Inovação & estratégia
2 minutos min de leitura

Inovação virou desculpa para má gestão

Quando a inovação vira justificativa para desorganização, empresas perdem foco, desperdiçam recursos e confundem criatividade com falta de gestão - um risco cada vez mais caro para líderes e negócios.
Fundador e CEO da B2B Match, a mais exclusiva e impactante comunidade de CEOs e C-Levels do Brasil. Com mais de duas décadas de experiência no mercado de eventos corporativos, ele já promoveu mais de 600 eventos voltados para líderes empresariais e é responsável por desenvolver experiências que conectam altos executivos e geram oportunidades de negócio em todo o país. Sob sua liderança, a B2B Match se consolidou como referência em conexões estratégicas para tomadores de decisão, reunindo mais de três mil profissionais de alto nível em eventos e iniciativas que unem conteúdo relevante, networking qualificado e impacto real para o ecossistema empresarial brasileiro.

Compartilhar:

Inovação tem sido uma das palavras mais repetidas nos últimos anos e isso não deve mudar este ano! Na sociedade atual, inovar nunca foi tão urgente e, paradoxalmente, nunca foi tão mal compreendido. Digo isso porque, em nome da inovação, empresas toleram processos frágeis, decisões improvisadas, metas difusas e estruturas de governança incompletas. Ou seja, o que deveria ser um motor de crescimento se tornou, em muitos casos, uma “justificativa elegante” para falhas básicas de gestão.

Nesse contexto, o problema não é a inovação em  si. É justamente o uso indevido do conceito para mascarar a ausência de disciplina organizacional. Atuo lado a lado com mais de três mil CEOs e C-levels do país e sei bem o quanto ambientes complexos exigem adaptação, velocidade e experimentação. No entanto, muitas organizações confundem essa demanda por agilidade com desorganização, e flexibilidade com falta de critérios claros.

Em 2025, infelizmente, não foram poucos os projetos que foram lançados sem objetivos claros, iniciativas que se multiplicaram sem priorização e decisões estratégicas que mudavam de rota a cada novo insight ou indicação de um algoritmo. E sabe o pior?! Tudo isso costuma ser explicado com uma frase recorrente: “Estamos inovando.”

Reforço a mensagem: inovação não elimina a necessidade de método. Pelo contrário: quanto maior a incerteza, maior deve ser a maturidade da gestão. Percebo, na prática, que empresas verdadeiramente inovadoras são aquelas que dominam o básico: sabem onde estão, onde querem chegar e como medir progresso. Elas testam, erram e aprendem, mas dentro de limites claros, com accountability e decisões baseadas em dados.

Quando a inovação é usada como desculpa para a falta de foco, o impacto aparece em diferentes níveis, como desperdício de recursos, equipes exaustas, baixa previsibilidade e dificuldade de escalar soluções que funcionam e resolvem problemas reais. Além disso, a ausência de critérios claros mina a confiança interna. Profissionais deixam de se engajar quando percebem que prioridades mudam constantemente e que não há conexão entre esforço e resultado.

O papel da liderança, principalmente em um ano intenso como este, não é proteger a inovação de regras, mas criar estruturas que permitam experimentar com responsabilidade. Isso inclui definir métricas adequadas, estabelecer rituais de acompanhamento e saber interromper iniciativas que não entregam valor. Outro ponto realmente importante é entender que inovar também é dizer “não”.

Nesse hype ‘ruim’, as empresas que usam a inovação como álibi para desorganização estão, na prática, adiando problemas estruturais. Ou seja, não muito longe seus líderes e liderados serão impactados por gargalos que foram ‘jogados para baixo do tapete’ e que podem ter um enorme impacto nos negócios. Por outro lado, as companhias que prosperam são aquelas que entendem que criatividade e disciplina não são opostas, são complementares.

Por fim, entendam: inovação sem gestão não é liberdade, é risco mal administrado (e pode custar caro!)

Compartilhar:

Fundador e CEO da B2B Match, a mais exclusiva e impactante comunidade de CEOs e C-Levels do Brasil. Com mais de duas décadas de experiência no mercado de eventos corporativos, ele já promoveu mais de 600 eventos voltados para líderes empresariais e é responsável por desenvolver experiências que conectam altos executivos e geram oportunidades de negócio em todo o país. Sob sua liderança, a B2B Match se consolidou como referência em conexões estratégicas para tomadores de decisão, reunindo mais de três mil profissionais de alto nível em eventos e iniciativas que unem conteúdo relevante, networking qualificado e impacto real para o ecossistema empresarial brasileiro.

Artigos relacionados

O líder que só corrige está desperdiçando talentos

A Psicologia Positiva desafia uma crença comum nas organizações: a de que líderes geram resultados principalmente corrigindo falhas. A ciência sugere outro caminho, fortalecer aquilo que já funciona para ampliar desempenho, engajamento e resiliência.

Liderança
21 de junho de 2026 15H00
A partir de uma experiência em meio a mudanças estruturais no setor financeiro, este artigo mostra que, em cenários de alta complexidade, o papel da liderança vai além da operação, exigindo capacidade de sustentar cultura, alinhar expectativas e manter a confiança em meio à incerteza.

Victor Papi - General Manager da Transfeera

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
21 de junho de 2026 08H00
Pagar mais já não basta, médicos estão escolhendo onde trabalhar pelo “como”, não pelo “quanto”. Este artigo revela como a disputa por médicos qualificados está sendo redefinida por fatores estruturais, organizacionais e de experiência profissional.

Rafael Duarte - CEO e fundador do Grupo RD Medicine

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, Tecnologia & inteligencia artificial
20 de junho de 2026 14H00
Se mais gente não significa mais resultado, o que ainda justifica equipes gigantes? Este artigo revela como a inteligência artificial está redefinindo estruturas, papéis e critérios de eficiência nas áreas de marketing e growth.

Brian Bittencourt - VP de Growth & Marketing da Woba

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
20 de junho de 2026 08H00
Mais de 92 mil pessoas foram demitidas em tech só nos primeiros meses de 2026, ao mesmo tempo em que big techs reportavam resultados recordes. O Gartner mostra que esses cortes não estão entregando ROI. O problema não é a tecnologia, é a intenção por trás dela.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

12 minutos min de leitura
Lifelong learning, Inovação & estratégia
19 de junho de 2026 14H00
Por trás de um dos reconhecimentos mais cobiçados da AWS, este artigo mostra que o verdadeiro diferencial não está em acumular certificações, mas em construir conhecimento consistente a partir da prática, da comunidade e da evolução contínua.

Alceu Conerado Neto - COO da Dati

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, User Experience, UX
19 de junho de 2026 08H00
A partir de uma cena cotidiana, este artigo expõe um erro recorrente nas organizações: confundir treinamento com preparo e transferir a curva de aprendizagem para o cliente, com impactos diretos na experiência e nos resultados.

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de junho de 2026 16H00
Entre a inovação e o risco, este artigo discute até onde se deve confiar na IA dentro do contexto clínico. A tecnologia, sem dúvidas, amplia capacidades, mas ainda depende de dados de qualidade, supervisão humana e confiança para cumprir seu potencial.

Adalene Tiso - Diretora da unidade Healthcare da Interplayers

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança, Lifelong learning
18 de junho de 2026 08H00
Por que empresas aprendem mais com fracassos analisados com honestidade do que com cases heroicos?

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de junho de 2026 15H00
O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia - mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Marcus Garcia - Diretor Comercial da Konia Tecnologia

3 minutos min de leitura
Lifelong learning
17 de junho de 2026 09H00
Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Daniel Luzzi - CEO Cognita Learning Lab

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo