Uncategorized

Como a análise de dados mantém as cadeias de suprimentos funcionando durante a pandemia

A rápida disseminação da Covid-19 colocou a vertical de supply chain em um momento de muita pressão. Como muitas indústrias dependem de bens e materiais vindos de diferentes partes do mundo, os tomadores de decisão precisam fazer ajustes rápidos para atender às necessidades de suprimentos e garantir a resiliência da operação.
Vice-Presidente para a América Latina da Alteryx, empresa líder em software de análise de dados

Compartilhar:

Poucos integrantes do cenário de negócios sentem o efeito de uma grande crise como uma cadeia de suprimentos. 

Um único evento pode ter um efeito dominó, fazendo com que muitas empresas se sintam navegando em águas desconhecidas. 

Líderes de setores que prosperam na quarentena, ou que preveem uma forte retomada quando o confinamento terminar, devem agir rapidamente para implementar medidas que garantam a escalabilidade da demanda.

A maioria dos donos e gestores de negócios entende a importância da capacidade de resposta quando se trata de mudanças inesperadas, mas os cenários de crise trazem desafios sem precedentes e pressões adicionais. 

Nesse tipo de situação, proteger a cadeia de suprimentos requer rapidez e habilidade, assim,  é melhor planejar com antecedência do que ser forçado a se atualizar no meio do furacão.

Obviamente, é difícil prever e superar desastres naturais e acidentes, mas ser capaz de reproduzir cenários e ter um plano de recuperação é essencial. 

Para isso, é necessário ter clareza sobre a situação de todos os setores da empresa, agir rapidamente e contar com recomendações preparadas para a tomada de ações. 

À medida que as empresas se recuperarem dessa crise, o foco do planejador para o próximo ano será usar os dados, num primeiro momento, para aumentar a transparência de suas operações, em seguida, usar essa transparência para entender a exposição a riscos e, finalmente, fazer recomendações para planejar adequadamente. 

A análise de dados pode ajudar a aumentar a resposta de emergência para prever o que está acontecendo na demanda e, assim, manter a cadeia de suprimentos em movimento.

Construindo cadeias de suprimentos robustas
——————————————-

Para evitar riscos futuros é necessário aproveitar a abundância de dados produzidos por inúmeras fontes, e muitas variáveis devem ser analisadas para fornecer os insights cruciais necessários para antecipar onde as lacunas podem aparecer.

A tomada de decisões críticas requer boas informações e bons dados. Estes, consequentemente, devem servir como estabilizadores para ajudar as empresas a modelar cenários de negócios em perspectiva, permitindo a avaliação, adaptação e correções de curso necessárias em resposta às condições do mercado.

No entanto, o valor dos dados só é concretizado quando estes são onipresentes. Devem vir de todas as partes da organização ou a liderança ficará incapacitada. 

As empresas só podem tomar as melhores decisões com base em dados e análises que fornecem insights com a velocidade necessária – e para isso as informações devem estar disponíveis e acessíveis.

Sabemos que muitas empresas de sucesso têm uma comunidade de “cidadãos cientistas de dados”, isto é, trabalhadores com experiência analítica, hábeis em usar a tecnologia para encontrar padrões úteis e fazer correlações significativas. 

Apenas com base em suas habilidades cognitivas e nas poderosas soluções analíticas disponíveis, as empresas podem alavancar informações de valor considerável. 

Com as ferramentas certas, esse grupo pode analisar as interrupções na cadeia de suprimento em tempo real, enquanto identifica etapas para melhorar a resiliência e garantir sua continuidade no futuro.

Respostas transformadoras orientadas por dados
———————————————-

Administrar uma cadeia de suprimentos eficiente significa contabilizar vários fatores internos e externos que podem afetar o estoque. 

Espera-se que as empresas mantenham a produção mesmo em meio a falhas operacionais, recursos limitados e nenhuma clareza sobre como será o mundo no curto ou no longo prazo. 

Aqueles que já estavam aplicando estrategicamente análises ágeis e avançadas ao planejamento da cadeia de suprimentos se sairão melhor do que os outros nessa crise.

A estabilidade e a resiliência das análises repetíveis fornecem maior eficiência em toda a cadeia de suprimentos, por meio da habilitação de recursos que podem calcular ou redirecionar rapidamente uma frota, identificar escassez de suprimentos ou prever necessidades de pessoal. 

Mas, para obter percepções na velocidade da crise, é necessária uma base sólida e robusta de análise. 

As plataformas analíticas precisam ser capazes de trabalhar com uma ampla variedade de dados e fontes para alcançar esses tipos de resultados – estejam eles em sistemas internos proprietários, sites de fornecedores externos ou telemetria de rastreamento em tempo real, por exemplo. 

É por isso que as organizações precisam investir em plataformas analíticas de autoatendimento que as capacitarão a criar transparência de dados para todos, permitindo que os departamentos funcionais, com seus modelos de negócios particulares, utilizem usuários comerciais experientes como cidadãos cientistas de dados para ajudar a aplicar as lições aprendidas com essa crise e planejar para o futuro.

O poder da análise de dados vai muito além da capacidade de uma organização de enfrentar a tempestade, podendo servir como um fator fundamental para alcançar uma solução global. 

Paralelamente à reação às implicações comerciais de curto prazo, os líderes também precisam implementar uma estratégia analítica robusta que aproveite insights preditivos para identificar e saber reagir a futuras vulnerabilidades.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A pressão que não aparece no organograma: a carreira das mulheres exige mais remédios do que reconhecimento

Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade – estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Morte: a próxima fronteira do bem-estar

Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Os rumos da agenda de diversidade, equidade e inclusão nas empresas brasileiras em 2026

Os números de assédio e a estagnação das carreiras de pessoas com deficiência revelam uma verdade incômoda: a inclusão no Brasil ainda para na porta de entrada. Em 2026, o desafio não é contratar, mas desenvolver, promover e garantir permanência – com método, responsabilidade e decisões que tratem diversidade como estratégia de negócio, e não como discurso.

Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Estratégia
27 de março de 2026 07H00
Medir saúde organizacional deveria estar no mesmo painel que receita, margem e eficiência. Quando empresas tratam bem-estar como benefício e não como gestão, elas não só ignoram dados alarmantes - elas comprometem produtividade, engajamento e resultado.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

4 minutos min de leitura
ESG
26 de março de 2026 15H00
A capitulação da SEC diante das regras climáticas criou dois mundos corporativos: um onde ESG é obrigatório e outro onde é opcional. Para CEOs de multinacionais, isso não é apenas questão regulatória, é o maior dilema estratégico da década. Como liderar empresas globais quando as regras do jogo mudam conforme a geografia?

Marceli Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de março de 2026 09H00
À medida que desafios logísticos se tornam complexos demais para a computação tradicional, este artigo mostra por que a computação quântica pode inaugurar uma nova era de eficiência para o setor de mobilidade e entregas - e como empresas que começarem a aprender agora sairão anos à frente quando essa revolução enfim ganhar escala.

Pâmela Bezerra - Pesquisadora do CESAR e professora de pós-graduação da CESAR School e Everton Dias - Gerente de Projetos

7 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
25 de março de 2026 15H00
IA executa, analisa e recomenda. Cabe ao líder humano decidir, inspirar e construir cultura.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
ESG
25 de março de 2026 09H00
Quando propósito vira vantagem competitiva, manter impacto e lucro separados é mais que atraso - é miopia estratégica.

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

5 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
24 de março de 2026 14H00
Quando a geopolítica esquenta, o impacto não começa nos noticiários - começa na planilha: energia mais cara, logística pressionada, insumos instáveis e margens comprimidas. Este artigo revela por que guerras longínquas se tornam, em poucos dias, um problema urgente de precificação, estratégia e sobrevivência financeira para as empresas.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
24 de março de 2026 07H00
À medida que a China eleva a inteligência artificial incorporada e as interfaces cérebro‑máquina ao status de indústrias estratégicas, uma nova disputa tecnológica global se desenha - e o epicentro da inovação pode estar prestes a mudar de coordenadas.

Leandro Mattos - Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
23 de março de 2026 14H00
Entre inovação, sustentabilidade e segurança regulatória, o modelo de concessões evolui para responder aos novos desafios da mobilidade urbana no Brasil.

Edson Cedraz - Sócio-líder para a indústria de Government & Public Services e Fernanda Tauffenbach - Sócia de Infrastructure and Capital Projects

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional, Inovação & estratégia
23 de março de 2026 08H00
Num setor que insiste em se declarar neutro, este artigo expõe a pergunta incômoda que a tecnologia evita - e revela por que ampliar quem ocupa a mesa de decisões é urgente para que o futuro não repita o passado.

Roberta Fernandes - Diretora de Cultura e ESG do CESAR

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
22 de março de 2026 08H00
Num mundo em que qualquer máquina produz texto, imagem ou vídeo em segundos, o verdadeiro valor deixa de estar na geração e migra para aquilo que a IA não entrega: julgamento, intenção e a autoria que separa significado de ruído - e conteúdo de mera repetição.

Diego Nogare - Especialista em Dados e IA

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...