Inovação & estratégia
3 minutos min de leitura

O agro já digitalizou o campo – agora precisa transformar o negócio

Este artigo mostra como o agronegócio brasileiro precisa evoluir para uma arquitetura integrada de dados e gestão - transformando tecnologia em vantagem competitiva, governança robusta e valor sustentável no longo prazo.
A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.
Por Adilson Martins - Sócio líder para o setor de agronegócio da Deloitte; André Ferreira - VP Global de Agronegócios da SAP; Lígia Penna -Sócia de Enterprise Technology & Performance da Deloitte e Rafael Okuda - Vice-presidente de Agribusiness & Food da SAP Brasil.

Compartilhar:

A transformação digital no agronegócio brasileiro deixou de ser uma tendência futura para se tornar uma necessidade estratégica. Em um setor historicamente orientado à eficiência operacional no campo, a tecnologia passa agora a ocupar um papel central também na gestão, na governança e na tomada de decisão. Essa jornada envolve a modernização de sistemas, a integração de dados e a adoção de plataformas capazes de conectar o negócio de ponta a ponta – do planejamento produtivo ao financeiro, passando por operações agrícolas, logística, compliance e sustentabilidade.

Apesar dos avanços, o nível de maturidade digital do agro ainda é heterogêneo. O desafio não está apenas em adotar tecnologias pontuais, mas em evoluir para uma arquitetura digital integrada, onde dados operacionais e corporativos convergem para suportar decisões em escala. Enquanto tecnologias ligadas à agricultura de precisão já fazem parte da rotina de muitas operações, iniciativas estruturantes – como a migração para plataformas integradas de gestão, o uso de inteligência artificial e analytics avançados – ainda avançam de forma mais cautelosa. Isso se deve, em grande parte, à necessidade clara de comprovação de retorno sobre o investimento, um fator decisivo para um setor que tradicionalmente prioriza segurança, previsibilidade e resultados de longo prazo.

Esse movimento ocorre em um contexto de mercado cada vez mais complexo e exigente. Pressões regulatórias, demandas por rastreabilidade, transparência e práticas ESG, além da crescente integração com o mercado de capitais, exigem uma visão ampla e conectada dos processos de negócio. Nesse cenário, soluções como as plataformas SAP assumem papel estratégico ao permitir que empresas do agronegócio tenham uma base única de dados, processos padronizados e informações confiáveis para sustentar decisões mais rápidas e assertivas. A implementação de inteligência artificial só entrega valor real quando sustentada por dados confiáveis, estruturados e integrados — reforçando a importância de um core digital robusto como pré-requisito para inovação.

Dados do estudo Family Office Insights, da Deloitte, reforçam a importância dessa agenda ao mostrar que empresas familiares – perfil predominante no agronegócio brasileiro – enfrentam desafios relevantes relacionados à profissionalização da gestão, sucessão e governança. A pesquisa indica que organizações com estruturas mais maduras de governança, apoiadas por tecnologia, tendem a ser mais resilientes, competitivas e atrativas para investidores. Nesse sentido, a digitalização deixa de ser apenas uma alavanca operacional e passa a ser um pilar de valorização do negócio.

O relatório “Defining the Family Business Landscape” também da Deloitte, aponta que, para impulsionar o crescimento e fortalecer a resiliência, as empresas familiares têm intensificado os investimentos em tecnologia e na diversificação de seus negócios. Segundo a pesquisa, 40% das organizações globais e 43% das brasileiras apontam o investimento em tecnologia – incluindo inteligência artificial – como uma das principais estratégias para aprimorar a eficiência operacional, reduzir custos e expandir suas iniciativas empresariais.

O próximo passo dessa jornada está diretamente ligado à consolidação da governança digital e à expansão da conectividade no campo. Sem infraestrutura adequada de conectividade, o potencial da inteligência artificial, da automação e das plataformas integradas fica limitado. Ao combinar conectividade, governança e plataformas integradas como as soluções SAP, o agronegócio brasileiro pode acelerar sua transformação digital com escala, segurança e sustentabilidade, posicionando-se como líder global na nova economia agroalimentar.

Compartilhar:

A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios.

Artigos relacionados

A IA vai pelo mesmo caminho do ERP e da transformação digital?

O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia – mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Estamos aprendendo mais (e entendendo menos)

Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Cultura organizacional, Estratégia
8 de junho de 2026 09H00
Este artigo provoca uma reflexão central: não é o quanto se trabalha que sustenta uma carreira, mas a capacidade de transformar trabalho em valor e impacto real.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, estrategista de negócios, escritor e palestrante

2 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de junho de 2026 13H00
Se líderes continuam aprendendo, por que continuam não evoluindo? A resposta pode estar na forma como treinamos - e no que deixamos de medir.

Alexandre Santille - Fundador e Sócio da teya

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de junho de 2026 08H00
Este artigo mostra como falhas operacionais e desintegração de sistemas ainda geram perdas bilionárias - e por que a inteligência artificial pode transformar a eficiência em vantagem estratégica no setor elétrico.

Gilson Paulillo - Diretor comercial da Pagar

2 minutos min de leitura
Carreira, Cultura organizacional, Gestão de pessoas
A longevidade deixou de ser apenas um dado demográfico para se tornar questão de governança

Fran Winandy

0 min de leitura
Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de junho de 2026 13H00
Quando bem interpretados, os sinais do comportamento das equipes deixam de ser rotina e passam a revelar o que realmente sustenta performance, engajamento e resultado.

Natalia Ubilla - Diretora de RH no iFood Pago e iFood Benefícios

4 minutos min de leitura
ESG
6 de junho de 2026 09H00
Este artigo mostra por que a inclusão de pessoas com deficiência ainda não evoluiu de obrigação legal para estratégia de negócio nas organizações brasileiras.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

6 minutos min de leitura
Liderança
5 de junho de 2026 16H00
Organizações não estão falhando por falta de esforço, estão falhando por fazer coisas demais ao mesmo tempo. Este artigo reforça que o verdadeiro papel da liderança não é multiplicar tarefas, mas definir o problema certo e simplificar a execução.

François Bazini - CMO e Consultor

8 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Liderança
5 de junho de 2026 08H00
Como o Brasil chegou à NR1 e por que esta pode ser nossa última chance de acertar?

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
4 de junho de 2026 14H00
Ao refletir sobre a evolução da indústria têxtil, o autor propõe uma mudança de lógica: mais do que investir em máquinas, a competitividade passa a depender do valor real que a tecnologia entrega ao longo do tempo.

Fábio Kreutzfeld - CEO da Delta Máquinas Têxteis

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
4 de junho de 2026 08H00
O próximo desafio da liderança não é tecnológico - é aprender a liderar humanos e máquinas na mesma mesa.

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão