Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 minutos min de leitura

Sua empresa tem IA – mas continua decidindo como se não tivesse

O caso Klarna escancara o verdadeiro gargalo da IA nas empresas: não é a tecnologia que limita resultados, mas a incapacidade de redesenhar o organograma - fazendo com que sistemas capazes operem como consultores de luxo, presos a decisões que continuam sendo tomadas como antes.
Conselheiro, consultor de gestão estratégica, professor no MBA e no Pós-Tech da FIAP, mentor na ABStartups e Professional Services Director na Bolder. Coautor de "Governança Estratégica da Inovação: Liderando a Revolução Digital". Graduado em Administração Mercadológica com especialização em Gestão de Marcas (ESPM), MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Empresas (FGV) e MBA em Business Innovation (FIAP).

Compartilhar:

Em fevereiro de 2024, a Klarna anunciou ao mundo que sua IA estava fazendo o trabalho equivalente ao de 700 atendentes humanos. Os números eram reais: 2,3 milhões de conversas processadas no primeiro mês, tempo médio de resolução caindo de 11 minutos para menos de 2, economia projetada de US$ 40 milhões ao ano. O CEO Sebastian Siemiatkowski celebrou publicamente. Analistas aplaudiram. O caso virou referência obrigatória em toda apresentação sobre transformação por IA.

Um ano depois, Siemiatkowski disse à Bloomberg que tinha ido longe demais. A empresa voltou a contratar atendentes humanos. O motivo declarado pelo próprio CEO: ‘custo foi um fator predominante na organização do serviço, e o resultado foi menor qualidade.’ A IA resolvia volume. Não resolvia complexidade. E ninguém tinha redesenhado o fluxo de decisão para definir onde a IA para e onde o humano entra.

Esse não é um caso de IA que falhou. É um caso de arquitetura organizacional que não acompanhou a tecnologia. E esse erro, cometido pelos dois lados, tanto por quem deu autonomia demais sem governança quanto por quem manteve aprovação humana em tudo sem questionar por quê, é o problema central que as empresas ainda não aprenderam a nomear.

O obstáculo não é a ferramenta. É o organograma. E ninguém quer ser o primeiro a dizer isso em reunião de board.

Os números que revelam onde o gargalo realmente está

Existe uma ilusão confortável que domina a conversa sobre IA nas organizações: a de que o obstáculo é de adoção. Treinar pessoas, mudar cultura, escolher a ferramenta certa. Supere essa fase e a transformação acontece.

Os dados de 2026 mostram algo mais incômodo. Segundo levantamento da McKinsey¹, cerca de 90% das organizações globais já utilizam IA em ao menos uma função de negócio. O número de empresas com IA em produção cresceu de 55% em 2024 para 72% no primeiro trimestre de 2026². Adoção não é mais o problema. O relatório Global Human Capital Trends 2026 da Deloitte aponta que 60% dos executivos já usam IA regularmente para apoiar decisões³. A Gartner projeta que, até 2027, metade das decisões de negócio será aumentada ou automatizada por agentes de IA⁴.

O problema é que a maioria dessas organizações implantou IA sem alterar a arquitetura de decisão. A tecnologia entrou. O organograma ficou.

E quando uma ferramenta que opera em milissegundos precisa esperar a aprovação de três comitês para agir, o que você tem não é uma empresa com IA. Você tem uma empresa com um consultor caro que ninguém escuta de verdade.

A Atlassian reconheceu publicamente, no mesmo relatório da Deloitte, que fronteiras pouco claras entre decisões conduzidas por IA e decisões conduzidas por humanos estavam gerando gargalos operacionais dentro da própria empresa. Uma das organizações mais avançadas em adoção de ferramentas digitais do planeta enfrentando o mesmo problema que uma empresa tradicional de manufatura: ninguém definiu quem decide o quê quando a IA está no loop.

Um dado adicional fecha o argumento: implementações conduzidas com redesenho explícito de processos decisórios têm taxa de sucesso 67% maior do que aquelas que mantêm a estrutura organizacional intacta⁵. A diferença não está na tecnologia. Está em quem, ou no quê, está autorizado a decidir.

Três dinâmicas que travam o que deveria voar

1. O paradoxo da aprovação

Organizações hierárquicas foram construídas sobre um pressuposto legítimo: decisões importantes precisam de controle, e controle exige escalonamento. Durante décadas, esse modelo funcionou porque humanos eram os únicos agentes capazes de processar contexto e emitir julgamento.

A IA agentiva rompe esse pressuposto. Não porque elimina a necessidade de controle, mas porque torna o escalonamento hierárquico o gargalo mais caro do sistema. Quando a IA é capaz de recomendar, avaliar e executar com precisão superior à média humana em domínios específicos, e ainda assim precisa esperar a aprovação de um gestor que vai passar vinte minutos lendo o mesmo resumo que a IA produziu em três segundos, o resultado é previsível: a IA é rebaixada a ferramenta de apoio, e o processo continua tão lento quanto antes.

2. O conflito de temporalidade

Empresas operam em ciclos: reuniões semanais, revisões mensais, planejamentos trimestrais. Esses ritmos foram calibrados para a velocidade cognitiva humana e para a cadência de mercados que mudavam em meses, não em dias.

A IA agentiva opera em outra temporalidade. Sistemas de precificação dinâmica ajustam variáveis em tempo real. Modelos de crédito recalibram risco a cada transação. Plataformas logísticas reroteiam frotas a cada atualização de tráfego. Quando esses sistemas precisam pausar para entrar no ciclo de aprovação humana, perdem a única vantagem que justifica sua existência: a velocidade de resposta ao ambiente.

O resultado é que as empresas estão pagando pelo carro mais rápido do mercado e insistindo em andar a 40 por hora porque é a velocidade que o processo interno permite.

3. A armadilha da responsabilidade difusa

Existe uma razão psicológica e institucional pela qual os organogramas não são redesenhados: ninguém quer ser responsável por uma decisão que a IA tomou.

Quando um analista aprova um crédito e o cliente não paga, há um responsável. Quando um sistema de IA aprova o mesmo crédito com base nos mesmos dados e o desfecho é idêntico, a pergunta imediata é outra: de quem é a culpa? Do desenvolvedor? Do gestor que implantou? Da empresa que comprou?

O caso Klarna ilustra a armadilha pelo outro lado: quando a empresa eliminou a fronteira entre o que a IA decide autonomamente e o que precisa de julgamento humano, a satisfação dos clientes caiu nas interações complexas. Não porque a IA era ruim. Porque ninguém tinha definido o limite de sua autoridade, criando um vácuo de responsabilidade que os clientes sentiam antes que os dashboards mostrassem.

Nas empresas que vão no sentido oposto, mantendo aprovação humana em tudo, o mecanismo de defesa é idêntico na origem: ninguém quer assinar embaixo de uma decisão que a IA tomou. O humano na cadeia de decisão funciona como para-raios institucional. A IA recomenda. O humano assina. Todos se protegem. E o processo continua lento, caro e capaz de atribuir culpa, que era o objetivo real.

Não é falta de confiança na IA. É excesso de confiança no organograma como mecanismo de proteção.

Três movimentos para quem quer sair do piloto eterno

1. Mapeie onde as decisões realmente acontecem

O primeiro movimento não é tecnológico. É um exercício de diagnóstico: identifique, para cada processo crítico do negócio, onde a decisão de fato ocorre, quem está autorizado a tomá-la, qual é o tempo médio entre o gatilho e a ação, e qual percentual dessas decisões é revertido ou questionado depois.

Esse mapeamento revela algo que a maioria dos líderes não consegue ver de dentro: boa parte das aprovações humanas não é uma decisão. É uma ritualização de decisões que já foram tomadas por sistemas ou por pessoas mais próximas do problema. O gestor que assina o relatório raramente discorda do analista que o produziu. Mas o processo exige a assinatura porque o organograma exige.

Com esse mapa em mãos, é possível classificar as decisões em três categorias: as que a IA pode executar com autonomia, as que precisam de supervisão humana ativa e as que genuinamente exigem julgamento de liderança. A maioria das organizações vai descobrir que a terceira categoria é muito menor do que imagina.

2. Crie zonas de autonomia com governança por exceção

Redesenhar o organograma para IA não significa eliminar controle. Significa inverter o modelo padrão: em vez de aprovação como regra e autonomia como exceção, autonomia como padrão e intervenção humana como resposta a desvios.

Bancos que operam com IA em crédito já fazem isso há anos: o sistema aprova, processa e liquida autonomamente dentro de parâmetros definidos. O humano entra quando o caso está fora da curva. O papel do gestor muda de aprovador para curador de exceções, o que é intelectualmente mais exigente e estrategicamente mais valioso.

Esse modelo exige governança clara: quais são os limites de autonomia? Quais métricas monitoram o desempenho do sistema? Com que frequência os parâmetros são revisados? Sem essas definições, a zona de autonomia vira zona de risco não gerenciado.

3. Redefina o papel do gestor antes que o vácuo o redefina

O maior obstáculo ao redesenho organizacional não é técnico nem estratégico. É humano. Gestores cujo valor atual está na capacidade de aprovação precisam compreender que esse valor está sendo comprimido, e que o valor do futuro está em outro lugar: na calibração de sistemas, na leitura de exceções, na decisão sobre os limites da autonomia.

Essa transição não acontece sozinha. Ela precisa ser nomeada, suportada e incentivada ativamente pela liderança sênior. Empresas que estão redesenhando bem suas estruturas para IA não estão eliminando gestores. Estão redefinindo o que excelência gerencial significa quando as decisões de rotina já não precisam de aprovação humana.

O gestor que entende isso sai na frente. O que espera que o organograma permaneça intacto vai descobrir que a IA não pediu licença para torná-lo irrelevante.

A pergunta que o organograma não consegue responder

A questão que emerge desse diagnóstico não é sobre tecnologia. É sobre arquitetura de poder.

Organogramas não são apenas representações de quem responde a quem. São a codificação das crenças da organização sobre onde o julgamento confiável mora. Mudar um organograma é dizer, explicitamente, que o julgamento confiável pode morar num sistema, num algoritmo, num agente autônomo. Essa é uma mudança que começa com uma decisão estrutural, não com um workshop de cultura.

A pergunta que proponho que você leve para sua próxima reunião de liderança é simples e desconfortável: qual decisão concreta, que hoje passa por aprovação humana, você está disposto a dar autonomia para a IA tomar na próxima semana?

Se a resposta demorar mais do que alguns segundos para vir, o organograma já respondeu por você.

Para reflexão: A sua empresa já redesenhou algum processo decisório para dar autonomia real à IA? Que resistências apareceram? Quais estruturas provaram ser mais difíceis de mover?

Lembre-se: as conversas mais interessantes sobre transformação raramente começam nas apresentações de estratégia. Começam quando alguém finalmente nomeia o que estava travando.


Fontes

1. McKinsey & Company. State of AI Trust in 2026: Shifting to the Agentic Era. Março de 2026. Disponível em: https://www.mckinsey.com/capabilities/tech-and-ai/our-insights/tech-forward/state-of-ai-trust-in-2026-shifting-to-the-agentic-era

2. Sykes, B. The State of AI Adoption in the Enterprise (Q1 2026 Review). Substack, abril de 2026. Disponível em: https://bsykes.substack.com/p/the-state-of-ai-adoption-in-the-enterprise

3. Deloitte. Global Human Capital Trends 2026. Março de 2026. Disponível em: https://www.deloitte.com/us/en/insights/topics/talent/human-capital-trends/2026/decision-making-with-ai.html

4. Gartner. Top Strategic Technology Trends for 2027 (projeção citada no relatório Deloitte HCT 2026). Disponível em: https://www.gartner.com/en/articles/top-technology-trends-2025

5. ServicePath / McKinsey. Workflow redesign as the single biggest driver of EBIT impact from gen-AI. 2025. Disponível em: https://servicepath.co/2025/09/ai-integration-crisis-enterprise-hybrid-ai/

6. Siemiatkowski, S. (CEO Klarna). Entrevista à Bloomberg. Maio de 2025. Disponível em: https://www.bloomberg.com/news/articles/2025-05-08/klarna-turns-from-ai-to-real-person-customer-service

7. CX Dive. Klarna changes its AI tune and again recruits humans for customer service. Maio de 2025. Disponível em: https://www.customerexperiencedive.com/news/klarna-reinvests-human-talent-customer-service-AI-chatbot/747586/

8. National CIO Review. The Architecture of Authority: Why AI is Breaking the Traditional Corporate Hierarchy. Março de 2026. Disponível em: https://nationalcioreview.com/articles-insights/the-architecture-of-authority-why-ai-is-breaking-the-traditional-corporate-hierarchy/

Compartilhar:

Conselheiro, consultor de gestão estratégica, professor no MBA e no Pós-Tech da FIAP, mentor na ABStartups e Professional Services Director na Bolder. Coautor de "Governança Estratégica da Inovação: Liderando a Revolução Digital". Graduado em Administração Mercadológica com especialização em Gestão de Marcas (ESPM), MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Empresas (FGV) e MBA em Business Innovation (FIAP).

Artigos relacionados

Executivos estão estudando contabilidade para chegar ao C-level. Eu fiz o caminho inverso.

O artigo reflete sobre a evolução da carreira financeira e sobre o papel da contabilidade como ferramenta de gestão, mostrando que lucro, sozinho, raramente conta a história completa de uma empresa. Mais do que interpretar demonstrações financeiras, entender balanços, fluxo de caixa e capital de giro tornou-se uma competência essencial para líderes que desejam crescer de forma sustentável, tomar decisões mais consistentes e enxergar riscos e oportunidades antes que eles apareçam nos resultados.

Segurança cibernética: o orçamento está protegendo os riscos certos?

O crescimento das ameaças digitais exige mais do que aumentar recursos destinados à segurança cibernética. Exige compreender quais riscos realmente importam para o negócio. O artigo explora por que as organizações precisam abandonar modelos baseados na inércia e adotar uma lógica orientada por risco para direcionar seus investimentos.

O Brasil tem muitos fundos ou muito risco? O que os números realmente mostram

O Brasil lidera os rankings globais em número de fundos de investimento, mas essa estatística nem sempre é interpretada corretamente. O artigo analisa a diferença entre quantidade de veículos e volume de patrimônio administrado, discutindo por que a elevada quantidade de fundos pode refletir características regulatórias e de transparência do mercado brasileiro, e não necessariamente riscos associados à opacidade ou à ocultação patrimonial. Mais do que um debate sobre números, a reflexão propõe uma análise crítica sobre regulação, rastreabilidade e o papel da indústria de fundos no financiamento da economia.

Inovação & estratégia
14 de outubro de 2026 08H00
Quando a Nintendo rompeu uma parceria estratégica com a Sony diante do mundo inteiro, o que parecia uma derrota humilhante tornou-se o ponto de partida para uma das maiores inovações da história dos negócios. Um caso exemplar de como líderes podem transformar atrito, oposição e conflito em crescimento.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

9 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 14H00
Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 08H00
Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Átila Persici Filho - Consultor de gestão estratégica, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e conselheiro de inovação

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
12 de outubro de 2026 18H00
Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de outubro de 2026 14H00
Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
12 de outubro de 2026 08H00
Por muito tempo, compliance foi visto como a última etapa antes da aprovação de um projeto. Hoje, organizações mais maduras estão adotando uma abordagem diferente: envolver a área desde o início para construir soluções viáveis, seguras e aderentes às expectativas de governança e integridade.

André Tourinho - Gerente de Integridade da Eldorado Brasil Celulose

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de outubro de 2026 14H00
Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Lauro Xerfan Neto - Conselheiro empresarial, consultor e professor na USP EACH e na FIA LabFin Provar

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de outubro de 2026 08H00
A saída de um pesquisador da Anthropic reacende um debate que está deixando os laboratórios e chegando às empresas: como garantir que sistemas de inteligência artificial cada vez mais autônomos continuem operando de forma previsível, segura e alinhada aos objetivos humanos?

Claudio Lucio - Pesquisador, professor e sócio-fundador da A3Data

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de outubro de 2026 14H00
Se toda hora economizada pela tecnologia é imediatamente preenchida por outra demanda, talvez o problema não esteja nas ferramentas, mas na forma como organizamos o trabalho. O artigo discute por que produtividade e bem-estar não deveriam ser objetivos opostos e como a inteligência artificial está colocando essa contradição em evidência.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

3 minutos min de leitura
User Experience, UX, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de outubro de 2026 08H00
O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

João Pedro Brasileiro - CEO da Innovation Latam, Professor da Fundação Dom Cabral (FDC) e da XP Educação

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução