ESG
6 min de leitura

Dia internacional da felicidade e sua revolução em ação

Continuando nosso especial sobre o dia 20 de março como Dia Internacional da Felicidade, vamos falar sobre sua importância e este dia escolhido!
Especialista em Psicologia Positiva. Consultora e instrutora em Happiness Education em instituições corporativas e educacionais. É mentora nos cursos do Dr.Tal Ben-Shahar no Brasil. Formada em Administração de empresas com ênfase em Marketing e MBA em Estratégia e Inovação de Negócios, trabalhou como gestora em grandes empresas no Brasil e na Inglaterra, onde viveu por mais de 10 anos, com experiências profissionais também em países como Estados Unidos e Espanha.

Compartilhar:

Felicidade

Vinte de março, Dia Internacional da Felicidade!

Instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em junho de 2012 e passando a ser celebrado anualmente desde então, é um convite à celebração da felicidade em nossas vidas.

Num primeiro momento pode parecer um dia para praticar o pensamento positivo, fazer boas ações ou para agradecer pelas coisas que nos fazem felizes, mas na verdade é um projeto que tem um propósito mais sério.

A relevância deste dia está em destacar a importância da felicidade e do bem-estar como objetivos fundamentais e universais para todos os seres humanos. Ao designar um dia específico, a ONU e outras organizações visam aumentar a conscientização sobre a importância do bem-estar, principalmente em relação ao impacto coletivo que isso pode trazer.

A proposta é promover a ideia de sustentabilidade: o crescimento econômico e o desenvolvimento material não devem ser os únicos indicadores de progresso e sucesso de uma sociedade; a felicidade e o bem-estar das pessoas devem ser considerados igualmente importantes e serem indicadores cruciais nessa jornada.

O objetivo é incentivar os países a adotarem políticas e programas que promovam o bem-estar geral de seus cidadãos, sendo também uma ocasião para nos lembrar de que a felicidade é mais do que apenas um estado pessoal; é um objetivo global que pode ser alcançado através do apoio mútuo e do compromisso comum com o bem-estar humano.

A criação da data foi inspirada em uma reunião das Nações Unidas, em abril de 2012, sobre o tema “Felicidade e Bem-Estar: Definindo um Novo Paradigma Econômico”. A escolha do dia se deu peloequinócio vernal, que ocorre por volta dessa época a cada ano. Este momento, na época, marca o início da primavera no Hemisfério Norte, que está associado com os temas de renovação, crescimento e positividade.

Na ONU, a reunião debateu a iniciativa do Butão, país asiático que reconheceu a supremacia da felicidade nacional sobre a renda desde o início dos anos 1970 e adotou adotou o famoso conceito de Felicidade Nacional Bruta (FNB) ou Felicidade Interna Bruta (FIB) indo além do tradicional Produto Interno Bruto (PIB). Assim, conseguem avaliar fatores como saúde mental e física, educação, uso do tempo, vitalidade comunitária, preservação cultural e qualidade do meio ambiente.

Em termos de dados concretos sobre esse índice de felicidade, o país não divulga uma pontuação numérica específica, no entanto, várias pesquisas e estudos qualitativos indicam que a maioria dos habitantes desfruta de um bom nível de satisfação com a vida e um forte senso de comunidade.

Encontramos também esse mesmo “nível de felicidade” nas pessoas que vivem nas chamadas “Zonas Azuis”, que são frequentemente consideradas felizes devido a vários fatores que contribuem para o seu bem-estar e qualidade de vida.

As Blue Zones são regiões geográficas ao redor do mundo onde as pessoas têm uma expectativa de vida mais longa e desfrutam de níveis mais altos de saúde e felicidade em comparação com outras áreas.

Um dos principais motivos pelos quais as pessoas nessas regiões são consideradas felizes são as conexões sociais significativas. Elas tendem a ter fortes laços comunitários, geralmente mantêm relacionamentos próximos com familiares, amigos e vizinhos, o que proporciona apoio emocional, senso de pertencimento e propósito.

Nesse sentido, há um número crescente de evidências que apontam que os relacionamentos são fortes indicadores sobre a felicidade. Não é dinheiro, prestígio ou sucesso, mas sim o tempo que passamos com as pessoas de quem gostamos, que se preocupam conosco e que nos dão apoio nos momentos difíceis.

Os pesquisadores estadunidenses Ed Diener e Martin Seligman, dois dos principais pesquisadores no campo da psicologia positiva e do bem-estar subjetivo, bem como outros pesquisadores, como Tal Ben-Shahar, conduziram pesquisas significativas sobre a relação entre relacionamentos sociais e felicidade, demonstrando consistentemente que pessoas com conexões sociais mais fortes tendem a relatar níveis mais altos de satisfação com a vida e emoções positivas.

“Todos nós queremos ser mais felizes”, destaca Tal Ben-Shahar. “A felicidade é um fim em si mesma, mas a felicidade também é um meio para atingir um fim. Ou seja, se você aumentar os níveis de bem-estar, os relacionamentos melhoram, o trabalho em equipe melhora, o desempenho melhora, quer estejamos falando de crianças e jovens na escola ou de funcionários de uma empresa. Vemos que o envolvimento e a motivação aumentam. Existem tantos subprodutos da felicidade, efeitos colaterais positivos da felicidade…”

Hoje milhares de estudantes e graduados ao redor do mundo, incluindo o Brasil, lideram um movimento chamado a Revolução da Felicidade em Ação, inspirando, facilitando e divulgando teorias e práticas da ciência de ser feliz.

Felicidade é relevante precisa valer a pena!

Compartilhar:

Artigos relacionados

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Cultura organizacional, Inovação & estratégia, Liderança
9 de julho de 2026 15H00
O maior risco da sucessão não é a troca de comando. É deixar para depois. Este artigo mostra por que a continuidade dos negócios depende menos dos herdeiros e mais da preparação, da governança e da capacidade de construir o próximo ciclo de crescimento.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio da FC Partners

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Cultura organizacional, Tecnologia & inteligencia artificial
9 de julho de 2026 08H00
A inteligência artificial já consegue executar boa parte do trabalho operacional. O que ela ainda não faz é dar sentido, construir confiança e imaginar futuros. Este artigo mostra por que o verdadeiro gargalo das empresas deixou de ser tecnológico e passou a ser a forma como lideram, colaboram e tomam decisões.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
8 de julho de 2026 15H00
A inteligência artificial deixou de ser um projeto da área de tecnologia e passou a fazer parte da rotina de todas as áreas da empresa. O problema é que, em muitos casos, sua adoção avança mais rápido do que os mecanismos de segurança, compliance e governança capazes de sustentá-la.

Rodrigo Hülsenbeck - CEO da Premiersoft

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
8 de julho de 2026 08H00
A maior vulnerabilidade da era da IA pode não estar nos profissionais juniores, mas nos cargos criados para coordenar fluxos e transmitir informações. O que acontece quando a tecnologia passa a fazer isso melhor, mais rápido e mais barato?

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

4 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
7 de julho de 2026 14H00
Entre Polônia e Brasil, teatro e negócios, cultura e estratégia, a autora propõe uma reflexão instigante sobre pertencimento, inteligência cultural e a capacidade, cada vez mais rara, de pensar com independência em um mundo saturado de narrativas.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

15 minutos min de leitura
Liderança
7 de julho de 2026 08H00
As mulheres brasileiras nunca estudaram tanto nem estiveram tão qualificadas para ocupar posições de decisão. Este artigo discute por que a desigualdade de representação persiste e como educação, networking e visibilidade continuam sendo fundamentais para transformar preparo em oportunidade.

Luiza Helena Trajano - Presidente do Conselho do Magazine Luiza e Presidente do Grupo Mulheres do Brasil

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
6 de julho de 2026 16H00
Enquanto o networking superficial busca visibilidade, as conexões que realmente transformam carreiras nascem da credibilidade construída em projetos, desafios e relações pautadas pela confiança.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

6 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
6 de julho de 2026 09H00
Com a aceleração da inteligência artificial e a explosão de conteúdo, a liderança passa a exigir menos consumo de informação e mais capacidade de interpretar tendências, conectar contextos e tomar decisões em meio à complexidade.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

6 minutos min de leitura
ESG
5 de julho de 2026 14H00
O maior risco do ESG não está no “E” nem no “S”, mas na fragilidade da governança que deveria sustentar ambos. Este artigo mostra como a NBR ISO 37301 ajuda organizações a transformar ética, compliance e gestão de riscos em evidências concretas de maturidade ESG.

Fernando Palamone - CEO da RT-One

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
5 de julho de 2026 09H00
Enquanto as marcas continuam disputando atenção nos feeds, as conversas que realmente influenciam percepções e decisões migraram para espaços mais fechados e menos visíveis. Este artigo mostra por que o futuro da relevância pode estar justamente onde os algoritmos não alcançam.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo