ESG
3 minutos min de leitura

Mais do que compliance: como sua estratégia de ESG pode gerar resultados

ESG não é tendência nem filantropia - é estratégia de negócios. E quando o impacto social é parte da cultura, empresas crescem junto com a sociedade.
Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

Compartilhar:

Muito se fala sobre Environmental, Social and Governance (ESG) como um conjunto de medidas que respondem às exigências legais ou preservam a imagem das empresas. Mas, no contexto atual, isso não é o bastante. As companhias que de fato integram esses pilares ao coração da operação conquistam avanços reais, tanto em impacto positivo quanto em desempenho financeiro.

Essa não é mais uma tendência: é um caminho sem volta. Quem ainda enxerga o tema como um adendo está ficando para trás e rapidamente perdendo espaço no mercado.

Dentre os três eixos do ESG, o componente social costuma ser o mais desafiador. Isso porque ele exige muito mais do que discursos ou relatórios: requer prática consistente. Estamos falando de promover inclusão, ampliar a diversidade, garantir equidade de oportunidades, fortalecer vínculos com comunidades e assegurar relações de trabalho saudáveis e éticas.

Uma pesquisa recente da Beon ESG, feita em parceria com a Nexus e a Aberje, mostra que 51% das empresas médias e grandes no Brasil já criaram alguma estratégia de sustentabilidade, um salto de 14 pontos desde 2021. Além disso, 43% estipularam metas ambientais, e 40% já alinham seus compromissos a marcos globais como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ou o Acordo de Paris. Apesar disso, apenas 27% realizam avaliação de materialidade e somente 20% publicam relatórios específicos sobre o tema, o que revela um longo caminho de amadurecimento pela frente.

Nesse cenário, a Rede Mulher Empreendedora (RME) tem atuado como ponte entre o mundo corporativo e o impacto social de verdade. Já capacitamos milhares de mulheres no Brasil inteiro, com ações direcionadas à geração de renda, digitalização, crédito acessível e formação empreendedora. São iniciativas que mudam trajetórias e, ao mesmo tempo, fortalecem o posicionamento das marcas que se tornam nossas aliadas.

Negócios que adotam o ESG como parte da cultura organizacional e não como ferramenta de marketing ou obrigação regulatória, estão mais bem preparados para inovar, atrair talentos e construir confiança com seus públicos.

Um ótimo exemplo são as empresas que fomentam programas de aceleração direcionados aos grupos minorizados, como mulheres negras, indígenas, pessoas LGBTQIAPN+ e moradores de periferias. Esses segmentos ainda são pouco representados no ecossistema de inovação, mas têm um potencial imenso de gerar soluções e prosperidade.

Um dos programas na RME, focado em negócios liderados por mulheres nas bordas da cidade, demonstrou isso com clareza: muitas participantes mais do que dobraram seu faturamento após receberem apoio técnico, mentorias e microcrédito. Esse tipo de história mostra como uma atuação social bem estruturada pode movimentar a economia e não apenas cumprir metas institucionais.


Conexões que inspiram

Nos dias 3 e 4 de outubro, na Expo São Paulo, o Festival RME retornou com mais uma edição repleta de conteúdos e experiências transformadoras. O encontro foi um verdadeiro termômetro de como as lideranças estão compreendendo e incorporando o ESG em suas jornadas e também um espaço valioso para escuta, aprendizado e novas parcerias.

Ao longo do evento, ouvimos vozes de executivas, investidores e empreendedoras que estão redesenhando o jeito de fazer negócios: com mais justiça, responsabilidade e visão de futuro. São trocas que fortalecem o ecossistema como um todo e apontam caminhos para quem quer avançar com propósito.


ESG não é doação

Uma armadilha comum é enxergar o ESG com uma lente assistencialista. Mas essa visão reduz o potencial transformador do conceito. O que está em jogo não é “ajudar”, e sim construir juntos: cocriar soluções, assumir responsabilidades e garantir continuidade para os impactos gerados.

Quando feito com intencionalidade, esses pilares beneficiam todos os lados, desde empresa, sociedade até o meio ambiente. É uma equação onde todos ganham: o negócio cresce, o entorno evolui e o legado se fortalece.

Se você está em busca de uma maneira consistente e mensurável de tornar sua atuação mais responsável, nosso convite está aberto: venha construir com a gente. A RME oferece programas sob medida para empresas que desejam promover impacto social com foco, estratégia e resultados concretos.

