Bem-estar & saúde
3 minutos min de leitura

Eficiência e redução de custos: o papel estratégico da telemedicina nas empresas

Com custos de saúde corporativa em alta, a telemedicina surge como solução estratégica: reduz sinistralidade, amplia acesso e fortalece o bem-estar, transformando a gestão de benefícios em vantagem competitiva.
Cofundadora da h.ai, uma healthtech brasileira focada na democratização do acesso à saúde por meio de soluções de telemedicina ampliada. A executiva se formou em Comunicação Social e iniciou sua carreira no setor publicitário, atuando com grandes marcas do varejo como Pantene e Colgate. Ao longo de sua trajetória, a executiva francesa contribuiu para mudanças disruptivas na comunicação e na criação de novos modelos de negócios, incluindo a implementação do serviço de TV por Assinatura no Brasil. Loraine teve uma passagem importante no Grupo United Health, onde atuou como Chief of Staff do Presidente no Brasil. Foi nesse contexto que ela encontrou seu verdadeiro propósito, atuando com saúde e tecnologia. Após essa experiência, a executiva torna-se uma das fundadoras da

Compartilhar:


Não é novidade que a gestão da saúde nas organizações sempre representou uma parte significativa dos custos destinados aos colaboradores nas empresas brasileiras. Estima-se que os gastos com saúde corporativa representem entre 12% e 20% do orçamento do setor de Recursos Humanos em indústrias, por exemplo, e cerca de 13% da folha salarial, em média, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A coparticipação ameniza esse impacto, mas, ainda assim, os benefícios têm um custo elevado.

Tenho acompanhado profissionais de RH na busca por alternativas que ampliem a eficiência operacional da saúde corporativa sem comprometer a qualidade dos serviços e o atendimento oferecido aos colaboradores. Afinal, tudo isso faz parte de um pacote de benefícios que contribui para o bem-estar e o clima organizacional.

É nesse contexto que a telemedicina tem ganhado espaço nas grandes empresas. Com o avanço da Internet das Coisas e da Inteligência Artificial aplicadas à saúde, abre-se um caminho promissor para o acompanhamento preventivo da saúde dos colaboradores, especialmente aqueles com doenças crônicas. O atendimento via telemedicina, por meio de cabines inteligentes, por exemplo, reduz a sinistralidade e o absenteísmo, fortalece o bem-estar emocional e, ao mesmo tempo, melhora a imagem da organização como uma empregadora moderna e cuidadosa.

Para se ter uma ideia, ao contar com um polo de teleatendimento, os colaboradores podem acessar a cabine a qualquer momento diante de eventuais necessidades de saúde, em vez de se deslocarem até um pronto-socorro e enfrentarem longas esperas.

Hoje já existem soluções de telemedicina ampliada que garantem até 15 tipos de exames, desde a aferição da pressão arterial até eletrocardiograma, além de exames mais específicos, como audiometria e acuidade visual.

Oferecer esse tipo de cuidado de forma tão acessível já vem trazendo resultados significativos na redução da sinistralidade, principalmente entre pacientes crônicos. Afinal, com o monitoramento contínuo, evitam-se complicações mais graves e, consequentemente, custos mais elevados para todo o ecossistema da saúde corporativa. Empresas como a Cogna Educação, uma das maiores organizações educacionais do Brasil, já registram economia com queda de até 50% na sinistralidade.

A telemedicina também abre oportunidades para que as organizações ampliem a gama de especialidades oferecidas aos colaboradores. O cuidado com a saúde mental, por exemplo, nunca esteve tão presente nas pautas dos RHs. Por meio da telemedicina, é possível disponibilizar atendimentos com psicólogos e psiquiatras para todos os níveis hierárquicos da organização, com privacidade e segurança.

Outro exemplo se aplica a especialidades como a fonoaudiologia. Em um programa de treinamento de oratória para lideranças, por exemplo, o profissional pode receber atendimento personalizado e eficaz dentro da cabine, de maneira prática e mais econômica.

Sem dúvidas, a telemedicina nas empresas é uma tendência para os próximos anos. É vantajosa para o colaborador, que ganha em tempo, praticidade e saúde, e também para a empresa, que conquista maior eficiência operacional na gestão da saúde, reduz sinistralidade e absenteísmo, além de contribuir para o bem-estar, o clima organizacional e, consequentemente, sua imagem como marca empregadora.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quando tudo vira conteúdo, o que ainda forma pensamento?

A inteligência artificial resolveu a escala do conteúdo – e, paradoxalmente, tornou a relevância mais rara. Em um mercado saturado de vozes, o diferencial deixa de ser produzir mais e passa a ser ajudar a pensar melhor, por meio de curadoria, experiências e comunidades que realmente transformam.

Fornecedores, riscos e resultados: a nova equação da competitividade

Em um mundo em que pandemias, geopolítica, clima e regulações desmontam cadeias de fornecimento inteiras, este artigo mostra por que a gestão de riscos deixou de ser operação e virou sobrevivência – e como empresas que ainda tratam sua cadeia como “custo” estão, na prática, competindo de olhos fechados.

Apartheid climático: Quando a estratégia ESG vira geopolítica

A capitulação da SEC diante das regras climáticas criou dois mundos corporativos: um onde ESG é obrigatório e outro onde é opcional. Para CEOs de multinacionais, isso não é apenas questão regulatória, é o maior dilema estratégico da década. Como liderar empresas globais quando as regras do jogo mudam conforme a geografia?

Inovação & estratégia
26 de fevereiro de 2026
Diante dos desafios crescentes da mobilidade, conectar corporações, startups, parceiros e especialistas em um ambiente colaborativo pode ser o caminho para acelerar soluções, transformar ideias em projetos concretos e impulsionar a inovação nesse setor.

Juliana Burza - Gerente de Novos Negócios & Produtos de Inovação no Learning Village

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de fevereiro de 2026
No novo jogo do trabalho, talento não é ativo para reter - é inteligência para circular.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
25 de fevereiro de 2026
Enquanto o discurso corporativo vende inovação, o backoffice fiscal segue preso em planilhas - e pagando a conta

Isis Abbud - co-CEO e cofundadora da Qive

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
24 de fevereiro de 2026
Estudos recentes indicam: a IA pode fragmentar equipes - mas, usada com propósito, pode ser exatamente o que reconecta pessoas e reduz ruídos organizacionais.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
23 de fevereiro de 2026
Com bilhões em recursos não reembolsáveis na mesa, o diferencial não é ter projeto - é saber estruturá‑lo sem tropeçar no processo.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89

5 minutos min de leitura
ESG
22 de fevereiro de 2026
Depois do Carnaval, março nos convida a ir além das flores e mimos: o Dia Internacional da Mulher nos lembra que celebrar mulheres é importante, mas abrir portas é essencial - com coragem, escuta e propósito.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
21 de fevereiro de 2026
A autêntica transformação cultural emerge quando intenção e espontaneidade deixam de ser opostas e passam a operar em tensão criativa

Daniela Cais – TEDx Speaker, Design de Relações Profissionais

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de fevereiro de 2026
A verdadeira vantagem competitiva agora é a capacidade de realocar competências na velocidade das transformações

Cristiane Mendes - CEO da Chiefs.Group

4 minutos min de leitura
Liderança, Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de fevereiro de 2026
A crise silenciosa das organizações não é técnica, é emocional - e está nos cargos de poder.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
18 de fevereiro de 2026
Quando 80% não se sentem realizados, o problema não é individual - é sistêmico.

Tatiana Pimenta - CEO da Vittude

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...