado por IA chegava à produção repleto de erros que precisavam ser reescritos por humanos. Treinou-se a serra elétrica com a memória dos próprios cortados, e em seguida descobriu-se que ela ainda precisava do supervisor humano para não destruir o que cortava.

No Brasil, o caso é mais complexo e merece atenção. Bradesco, Santander e Itaú dispensaram, somados, mais de 4.600 pessoas no primeiro semestre de 2025, sob a justificativa do fechamento de agências físicas e da digitalização. Aqui, porém, há nuance. O Bradesco, que liderou os cortes com 1.875 vagas, contratou cerca de 2.500 profissionais de tecnologia e análise de dados no mesmo período. Esse movimento, em tese, é poda, não corte: subtração com intenção de plantio. A pergunta, ainda sem resposta pública, é se os 2.500 entrantes vão multiplicar capacidade ou apenas substituir os 1.875 que saíram, com novas capas. A diferença entre as duas hipóteses é o que separa Lógica do Jardineiro de uma versão sofisticada da Síndrome do Lenhador.

Nem toda demissão é Síndrome do Lenhador. Nem toda contratação é Lógica do Jardineiro. A diferença está na intenção declarada, no resultado mensurado, e na coragem do conselho de auditar a si mesmo doze meses depois.


Sete perguntas para o conselho antes de aprovar a próxima iniciativa de IA

Para conselheiros e CEOs que querem evitar o diagnóstico de lenhador no próximo ciclo, sete instruções práticas:

  1. Não aprove iniciativa de IA cujo único KPI primário seja headcount. Se a métrica é só de subtração, é corte, não poda. Exija pelo menos um indicador de geração:
  2. Pergunte o que a IA libera, não o que ela elimina. A pergunta de jardineiro é “o que pode crescer aqui agora?”. A pergunta de lenhador é “o que está sobrando?”. Mude a pergunta. Mude o resultado.
  3. Exija plano de redesenho de fluxo, não de substituição. A McKinsey é categórica: a única variável organizacional com correlação forte com impacto em EBIT é o redesenho fundamental dos processos. Empilhar IA em workflow antigo é estética, não transformação.
  4. Inclua o CHRO em toda decisão de IA com impacto em força de trabalho. O Gartner, em janeiro de 2026, foi explícito: cabe ao CHRO reequilibrar conselhos excessivamente otimistas quanto ao impacto imediato da IA. CHRO ausente da sala é sintoma confiável de Síndrome do Lenhador em formação.
  5. Audite o resultado em doze meses, com honestidade. Compare o ROI real ao prometido na aprovação. Se a poda apenas encolheu, foi corte. Se gerou crescimento mensurável, foi estratégia. A diferença é factual, não retórica.
  6. Tenha coragem de reverter. A Klarna recontratou. O custo da reversão é alto, mas é menor do que o de manter um modelo que destrói qualidade, marca empregadora e confiança interna. Reverter é maturidade, não fracasso.
  7. Não confunda mercado aplaudir com decisão certa. Wall Street pune capex e premia corte porque opera em horizonte trimestral. O conselho responde por horizonte plurianual. Quando os dois divergem, o conselho não trabalha para Wall Street.


Conclusão

A inteligência artificial é, sem hipérbole, uma das ferramentas mais poderosas já colocadas à disposição da gestão. Mas a história tecnológica das últimas décadas ensina que o impacto de qualquer ferramenta nunca está nela. Está na pergunta que se faz antes de empunhá-la. Empresas com Síndrome do Lenhador vão usar a IA para encolher mais rápido e chamar isso de transformação. Empresas com Lógica do Jardineiro, ou “people amplification”, como prefere a Gartner, vão usar a mesma tecnologia para liberar capacidade humana, redesenhar processos e fazer mais, com o mesmo ou menos. As duas vão chamar o que fazem de inovação. Apenas uma estará dizendo a verdade.

Decisões antes técnicas hoje são pauta indelegável do conselho. A escolha entre serra elétrica e tesoura de poda não pode ser delegada à área de tecnologia, à consultoria que vendeu o projeto, ou ao mercado que aplaude o trimestre. É decisão de propósito. E propósito tem nome, tem dono e tem auditoria.
A IA está derrubando árvores na sua empresa, ou abrindo claros para que algo cresça?

Compartilhar:

Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Palestrante, Mentor, Conselheiro, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR e Especialista do Gerson Lehrman Group e da Coleman Research – Fala sobre Inovação, Governança e ESG.

Artigos relacionados

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Liderança, Cultura organizacional
28 de julho de 2026 08H00
Inspirado pelo legado de Oscar Motomura, o artigo questiona uma das crenças mais difundidas da gestão contemporânea: a ideia de que a transformação acontece apenas por meio das pessoas. A verdadeira mudança, argumenta o autor, depende da capacidade de revisar as estruturas invisíveis que moldam comportamentos, decisões e culturas organizacionais.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
27 de julho de 2026 14H00
Após anos de perda de passageiros e desafios financeiros, o transporte coletivo brasileiro ganha um novo marco regulatório que busca ampliar fontes de financiamento, reduzir desequilíbrios tarifários e criar condições para mais investimentos em qualidade, eficiência e experiência do usuário.

Vinicius Ladeira - Diretor Adjunto Nacional do SEST SENAT

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
27 de julho de 2026 08H00
Enquanto o debate sobre inteligência artificial continua concentrado em modelos, automação e produtividade, uma outra transformação acontece nos bastidores: a tensão gerada entre a democratização e a concentração de poder que pode definir a próxima fase da economia global.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

8 minutos min de leitura
Liderança
26 de julho de 2026 13H00
Após décadas em grandes empresas, o autor trocou a segurança da carreira corporativa pelo desafio de empreender na gastronomia. Nesta reflexão, mostra por que os princípios que sustentam uma multinacional - planejamento, processos, gestão financeira e foco no cliente - são exatamente os mesmos que garantem o sucesso de um restaurante.

Caio Fontenelle - Fundador dos restaurantes Figueira, Oliv e Pepper Jack

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de julho de 2026 07H00
A IA pode economizar horas em atividades operacionais, mas seu maior valor talvez esteja em outro lugar: ampliar perspectivas, conectar ideias e elevar a qualidade das decisões. O desafio é entender quando estamos ganhando velocidade e quando estamos construindo algo melhor.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
25 de julho de 2026 14H00
Muitas organizações ainda tratam o engajamento como uma característica individual, quando ele é, em grande parte, resultado do contexto que a liderança constrói. Este artigo mostra como confiança, autonomia, segurança psicológica e qualidade das relações influenciam diretamente a disposição das pessoas para inovar, colaborar e gerar resultados sustentáveis.

Maria Augusta Orofino - Palestrante, TEDx Talker e Consultora corporativa

3 minutos min de leitura
Liderança
25 de julho de 2026 08H00
Convidada pelo governo japonês para participar da primeira Convenção de Mulheres realizada no Japão, Chieko Aoki conta como uma experiência inesperada revelou a força da colaboração feminina e o impacto das redes de apoio na construção de lideranças.

Chieko Aoki - Fundadora e presidente da Blue Tree Hotels

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, User Experience, UX
24 de julho de 2026 14H00
Impulsionado pelo avanço do wellness e pela busca crescente por experiências com significado, o setor de turismo enfrenta um novo desafio: deixar de vender viagens para entregar transformação, criando vínculos de longo prazo e novas vantagens competitivas.

João Biancardi - Diretor de Marketing e Experiencia do Cliente do Grupo Mabu

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
24 de julho de 2026 08H00
A preocupação com dinheiro já impacta produtividade, saúde mental e permanência no emprego. Diante desse cenário, organizações começam a repensar seu papel e a buscar formas de apoiar colaboradores sem invadir sua autonomia financeira.

Vivian Pardini - Coordenadora de compliance da Biz

4 minutos min de leitura
Marketing, Estratégia
23 de julho de 2026 14H00
O avanço dos vídeos curtos, dos criadores digitais e da inteligência artificial transformou a forma como consumimos informação e entretenimento. O desafio das empresas agora não é apenas alcançar audiências, mas construir confiança, interpretar comportamentos e criar experiências capazes de permanecer na memória das pessoas.

Ronaldo Fragoso - Chief Growth Officer da Deloitte e Carlos Eduardo Fogarolli - Sócio-líder da indústria de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo