Contagem regressiva

Um CEO ativista

Em setembro, cooperativas de agricultura familiar ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) captaram R$ 17,5 milhões junto a 1,5 mil investidores, numa emissão de certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) inédita, orquestrada pela securitirizadora Gaia. Fundador e CEO da Gaia, João Paulo Pacífico recebeu tanto críticas como apoio. Ele é a face mais evidente de um fenômeno presente nos EUA e na Europa há tempos: o ativismo empresarial
Adriana Salles Gomes é diretora-editorial de HSM Management.

Compartilhar:

### 10 – Em julho de 2017, você apareceu na capa de HSM Management com o título “Performance com propósito”. O que mudou no Grupo Gaia e em você de lá para cá, em propósito e em performance?

Nesses últimos quatro anos, pudemos vivenciar no Grupo Gaia uma conexão cada vez maior entre performance e propósito e os seus resultados. Propósito verdadeiro “vicia”, porque fazer o bem libera ocitocina, o que
nos faz mais felizes. Enquanto isso, o mercado de trabalho está doente; estamos vendo muitos zumbis corporativos.

No início de 2020, após nos aprofundarmos nas necessidades do País, e seguindo um dos meus autores favoritos, Simon Sinek, resolvemos ser uma empresa de valores – temos dez, muito fortes, e também de causas. Três causas foram selecionadas: além da felicidade, meio ambiente e desigualdade. Neste campo, o foco foi trabalhar com os mais desfavorecidos – assentados, povos originários como quilombolas e indígenas, pessoas das comunidades. O negócio tomou tal proporção que em 2021 dividimos o Grupo Gaia em duas grandes áreas: Planeta, que são os negócios tradicionais, e Gaia Impacto, onde todos os negócios necessariamente impactam positivamente a sociedade e/ou o meio ambiente. E com resultado positivo para o negócio também. A quantidade de talentos que querem trabalhar na Gaia – já tivemos um recorde de 17 mil candidatos para uma vaga –, e de pessoas que nos seguem e dizem ser fãs da empresa fortalecem e são indicadores disso. A operação de emissão de CRAs das cooperativas ligadas ao MST teve mais de 5 mil interessados em investir.

### 9 – Quando você se viu como um CEO ativista?

Sempre fui, acho. Quando eu era estagiário, pedia doações para o Hospital do Câncer (atual AC Camargo). Em 2014, criamos a ONG Gaia+. Mas a virada foi em 2019, quando conheci a Adriana [Hartmann de Castro] e o Rodrigo [Santini] da Ben&Jerry’s, que me explicaram o ativismo da empresa. “Poxa, eu sou isso”, pensei. “Eu sou, mas nunca me posicionei oficialmente dessa forma; preciso fazer isso.”
Defino ativismo como propósito colocado em ação. Significa lutar por causas mesmo que isso desagrade clientes e nos prejudique financeiramente. Causas vêm antes do lucro de curto prazo.

### 8 – Provavelmente é quando você diz “causas vêm antes do lucro de curto prazo” que os executivos se assustam. Emmanuel Faber, que era um campeão da agenda ESG [defensor de causas ambientais, sociais e da governança corporativa], foi demitido dos cargos de chairman e CEO global da Danone em março último, supostamente por pressão de investidores ativistas, o que gerou muitas especulações. Como você analisa isso? Como manter a governança corporativa e os negócios diante do ativismo?

Como a saída do Faber da Danone envolve questões desconhecidas, não me sinto apto a comentar. Mas o “G” não pode ser negligenciado nas empresas.

Quanto aos negócios, primeiro, eu falo em lucro de curto prazo – ganhos no médio e longo prazo são necessários. Segundo, há reações em todas as direções. Por conta de termos financiado agricultores familiares de sete cooperativas ligadas ao MST [cuja captação no mercado de capitais encerrada em 17 de setembro último atingiu R$ 17,5 milhões], algumas pessoas disseram que não irão mais trabalhar com a Gaia.

Também não conseguimos nenhum banco para trabalhar na venda do título. Mas o engajamento dos investidores surpreendeu. Pessoas se organizaram para divulgar a operação, faziam grupos independentes para explicar como funciona, recebemos milhares de e-mails. Mais de 5 mil pessoas abriram conta para investir, como eu contei – a operação se encerrou com os primeiros 1,5 mil investidores que fizeram a reserva.

### 7 – Ativismo empresarial e ESG são sinônimos? Como você vê o ativismo empresarial no Brasil atual?

Quem realmente é comprometido com a agenda ESG é ativista, mesmo que não se denomine assim, mas, na maior parte das empresas, ESG é só questão de marketing e comunicação. Fizemos um negócio com um grande banco que, após a realização, fez um anúncio de página inteira no jornal se autodenominando “inovador em ESG”. Sendo que, na Gaia, nem consideramos aquela operação tão ESG assim. E sendo que faltou governança ao omitirem informações relevantes no anúncio. Ou seja, a motivação foi marketing.

No Brasil, salvo alguns poucos exemplos como Eduardo Moreira [ex-sócio do BTG Pactual], Fábio Alperowitch [Fama Investimentos], Luiza Trajano [Magalu] e alguns outros, o ativismo empresarial praticamente inexiste, pois a consciência social é baixa e a pressão por lucro no curto prazo é alta. Há muitos que fazem doações, o que é importante, mas que não se preocupam em resolver as causas dos problemas. Então, estão enxugando gelo e se autoenganando.

Quando falo da consciência social baixa, é que muita gente parece ter medo de conhecer a realidade, porque vai doer – e vai precisar agir. Dizia o John Lennon que “a ignorância é uma espécie de bênção. Se não sabe, não existe dor.” Eu até tentei agendar reuniões com alguns advogados e executivos para que conhecessem uma cooperativa de assentados como a Coopan, ligada ao MST, mas eles recusaram o convite.

### 6 – Será que os CEOs não obedecem muito suas áreas jurídica, de comunicação e de relações institucionais, além do conselho? Eu me pergunto se você não consegue ser ativista só por ser dono da empresa?

Eu seria hipócrita se dissesse que todos que não se posicionam não desejam se posicionar. Alguns não conseguem fazer isso, e, na Gaia, tenho o privilégio de estar completamente alinhado com meu sócio e não ter pressão de acionistas externos. Nesse caso, eles logo terão chance de fazer isso. O movimento de investidores ativistas está crescendo muito lá fora e vai crescer no Brasil. Tenho certeza de que até o final desta década teremos alguns deles aqui no País. Além disso, há os consumidores ativistas. O Nubank criou um compromisso com a diversidade racial por pressão enorme dos consumidores.

### 5 – Anita Roddick, a fundadora do The Body Shop, disse certa vez que queria agir como um cavalo-de-troia do setor empresarial, agindo dentro dele. Você cogita fazer algo como os gregos antigos?

Seria egocêntrico demais da minha parte achar que eu seria o cavalo-de-troia do empresariado brasileiro. Porém, tenho consciência de que, junto com outras pessoas, estou dentro dele.

Dizem que as pessoas mudam por três Cs: consciência, coerência ou constrangimento. Eu trabalho bastante para que o primeiro C seja o motivo de mudança de postura de muitos executivos.

### 4 – Em 2018, a Harvard Business Review publicou o artigo “The New CEO Activists”, que, segundo Aaron K. Chatterji e Michael W. Toffel, têm duas táticas: criar awareness e usar poder econômico. Qual a sua tática?

Utilizo as duas táticas, uso bastante as redes sociais e a mídia para aumentar a consciência e o poder econômico, para causar transformação direta. No caso das redes sociais, tenho uma máxima: não quero que concorde comigo, mas que reflita. Por atuarmos no mercado financeiro, consigo também usar o poder econômico para transformar, como captar recursos mais baratos para empresas com impacto positivo.

Também usamos o poder econômico quando nos comprometemos a não financiar nenhum produtor que tenha desmatado desde 1º de janeiro de 2020 – assinamos o IFAAC para isso. [IFAAC é a iniciativa do The Nature Conservancy, Tropical Forest Alliance e programa ambiental das Nações Unidas para fomentar uma transição ambientalmente positiva.]

### 3 – Apesar de a Business Roundtable ter feito a opção pelo capitalismo de stakeholders em 2019, muitos não se expõem. Os que fazem barulho estão no setor de tecnologia, como Tim Cook, Marc Benioff, Bill Gates, ou Joe Kaeser, CEO da AG Siemens, na Europa. No seu setor, o financeiro, tem o CEO do PayPal, Dan Schulman, e o do Bank of America, Brian Moynihan. Como você avalia o posicionamento do setor financeiro brasileiro, dos velhos e novos players? E o que mais eles poderiam fazer?

Vou ser bem direto nesta resposta. Na sua grande maioria, o setor financeiro brasileiro tem só um objetivo: lucro no curto prazo. Todos os bancos contrataram bons executivos de ESG, que têm iniciativas positivas, é verdade, mas isso é fazer muito pouco diante do tamanho dos desafios. É como se alguém desmatasse uma área gigante, mas plantasse uma árvore para repor, tirasse foto e postasse nas redes sociais.

Agora… eu acho que isso vai mudar, e rápido, especialmente pelos novos players, que vão atender os novos consumidores. A fidelidade do brasileiro aos bancos só tinha um motivo: falta de opções. Quando, para alguém mudar de banco, basta tomar a decisão e transferir os recursos com o open banking e mais opções, os novos players que atenderem aos novos consumidores podem virar o jogo. Como diz o Fábio Barbosa [ex-presidente do Banco Real e Santander], todos os dias saem do mercado consumidores defasados e entram consumidores conscientes – a frase não é exatamente essa, mas o conceito é esse. A aparente fortaleza atual pode ser bastante abalada se os bancos não mudarem e começarem a abraçar mais causas verdadeiramente.

O poder econômico tem uma força enorme tanto política como para influenciar a sociedade, e isso vai acontecer cada vez mais no mundo. Infelizmente, no Brasil, muitos empresários parecem acostumados a estar ao lado do poder sempre, seja qual for. Mas talvez eles sejam levados a mudar esse modo de agir por investidores, consumidores, pelas forças do mercado que comentamos.

### 2 – Como você lida emocionalmente com ataque e rejeições ao seu posicionamento?

Como sou um estudioso da psicologia positiva e da felicidade, aplico na prática o que aprendo – meditação, exercícios, tempo com quem eu amo e leituras. Considero que essas atividades são fundamentais neste mundo BANI frágil, ansioso, não linear e incompreensível. Isso, aliado à força da compaixão e à intencionalidade de ajudar, supera qualquer ataque que eu receba.
Ninguém gosta de ter haters, mas sigo a linha da não violência, de Martin Luther King e Gandhi. A pessoa que me ataca está sofrendo, não quero que ela sofra mais. Responder com ódio só irá fomentar a violência. No fundo, a maior parte das pessoas é boa e quer uma sociedade melhor.

### 1 – Existem empresários ativistas de todos os matizes. Nos Estados Unidos, há um Kevin Planck, CEO da Under Armour, alinhado com Donald Trump, e há um Howard Schulz, da Starbucks, que defende causas sociais. No Brasil também temos Luiz Trajano e Luciano Hang, da Havan. Como você vê essas discordâncias? E preciso perguntar: você se definiria como um empresário comunista? De competir eu sei que você gosta, como ex-nadador…

O diálogo é necessário e importante, desde que todos tenhamos o objetivo de gerar o bem comum e que todos nos baseemos em ciência, dados etc. Com frequência encontro alguém que discorda de mim nos caminhos, mas também quer o bem comum. Nesse caso, o ideal é um ouvir o outro e os dois construírem juntos. O problema acontece quando encontramos figuras que não visam o bem comum, mas são autoritárias, antidemocráticas, espalham fake news, e assim por diante. Não tem como dialogar com esse tipo de executivo.
Bem, não sou comunista [risos] e acho surreal alguém achar que existe alguma hipótese de termos comunismo no Brasil. Nos esportes, como vemos, só um ganha a medalha de ouro, mas a diferença é que todos se respeitam e competem em iguais condições.

Mundo novo, líder novo

João Pacífico reúne as três qualidades necessárias a esta era | por Marco Gorini

Paragrafo 2

Fiz minha primeira parceria com João Paulo Pacífico em novembro de 2016, no projeto da primeira debênture social do Brasil. A cliente era a startup NovaVivenda, que cria soluções para o público de baixa renda reformar suas residências – estima-se que haja 50 milhões de pessoas vivendo em moradias precárias no País. Uniam-se a securitizadora Grupo Gaia, a venture builder de impacto Din4mo e a Tozzini Freire Advogados.

Trabalhamos juntos, duro, por um ano, e valeu cada minuto: conseguimos alavancar 20 vezes o número de famílias beneficiadas em comparação com uma doação filantrópica, fomos reconhecidos pelo Clayton Christensen Institute e pela ONU Habitat pelo projeto, e nos tornamos grandes amigos. CEO ativista, ou qualquer que seja o nome que se queira dar, João tem três qualidades que são essenciais para a liderança desse novo mundo: a coragem de inovar, a empatia social e a compreensão da sua responsabilidade na construção da nova economia, que não só é mais tecnológica, como também mais inclusiva, equitativa e regenerativa.

Marco Gorini é empreendedor e investidor social, venture builder, sócio e e presidente do conselho do Grupo Anga&Din4mo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Os oito pilares que sustentam uma estratégia sólida de IA

O sucesso das iniciativas de inteligência artificial depende de muito mais do que bons algoritmos. O artigo explora os elementos fundamentais para transformar a IA em uma ferramenta estratégica de negócios, conectando inovação, governança, segurança, compliance e desenvolvimento organizacional.

74% das empresas consideram a cibersegurança de terceiros muito importante

A porta de entrada para um incidente cibernético nem sempre está dentro da organização. Em muitos casos, ela pode estar em um parceiro, prestador de serviço ou fornecedor com acesso a sistemas, dados e processos críticos. O artigo explora por que a gestão de terceiros se tornou um dos principais desafios da segurança digital contemporânea.

IA como álibi das decisões não pensadas

Será que as empresas, focando a agilidade das entregas com assistência de inteligência artificial, deixaram em segundo plano a qualidade do raciocínio? E quais são os riscos disso?

O problema não começa no canteiro. Só fica visível nele.

Atrasos, mudanças de escopo e disputas contratuais costumam ser tratados como falhas da execução. O artigo argumenta que, na maioria dos casos, os conflitos já estavam contratados desde o início, em escopos incompletos, riscos mal distribuídos e orçamentos desconectados da realidade do projeto.

Executivos estão estudando contabilidade para chegar ao C-level. Eu fiz o caminho inverso.

O artigo reflete sobre a evolução da carreira financeira e sobre o papel da contabilidade como ferramenta de gestão, mostrando que lucro, sozinho, raramente conta a história completa de uma empresa. Mais do que interpretar demonstrações financeiras, entender balanços, fluxo de caixa e capital de giro tornou-se uma competência essencial para líderes que desejam crescer de forma sustentável, tomar decisões mais consistentes e enxergar riscos e oportunidades antes que eles apareçam nos resultados.

Liderança, Estratégia
16 de outubro de 2026 15H00
Algoritmos, preferências pessoais e vieses cognitivos influenciam diariamente a forma como enxergamos o mundo, muitas vezes sem que percebamos. Em tempos de polarização, excesso de informação e mudanças rápidas, cultivar curiosidade, escuta ativa e abertura para pontos de vista diferentes pode ser um diferencial importante para quem deseja construir decisões mais inteligentes e sustentáveis.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de outubro de 2026 09H00
Entre previsões apocalípticas e promessas de produtividade ilimitada, os dados mais recentes sobre inteligência artificial publicados pela Gartner, MIT e Frontiers contam uma história mais complexa.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
15 de outubro de 2026 14H00
Inspirado pela trajetória de Rafael Nadal retratada no documentário Rafa, o artigo propõe uma reflexão sobre a forma como empresas constroem seus planejamentos estratégicos.

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
15 de outubro de 2026 08H00
Processos, políticas e estratégias não surgem sozinhos. Eles são resultado das escolhas feitas diariamente por quem exerce liderança e influencia decisões. Embora tenham sido concebidos há mais de dois mil anos, os Niyamas oferecem reflexões surpreendentemente atuais para organizações que desejam construir culturas mais conscientes, coerentes e alinhadas aos desafios do presente.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, ESG
14 de outubro de 2026 14H00
A tecnologia tem papel decisivo na aceleração da agenda climática, mas a mudança acontece quando informações se transformam em escolhas. Entre indicadores, investimentos e decisões estratégicas, são as pessoas que continuam definindo o ritmo e a profundidade da transformação sustentável.

Fernando Beltrame - CEO da Eccaplan

Oferecido por Eccaplan
3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
14 de outubro de 2026 08H00
Quando a Nintendo rompeu uma parceria estratégica com a Sony diante do mundo inteiro, o que parecia uma derrota humilhante tornou-se o ponto de partida para uma das maiores inovações da história dos negócios. Um caso exemplar de como líderes podem transformar atrito, oposição e conflito em crescimento.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

9 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 14H00
Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 08H00
Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Átila Persici Filho - Consultor de gestão estratégica, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e conselheiro de inovação

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
12 de outubro de 2026 18H00
Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de outubro de 2026 14H00
Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

CAPA_HSM_30_ANOS-1_pages-to-jpg-0001

Acesse agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #175

EDIÇÃO ESPECIAL DE 30 ANOS DA HSM MANAGEMENT