Gestão de Pessoas

Meninas/mulheres nas áreas de STEAM

Desde criança, mulheres não são encorajadas a seguir pela carreira de ciência, matemática, tecnologia, engenharia e artes (STEAM). A batalha contra a desigualdade continua e vários programas atuam nesta luta para equalizar a diferença de gênero e o machismo existente nestas áreas.
Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

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Sabia que foi uma mulher quem ajudou a criar a vacina contra o Covid-19? E o que falar de tantas outras figuras femininas importantes na ciência, como Marie Curie, Dorothy Vaughan, Mary Jackson, Katherine Johnson, Laysa Peixoto, entre outras.

E qual o propósito de citar essas mulheres que tiveram papéis primordiais em diferentes áreas da ciência? As citei com o intuito de ajudá-los a mergulhar no tema de hoje que é: Meninas/mulheres nas áreas de STEAM.

STEAM é uma sigla em inglês para os nichos de ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática. Porém, mesmo com nomes tão incríveis nesse e em outros setores dentro desse guarda-chuva, infelizmente as mulheres ainda são minorias nessas profissões. E tudo se deve – adivinhem só – ao machismo e ao preconceito.

Com certeza já deve ter reparado que os postos dentro dessas categorias são ocupados majoritariamente por homens. Em números, isso quer dizer que apenas uma mulher para cada quatro homens atuam nas áreas de STEAM, de acordo com um levantamento de 2021 feito pela UNESCO, em parceria com o British Council.

Esse número alarmante ocorre pela falta de incentivo por parte dos próprios professores, pais e até mesmo da sociedade, que acredita que muitas dessas profissões são essencialmente masculinas.

Sem contar que desde muito novas, meninas e mulheres são obrigatoriamente direcionadas para áreas específicas, que foram definidas para elas. Essa falta de equidade nesse setor – e em tantos outros – é chamada de segregação horizontal.

Entretanto, graças ao avanço da sociedade – que anda a passos lentos, mas melhor do que não andar para lugar nenhum -, esse cenário vem mudando.

Já existem, inclusive, alguns projetos, como o RME Acelera, criado pela Rede Mulher Empreendedora, e o Menina Ciência, Ciência Menina, da UFABC, que estimula garotas a ingressarem nas áreas de STEAM, Programas como Laboratória, Reprograma, PrograMaria e tantas outras iniciativas

Enquanto o nosso programa visa oferecer conhecimento para que mulheres ingressem nesse setor com seu negócio próprio, o projeto comandado pela Universidade Federal do ABC começa lá do início, ajudando alunas a entrarem em cursos universitários que fazem parte do nicho de STEAM.

E o suporte nessa fase inicial dos estudos é primordial, pois mesmo superando essa primeira barreira, que é entrar na universidade, muitas vezes a própria sala de aula é hostil por conta dos alunos e dos próprios professores.

Toda essa ajuda é oferecida pelo projeto justamente para evitar um cenário comum entre mulheres que desejam ingressar em STEAM: o de pedir transferência para um curso de humanas pela falta de acolhimento nesses ambientes onde homens ainda são predominantes.

Apesar de ainda estarmos bem longe da equidade nesses setores e não termos uma rede de apoio dos homens, tudo nos faz crer que em breve as áreas de STEAM estarão tomadas de mulheres inteligentes, super capazes e incríveis, que mostrarão que podemos sim ser cientistas, especialistas em tecnologia, engenheiras e muito mais.

Mais uma vez elas mostrarão que mulheres podem ser o que quiserem.

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Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República – CDESS. Presidente do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da UAM/Grupo Ânima. Reconhecida no ranking Melhores Líderes do Brasil da Merco e por prêmios como: Bloomberg 500 mais influentes da América Latina 2024, Melhores e Maiores 2024, Empreendedor Social 2023, Executivo de Valor 2023 e Forbes Brasil Mulheres Mais Poderosas 2019. Autora do livro “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino".

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