Compartilhar:

Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

Artigos relacionados

Para quem tem martelo, tudo é prego

Quando a IA vira solução antes de existir o problema, o resultado tende a ser irrelevante. Este artigo mostra por que o erro das empresas não está na tecnologia, mas na ordem das decisões

O que o Brasil pode aprender com a China sobre agilidade, acessibilidade e mentalidade empreendedora

Por que uma sociedade que partiu de uma base agrária se tornou referência global em execução ágil, iteração contínua e adaptação sistêmica? A resposta não está apenas em políticas industriais ou acesso a capital. Está em um código cultural que transforma simplicidade, memória organizacional e julgamento contextual em vantagem competitiva – e que cabe perfeitamente no radar da gestão brasileira. Este artigo apresenta cinco lições operacionais da China, com cases empresariais, dados de 2025-2026 e reflexões aplicáveis a conselheiros e executivos latino-americanos.

Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de maio de 2026 08H00
Este artigo mostra que o problema não está na tecnologia, mas na manutenção de estruturas organizacionais inchadas e pouco preparadas para extrair valor da nova lógica do trabalho.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo
29 de maio de 2026 15H00
O problema não é a falta de empreendedoras, é um sistema que ainda não foi feito para elas. Este artigo mostra por que a formalização ainda é um obstáculo estrutural - e como redesenhar o sistema para transformar negócios invisíveis em motores reais de desenvolvimento econômico.

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

6 minutos min de leitura
Marketing, Inovação & estratégia
29 de maio de 2026 12H00
No ritmo do mundo, só permanece quem sabe se adaptar. Este artigo mostra por que a relevância das marcas não depende mais de presença ou investimento, mas da capacidade de interpretar o tempo, integrar diversidade e transformar propósito em ação concreta.

Pedro Del Priore - CEO da Agência Ginga

4 minutos min de leitura
Estratégia, Marketing
29 de maio de 2026 08H00
Este artigo revela por que o diferencial das marcas deixou de ser produção e passou a ser sensibilidade - a capacidade humana de interpretar cultura, criar significado e, sobretudo, ser lembrada.

Maurício Mansur - Fundador da IAMKT

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
28 de maio de 2026 17H00
Este é o segundo artigo de uma série que explora o setor farmacêutico brasileiro, suas capacidades industriais, dependências e posição na nova corrida global da saúde. Para sua elaboração, foram consideradas contribuições de Reginaldo Braga Arcuri, presidente executivo do Grupo FarmaBrasil, entidade que reúne algumas das principais fabricantes nacionais de medicamentos. Recomenda-se também a leitura do primeiro artigo da série.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

20 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
28 de maio de 2026 13H00
IA sem operação é só experimento caro. Este artigo revela por que a maioria das iniciativas ainda não gera impacto real - e como o verdadeiro desafio não está na tecnologia, mas na capacidade de estruturar, governar e operar processos em escala.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

3 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
28 de maio de 2026 08H00
Este artigo mostra como o mercado voluntário de carbono foi da narrativa ambiental para a lógica de investimento - e por que empresas que ainda tratam o tema como reputação estão ignorando uma nova infraestrutura de valor global.

Eduardo Joaquim da Silva - Coordenador do Comitê Estratégico e Expansão de Negócios da Sustentalli

3 minutos min de leitura
Liderança, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
27 de maio de 2026 17H00
Este artigo traz um compilado dos principais insights que emergiram da edição do ATD Summit 2026. Realizada em Los Angeles, entre os dias 17 e 20 de maio, as reflexões desse evento global precisam entrar, com urgência, na agenda de líderes e organizações.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
27 de maio de 2026 14H00
Ao propor o conceito PACE, este artigo argumenta que a inteligência artificial não apenas intensificou o caos, mas criou uma nova infraestrutura de ação - deslocando o foco da sobrevivência para a capacidade de operar, decidir e criar valor em um mundo reprogramável.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT e membro do Conselho de Administração da IMA

13 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
27 de maio de 2026 08H00
A crise do trabalho não é de esforço - é de estrutura. Este artigo mostra que nunca se investiu tanto em produtividade, e nunca o trabalho pareceu tão insustentável.

Tiago Amor - CEO na Lecom

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão