Uncategorized
Oferecido por:

Cases de vendedoras 2.0

Aumenta no Brasil o número de empresas que estão aplicando o conceito de vendas 2.0, mas o sucesso ainda não é de 100%
é repórter, colaborador de HSM Management

Compartilhar:

Como se chega ao sucesso na era do cliente – e das vendas 2.0?  Daniel Hoe, diretor de marketing da Salesforce no Brasil, sintetiza o caminho para o sucesso na aplicação de quatro disciplinas: 

**1. Conectar-se com seus clientes de maneira inovadora –** por exemplo, usando aplicativos e comunidades de autoatendimento e/ou social selling. 

**2. Gerenciar o negócio com mobilidade –** dando ao time de vendas a capacidade de fechar negócios por meio de um smartphone e possibilitando que clientes abram um chamado de atendimento de um app móvel. 

**3. Construir jornadas personalizadas –** o foco em marketing está mudando de “pontos de toque” entre o consumidor e a empresa para jornadas personalizadas, que levem em conta as preferências de cada cliente. 

**4. Usar inteligência –** por meio de analytics, modelagem preditiva e algoritmos que permitam a automação do relacionamento com o cliente de modo personalizado. 

Empresas reais atuantes no Brasil já conseguiram êxito utilizando essas quatro disciplinas? A resposta é sim, embora nem todas que o tentem já tenham êxito.

**SALESFORCE: SOLUÇÃO PARA OS CLIENTES E PARA SI MESMA**

Gigante mundial da computação em nuvem, CRM (gestão de relacionamento com o cliente) e outras soluções, a Salesforce é referência na mudança que o modelo de organizações voltadas para vendas tem sofrido nos últimos anos. A companhia entendeu o recado. “Nós, consumidores, agora temos muito mais poder, informação e conhecimento. A implicação imediata disso é que, para ter desempenho superior, as empresas têm de se centrar no cliente”, resume Daniel Hoe, diretor de marketing da Salesforce para a América Latina. E os desdobramentos práticos da era dos clientes para 

os processos de vendas e da tecnologia são muitos. Pesquisas da consultoria CEB mostram que os compradores só entram em contato com a área de vendas de uma empresa depois que quase 60% do ciclo de compra já foi realizado, segundo Hoe. “Isso significa que as áreas de vendas agora precisam adicionar muito mais benefício aos clientes, com informações valiosas e com uma experiência simples e transparente de compra”, afirma. As pesquisas da CEB também mostram que 53% dos compradores dizem que a “experiência” de compra é um fator crucial na decisão de compra e que as empresas que investem em facilitar o processo de compra aumentam em 62% a propensão de fechar um negócio. 

A Salesforce aplica tudo isso aos quatro pilares: conexões inovadoras com os clientes, gestão do negócio com mobilidade, construção de jornadas personalizadas e uso de inteligência. E ela faz isso para seus clientes, oferecendo ­lhes soluções que contemplam esses pontos, e também na própria carne: desde sua fundação, em 1999, tem buscado redefinir e expandir o conceito de CRM e cloud computing empresarial, por exemplo. “Todos os nossos processos de gestão de vendas, marketing digital, atendimento ao cliente, comunidades de clientes e outros são baseados em nossas próprias experiências”, garante Hoe. 

Os resultados parecem comprovar a excelência: a Salesforce é a que mais cresce entre as dez maiores empresas de software do mundo e foi eleita pela revista Forbes a companhia mais inovadora do planeta por três anos consecutivos – em 2012, 2013 e 2014. “O que realmente mais nos empolga e nos motiva, porém, é o sucesso de nossos clientes no uso de nossas soluções”, diz Hoe. 

Os números citados pelo executivo, com base em um estudo do IDC, mostram que não se trata apenas de discurso de marketing: os clientes e o ecossistema de parceiros da Salesforce devem criar mais de 1 milhão de empregos no mundo até  2018 e 1,5 milhão de empregos indiretos serão gerados pelo que colaboradores, parceiros e clientes consumirão. Hoe destaca ainda as áreas de serviços financeiros, comunicações, transporte e manufatura como as que estão mais maduras no processo de adaptação de vendas.

**PRECON ENGENHARIA  E O INBOUND  MARKETING**

O mercado imobiliário e de engenharia civil é um dos mais afetados pela recessão, que é especialmente desafiadora para o marketing tradicional. Foi essa a motivação para a mineira Precon Engenharia recorrer ao inbound marketing, há aproximadamente um ano, com conteúdo específico; seu blog atrai 15 mil visitantes únicos por mês. 

A empresa informa ter conseguido um bom retorno – somente em abril de 2016, dez apartamentos foram vendidos por essa estratégia – e o custo chega a ser até quatro vezes menor que o do marketing tradicional. Segundo Ricardo Bianchini, analista de marketing digital da Precon, a atração pelo conteúdo traz um cliente já mais engajado com a marca e mais propenso a comprar. “Ser mais agressivo no marketing digital é uma oportunidade única porque, especialmente em um ramo concorrido como o nosso, as grandes empresas ainda não exploram tão bem esse filão”, diz ele. 

Além do blog próprio, a Precon buscou parcerias em posts patrocinados em blogs diversos, em anúncios no Facebook e no Google. Agora, a empresa, que tem seu foco na comercialização de apartamentos inseridos no “Minha Casa, Minha Vida”, programa do governo federal, começa a aplicar o inbound também em seu outro ramo: pré­fabricados de concreto para sistemas construtivos comercializados para empresas como Vale, Fiat e outras. 

Os dados coletados com diferentes estratégias digitais – que incluem landing pages com material mais aprofundado, como  e­books – servem também para definir o contato da equipe de vendas diretas: as personas que se aproximam mais do perfil da Precon são contatadas primeiro, deixando os perfis mais distantes para segundo plano. Trata­se de uma mudança simples que otimiza o processo e melhora os resultados. “Na crise, as pessoas estão mais carentes de informação e buscam se aprofundar para decidir uma compra”, lembra Bianchini. 

Com a triagem feita na atuação online, e também off­line, os corretores já recebem o cliente pré­selecionado e a chance de concretizar as vendas aumenta. Resultado? Muito do crescimento de 400% nos últimos cinco anos declarado pela empresa se deve ao inbound.

**PONTO FRIO E O SOCIAL SELLING**

O Ponto Frio transformou o Twitter em um case de sucesso mundial em termos de social selling. Os números públicos impressionam: são mais de 500 mil interações com usuários desde 2009, cifra maior que todos os outros top 10 de e-commerce do Brasil somados, e uma madrugada de Black Friday pode ter 4 mil interações. Os valores não são divulgados desde que a empresa abriu capital, mas em 2011 suas vendas sociais já atingiam R$ 20 milhões e, conforme os gestores, subiram muito. Uma verdadeira estratégia de guerra, com uma equipe de 11 pessoas, foi montada por trás do simpático personagem que já era a cara da companhia: o Pinguim. Mais que o faturamento, a experiência serve para aprimorar a logística, redefinir produtos e dar outra identidade ao relacionamento com o consumidor.

O projeto quis falar a língua do usuário: o Pinguim conversa com todo mundo, abordando hashtags inclusive, e as pessoas gostam disso. O ciclo de empatia se converte em atendimento diferenciado, vantagens exclusivas oferecidas somente pela equipe do Twitter. “Muitos usuários se sentem amigos do Pinguim e acabam comprando conosco, mesmo em casos em que não temos o melhor preço, porque sabem que terão um atendimento diferenciado”, diz Guilherme Simões, gerente de marketing responsável pela conta. A proximidade é tanta que a equipe até já recebeu convites para ir a casamentos de clientes por mensagens privadas. 

As informações são acompanhadas em tempo real, com uma ferramenta de desenvolvimento próprio integrada com o CRM do Ponto Frio. Os relatórios diários são analisados e, periodicamente, a equipe da conta se reúne com a diretoria para avaliar o que é possível melhorar com base no feedback dos clientes. 

Também há integração direta com a gestão da empresa para negociar nas áreas comercial e de logística. “Já mudamos transportadoras em regiões específicas e até adaptamos um sofá com o fornecedor, por exemplo, diminuindo seu tamanho para se adaptar a apartamentos menores, conforme as reclamações dos clientes”, conta Simões. A mudança resultou em um produto que vende bem mais do que o anterior. 

Os analistas sociais da equipe tentam achar o tom certo de assertividade e resposta com os diferentes públicos também com a ajuda da inteligência artificial com base em um imenso backlog disponível para aumentar a rapidez de retorno. Para Simões, essa estratégia de vendas ajuda tanto a vender especialmente pelas informações que gera para a empresa.

**LIKESTORE,  UM CASO EM ABERTO**

Para a Likestore, plataforma de vendas online lançada em 2010 baseada no Facebook, o retorno de mídia e de usuários do social selling ainda não ficou rentável. Segundo Ricardo Grandinetti, seu diretor, a expectativa de retorno foi frustrada por motivos diversos: as dificuldades de desenvolvimento da plataforma, a não familiaridade de uso pelos usuários e as próprias mudanças implantadas pelo Facebook. Para Grandinetti, mesmo a excelente repercussão na mídia foi um problema. “Trouxe muito tráfego de clientes, dando visibilidade ao negócio, mas não nos deixou trabalhar direito”, conta. 

O produto da Likestore é uma plataforma de vendas para produtos bacanas que usassem o Facebook como tráfego e o MOIP como ferramenta de pagamento, cobrando 2% de comissão em cada venda, e foi aperfeiçoado. 

No entanto, o avanço tecnológico colocou a empresa em uma espécie de limbo mercadológico: a plataforma segue rodando e aceitando novos clientes, mas os sócios passaram a se dedicar ao MOIP, sistema de pagamento independente do fundo Ideiasnet, que, em 2016, foi vendido por R$ 165 milhões para a alemã Wirecard – compartilhava os mesmos desenvolvedores da Likestore. As mudanças de negócio do próprio Facebook também dificultaram o êxito do social selling da Likestore. 

O FB alterou a forma de funcionamento da timeline, a maneira de organizar as fanpages e, principalmente, o open graphics para desenvolvedores, que existia no início com informações valiosas e foi limitado ao máximo. A aposta do FB passou a ser na venda de mídia em si e a Likestore não conseguiu acompanhar. Resultado: em seu auge, em 2013, a plataforma tinha 1,3 mil lojas, 150 mil cadastros de interessados e mais de R$ 20 milhões em transações ao ano. 

Hoje, são 450 lojas e, em 2015, um volume de transações em torno de R$ 10 milhões. Ainda assim, os sócios da Likestore podem voltar a investir no empreendimento, uma vez que a marca continua forte, segundo Grandinetti. “Volta e meia, cogitamos focar mais alguns nichos, como famosos, webcelebrities e youtubers, por exemplo”, diz.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A longevidade está criando o próximo grande mercado

O crescimento da população acima dos 60 anos está alterando padrões de consumo, comportamento e bem-estar em velocidade crescente. Para as empresas, o desafio não é criar soluções para idosos, mas compreender como a própria noção de envelhecimento está mudando e quais oportunidades surgem a partir dessa nova realidade.

Compliance virou estratégia no agronegócio

A crescente complexidade regulatória da armazenagem e distribuição de agroquímicos elevou o nível de responsabilidade das empresas do setor. O que antes era visto como uma exigência burocrática agora impacta diretamente a sustentabilidade financeira, jurídica e reputacional das organizações.

O que muda na cadeia do cobre com o fim da Substituição Tributária

Ao eliminar distorções fiscais e reduzir a antecipação do recolhimento do ICMS em determinados produtos, as novas regras trazem mais equilíbrio tributário para fabricantes e distribuidores. A mudança não reduz necessariamente a carga tributária, mas pode melhorar o fluxo de caixa, simplificar operações e impulsionar a competitividade do setor.

A nova morada dos softwares são as interfaces de IA

Durante anos, as empresas disputaram espaço na tela dos usuários por meio de aplicativos, portais e plataformas digitais. Agora, a ascensão das interfaces de inteligência artificial inaugura uma nova lógica: em vez de buscar atenção, os softwares passam a competir para estar presentes no momento exato em que uma decisão é tomada.

O que observei quando parei de apenas assistir ao Mind Summit 2026

Entre ciência da felicidade, burnout, inteligência artificial e futuro do trabalho, a 4ª edição do Mind Summit deixou à autora uma pergunta maior: em um mundo saturado de informação, como distinguimos evidência, narrativa e ideias realmente capazes de mudar a forma como trabalhamos?

Estratégia, Finanças
16 de agosto de 2026 15H00
O envelhecimento populacional, a incorporação de novas tecnologias e o aumento das demandas assistenciais estão pressionando os custos da saúde em níveis inéditos. Mais do que analisar despesas, entender a formação do orçamento hospitalar tornou-se uma competência estratégica para operadoras que buscam conciliar qualidade assistencial, eficiência operacional e sustentabilidade de longo prazo.

Anderson Farias - CEO da TopSaúde Hub

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Liderança, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de agosto de 2026 10H00

Denise Joaquim Marques - Consultora internacional de negócios, especialista em Vendas e Marketing

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
15 de agosto de 2026 14H00
Sistemas desconectados, estoques imprecisos e perdas recorrentes tornam o hortifrúti uma das operações mais complexas do varejo alimentar. Ao contrário das promessas de transformação total, a inteligência artificial vem demonstrando valor justamente onde consegue reconstruir informações, prever demanda e apoiar decisões com impacto direto sobre vendas e desperdício.

Marco Perlman - CEO da Aravita

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Estratégia, Ecossistema
15 de agosto de 2026 08H00
Embora a maioria das empresas reconheça o potencial dos ecossistemas de parceiros para gerar receita e ampliar mercados, poucas conseguem transformar essa ambição em resultados consistentes. O artigo explora por que a construção de um ecossistema eficaz vai muito além da criação de um canal comercial, exigindo arquitetura, governança, ativação e uma estratégia capaz de conectar parceiros aos objetivos de crescimento do negócio.

Juliana Tubino e Nara Vaz Guimarães - Cofundadoras do Ecossistema Octo e coautoras do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Marketing
14 de agosto de 2026 13H00
Ao visitar um dos vinhedos mais renomados de Bordeaux, o autor encontrou uma reflexão que ultrapassa o universo do vinho e alcança empresas, famílias e instituições. A decisão do Château Lafleur de abandonar uma denominação de origem histórica revela um dilema cada vez mais presente nas organizações: como preservar princípios e identidade em um mundo que exige adaptação constante?

Antonio Carlos Matos da Silva - Conselheiro independente associado ao IBGC

Oferecido por:
5 minutos min de leitura
Liderança
14 de agosto de 2026 08H00
Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

Oferecido por:
13 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de agosto de 2026 14H00
Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Marcos Gurgel - Diretor Comercial na divisão Avitum da B. Braun Brasil

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

Oferecido por:
6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

Oferecido por:
7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

Oferecido por:
4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução