Liderança, ESG
13 minutos min de leitura

O embaixador e a liderança inclusiva: O esporte paralímpico como metáfora de alta performance adaptativa

Da excelência paralímpica à estratégia corporativa: por que inclusão precisa sair da admiração e virar decisão? Quando a percepção muda, a inclusão deixa de ser discurso.
É CEO da REIS - Rede Empresarial de Inclusão Social, Sócio da Egalite, Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro e docente dos MBAs de Recursos Humanos da FGV além de professor convidado da FDC, Escola Aberje de Comunicação e IEP-Hospital Sírio Libanês. Djalma é psicologo, pai da Aurora e especialista em diversidade, equidade e inclusão, passou por multinacionais no varejo (Walmart), serviços (Sodexo) e EY) e indústria (Vivo), liderando cases de sucesso em diversidade. O executivo construiu um dos maiores case de inclusão de pessoas com deficiência do país e é reconhecido como #1 em empregabilidade de pessoas com deficiência no capítulo brasileiro da Global Business Disability Network (OIT/ONU).

Compartilhar:

Depois de um longo inverno pessoal, volto com alegria à escrever para a HSM Management. Me tornar embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro, (CPB), foi simplesmente transformador e foi também um lembrete poderoso. Já falei um pouco sobre a minha história em outros artigos aqui na minha coluna, mas, em um breve resumo, sou um executivo com deficiência física, devido à uma sequela no nascimento. O fato é, “nasci assim, cresci assim”, igual à Gabriela, como diz a música da Gal Costa.

Para mim, enfrentar as barreiras de crescer e trabalhar com uma deficiência era meu dia a dia e sempre eram muitas barreiras. E construí uma carreira meteórica com sucesso direcionada, há mais de 20 anos, para cultura organizacional e inclusão de profissionais com deficiência. Depois de construir cases de sucesso em diversas organizações e liderar outras dezenas como consultor, ainda me tornar o representante brasileiro da Rede Global de Empresas e Deficiências da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência tripartite da ONU, achei que estava realizado. Mas esse convite veio como um lembrete: que sim, o que faltava era falar mais de mim e, da minha deficiência e, especialmente ter orgulho, pois se nossos incríveis atletas paralímpicos representam a deficiência e alta performance, porque eu e todos profissionais com deficiência não poderiam?

Recebi em casa, em outubro passado, uma caixa e um convite que me encheu de alegria, honra e orgulho mas também o veio junto o peso da responsabilidade de ser embaixador. A alegria pela surpresa do convite, a honra pelo reconhecimento da minha trajetória, por identificarem que eu posso apoiar na agenda e alavancar o tema no mundo corporativo. Mas o peso da responsabilidade é por perceber que agora a minha história volta e me propõe um convite que eu evitei durante anos: vamos juntos representar pessoas com deficiência? Eu respondo que SIM! Vamos nessa.

Ser embaixador desse movimento tem um peso que eu não esperava. Não o peso do cargo mas peso de saber que Paris 2024 mudou algo que eu tentei mudar por 20 anos dentro de salas de reunião em multinacionais do varejo, serviços e indústria. O Comitê Paralímpico Internacional encomendou uma pesquisa à Nielsen Sports, publicada em agosto de 2025, com 15 mil pessoas em 11 países. O resultado: 73% mudaram positivamente suas atitudes sobre deficiência após os Jogos. 80% (Oitenta por cento), isso mesmo! se sentiram mais positivos sobre as habilidades de pessoas com deficiência. 79% disseram que apoiam mais a inclusão em todas as áreas da sociedade. Eu li esses números e pensei: quantas reuniões eu fiz tentando chegar perto disso? Quantas apresentações? E um evento de duas semanas fez o que anos de relacionamento e advocacy não conseguiram. Isso me diz algo sobre o poder da visibilidade. E sobre o que ainda falta fazer.

Ser embaixador do CPB é representar um movimento que transforma e um esporte que inspira. Inspira resiliência, alta performance e busca incansável por resultados para vencer medalhas e atingir índices, mas mais do que isso, a busca pelo reconhecimento, por se sentir vivo, percebido, respeitado por quem se é. Tenho a responsabilidade de continuar esse movimento, mas com foco diferente: conectar o movimento paralímpico com o mercado corporativo, mostrando que inclusão não é apenas uma questão de justiça social, mas de competitividade estratégica.

Durante o Summit Brasil Paralímpico, realizado em 15 de outubro de 2025, na sede do Centro de Treinamento Paralímpico, Marcelo Tas, apresentador e jornalista reconhecido por sua atuação em televisão e comunicação social, também embaixador junto comigo, Ricardo Amorim e outros nomes de peso, abriu o evento exaltando o alto nível do esporte paralímpico brasileiro com uma frase que captura perfeitamente o que significa fazer parte desse movimento:

“O Movimento Paralímpico brasileiro é uma joia deste país. É uma excelência que raramente temos em alguns setores da economia brasileira, fruto de muita dedicação e de nossa cultura.”

Mas ‘o esporte já é a própria história’, como diz Mizael Conrado, medalhista paralímpico e ex-presidente do CPB e, quem conseguiu viabilizar a construção do CT Paralímpico. Ao lado dele, Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil com 27 medalhas, André Brasil e Clodoaldo Silva com 14 cada, todos na natação e Ádria Santos no atletismo com 13. Esses números falam aqui para nosso público sobre resultados, performance, resiliência e inovação. E essa excelência não é apenas do passado. Em março de 2026, Cristian Ribera conquistou a primeira medalha de prata do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Milão-Cortina na Itália, no esqui cross-country. Aline Rocha registrou o melhor resultado de uma brasileira na história dos Jogos de Inverno. O esporte surge há 80 anos em torno da causa da inclusão, depois da 2ª Guerra Mundial, quando um neurocirurgião, Sir Ludwig Guttmann, identificou no esporte um poderoso instrumento de reabilitação. O esporte e o paradesporto, são instrumentos que resgatam a autoestima e entrega, de presente, resiliência. Ao ingressar no esporte, portanto, o atleta também realiza uma transformação profunda em si mesmo, fazendo uma reabilitação emocional e construindo uma nova identidade – como atleta e representante de seu país.

Ainda no Summit do CPB, Mizael estava encerrando oito anos à frente do Comitê. Eu o conheço há anos – é um dos homens mais competentes que já vi operar em um ambiente de alta pressão. Bicampeão paralímpico de futebol de cegos, foi o primeiro medalhista a presidir o CPB. E saiu deixando algo que poucos conseguem: uma instituição mais forte do que encontrou e com sustentabilidade financeira. Seu sucessor, José Antônio Ferreira Freire, pernambucano, com deficiência visual, eleito por aclamação, carrega um simbolismo que não é pequeno: a partir de 2028, o CPB só pode ser presidido por pessoas com deficiência. Critério este aprovado por unanimidade. Quando soube disso, fiquei em silêncio por um momento. Porque isso é exatamente o que falta no mercado corporativo. Não apenas incluir. Mas deixar que a liderança pertença também a quem vive inclusão ou a falta dela na pele. José Antônio, com sua experiência em esporte adaptado, tem metas ambiciosas: colocar o Brasil no top 4 do quadro de medalhas em Los Angeles 2028.

E falando sobre alto rendimento, o que um atleta paralímpico ensina sobre adaptação? Apenas no esporte paralímpico, um atleta inicia em uma modalidade, chega a ganhar medalhas, sofre uma nova lesão, muda de modalidade e volta a ganhar medalhas. E isso não é apenas uma história, é rotina. E o caminho para se tornar CEO também requer navegar e vencer em múltiplas ‘modalidades’ corporativas. Mas ao subir, para a posição mais solitária, também se requer a habilidade de navegar em ambientes complexos, articular múltiplas áreas, fazendo com que centenas e por vezes milhares de pessoas persigam objetivos da sua visão. E foi isso que fez Mizael Conrado e, agora repete José Freire – ambos CEOs, ambos com deficiência visual, nesse caso – cegos. Sabe o que mais me incomoda? O pensamento que você pode estar tendo exatamente agora: como isso é possível? Sim, além de possível vai se tornar rotina, mais uma vez. Aqui a inovação é uma resposta à barreira física-sensorial ou intelectual. Quem disse que não é possível? E quando normalizamos isso? Se você, leitor, adquirir uma deficiência, vai lutar com todas as forças para se reabilitar e manter seu lugar de respeito. E por que alguém que você já conheceu com qualquer tipo de deficiência não poderia? Inclusive na sua própria equipe? Eu gostaria de ter paratletas no meu time, e você?

Se um atleta com deficiência visual consegue ganhar medalha de ouro em uma competição internacional, por que uma empresa com recursos quase infinitos não consegue incluir profissionais com deficiência em seus processos de vagas e inovação?

Temos aqui uma contradição que me perturba. Enquanto 78% das pessoas disseram que as Paralimpíadas representam o verdadeiro espírito do esporte, e 80% se sentiram mais positivas sobre as habilidades de pessoas com deficiência, a realidade do mercado de trabalho brasileiro conta uma história muito diferente. A Lei de Cotas, promulgada em 1991, completa 35 anos neste ano. Três décadas e meia de legislação. E qual é o resultado? Menos de 1% das vagas formais no Brasil são ocupadas por pessoas com deficiência, de acordo com dados da RAIS/MTE. Das vagas reservadas pela Lei de Cotas, apenas 54% estão preenchidas. Em 2025, foram contratadas apenas 63 mil pessoas com deficiência – um número que, em um país de 215 milhões de habitantes, é absolutamente insuficiente.

Precisamos de 500 mil vagas já reservadas pela Lei 8.213/91 – isto é, meio milhão de profissionais com deficiência contratados – para atingir uma inclusão real no mercado de trabalho. Essa é a contradição que define meu papel como embaixador. Não é apenas representar a excelência paralímpica. Mais do que meu sonho, é meu compromisso fazer com que CEOs, VPs e diretores entendam que o profissional com deficiência que espera por uma vaga no seu processo seletivo tem a mesma capacidade de reinvenção que um atleta que troca de modalidade depois de uma lesão e volta a ganhar medalhas.

Como embaixador, meu papel é transformar a visibilidade em oportunidade. A mudança de atitude que Paris 2024 provocou – e que os Jogos de Inverno de 2026 confirmaram – não pode parar na admiração. Admiração não paga salário. Admiração não preenche vaga. O que transforma uma atitude em impacto real é quando o CEO que ficou emocionado assistindo Daniel Dias nadar chega na segunda-feira e pergunta para o seu RH: quantas das nossas vagas reservadas estão preenchidas?

É por isso que, em 15 de abril de 2026, estarei conduzindo o V Fórum de CEOs da REIS. Um evento que reúne até 40 CEOs de empresas brasileiras para uma conversa profunda sobre um tema que raramente é discutido no C-level com a profundidade que merece: como transformar inclusão de pessoas com deficiência em uma infraestrutura estratégica de negócio. Se sua empresa não faz parte, você está ficando para trás.

O tema do Fórum é direto: “Do Compliance à Competitividade: Inclusão como Infraestrutura Estratégica de Negócio”. Não é sobre cumprir cota. É sobre gerar valor, inovação, produtividade, receita e também reputação. O que vamos discutir em abril é como empresas que estruturaram inclusão de verdade – com acessibilidade, com carreira, com governança – estão acessando mercados, retendo talentos e inovando de formas que seus concorrentes simplesmente não conseguem replicar. Porque não têm a estrutura. E estrutura leva tempo para construir. Mas podemos começar agora.

No Fórum de abril, uma das conversas que mais me interessa é sobre neurodivergência – porque quando falamos de inclusão, ainda pensamos quase exclusivamente em cadeira de rodas e rampa. Mas autismo, TDAH, dislexia são talentos que as empresas estão descartando nos primeiros 30 minutos de uma entrevista. Não por má vontade. Por falta de estrutura para reconhecer o que está na sua frente. Acessibilidade em todas as suas dimensões – física, digital, de processos, de comunicação – não é pauta de RH. É pauta de estratégia.

Há uma pergunta que não sai da minha cabeça desde outubro de 2025: o que, exatamente, um embaixador do CPB pode fazer que um atleta paralímpico não faz sozinho? A resposta que encontrei é simples: chegar onde o esporte não chega. Nas salas de reunião. Nos comitês de diversidade. Nas conversas de orçamento onde acessibilidade compete com outras prioridades. É aí que o V Fórum de CEOs entra. É aí que entra a REIS.

Os números de Paris 2024 mostram que as mentes podem mudar. 73% das pessoas mudaram suas atitudes em relação a pessoas com deficiência. Não consigo ignorar esse número. Por que o esporte paralímpico tem esse poder de transformação e quando o mesmo público que assistiu volta às suas empresas não consegue conceber que um profissional com deficiência pode ter alta performance?

Essa pergunta não sai da minha cabeça e o que o paradesporto faz é revolucionário e transformador. Porque significa que a barreira mais difícil – a da percepção – já começou a cair. O que falta agora é mais simples e mais difícil ao mesmo tempo: é ação. O CEO que ler esse artigo e na semana seguinte perguntar ao RH quantas vagas reservadas estão vazias – esse CEO já entendeu. O diretor que para de tratar acessibilidade como obra civil e começa a tratar como infraestrutura de negócio – esse diretor já entendeu. O gestor que muda a pergunta de ‘o que essa pessoa não consegue fazer?’ para ‘quais barreiras impedem essa pessoa de fazer o que ninguém mais consegue?’ – esse gestor também já entendeu. O que falta é que mais líderes entendam antes que seja tarde. Acredito fortemente que inclusão é impacto direto no resultado. O futuro mora na inclusão.

Meu legado como embaixador do CPB não será medido em discursos. Será medido em vagas preenchidas. Em carreiras construídas. Em inovações geradas. Em empresas que transformaram pessoas com deficiência de um item de compliance em um ativo estratégico de negócio. E sua empresa não pode ficar fora desse movimento. Você que está lendo até aqui tem uma escolha. Não é sobre ser inovador ou conservador. É sobre quando você vai agir. Porque a revolução da inclusão já começou – e as empresas que chegarem depois vão pagar o preço de ter perdido os melhores talentos para quem chegou antes.

O Brasil já tem o que precisa para ser referência global em inclusão. Temos o CPB – uma das organizações paralímpicas mais bem estruturadas do mundo. Temos ainda Mizael Conrado, que construiu isso, José Antônio Freire, que vai levar adiante. Sem falar em Daniel Dias, Cristian Ribera, Aline Rocha, Clodoaldo Silva, Vinicius Rodrigues e tantos outros. E ao mesmo tempo um mercado corporativo que ainda não acordou para o que tem na sua frente. É aí que eu entro. É aí que entra o V Fórum de CEOs e a REIS.

Nos próximos 5 anos, quero ver as 500 mil vagas que a Lei 8.213/91 já reserva finalmente preenchidas. Imagino profissionais neurodivergentes ocupando posições de liderança em empresas de tecnologia – não como exceção, mas como estratégia deliberada. Espero encontrar acessibilidade como padrão de projeto, não adaptação posterior. Afinal, desenho universal significa criar algo acessível desde o início, para todos. E, acima de tudo, quero que inclusão pare de ser tratada como obrigação e comece a ser tratada como o que ela é: uma tecnologia estratégica de competitividade.

Esse é meu compromisso como embaixador. Esse é o legado que quero deixar.

Fontes:

Compartilhar:

É CEO da REIS - Rede Empresarial de Inclusão Social, Sócio da Egalite, Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro e docente dos MBAs de Recursos Humanos da FGV além de professor convidado da FDC, Escola Aberje de Comunicação e IEP-Hospital Sírio Libanês. Djalma é psicologo, pai da Aurora e especialista em diversidade, equidade e inclusão, passou por multinacionais no varejo (Walmart), serviços (Sodexo) e EY) e indústria (Vivo), liderando cases de sucesso em diversidade. O executivo construiu um dos maiores case de inclusão de pessoas com deficiência do país e é reconhecido como #1 em empregabilidade de pessoas com deficiência no capítulo brasileiro da Global Business Disability Network (OIT/ONU).

Artigos relacionados

O Brasil tem muitos fundos ou muito risco? O que os números realmente mostram

O Brasil lidera os rankings globais em número de fundos de investimento, mas essa estatística nem sempre é interpretada corretamente. O artigo analisa a diferença entre quantidade de veículos e volume de patrimônio administrado, discutindo por que a elevada quantidade de fundos pode refletir características regulatórias e de transparência do mercado brasileiro, e não necessariamente riscos associados à opacidade ou à ocultação patrimonial. Mais do que um debate sobre números, a reflexão propõe uma análise crítica sobre regulação, rastreabilidade e o papel da indústria de fundos no financiamento da economia.

O que o espírito do tempo está tentando nos dizer? Afeto, autonomia e o desafio de construir o futuro

A partir de referências históricas e filosóficas que atravessam de Hegel a Beethoven, o artigo propõe uma reflexão sobre os valores que parecem ganhar força na sociedade contemporânea. Em um cenário marcado por transformações políticas, sociais e culturais, temas como autonomia, propósito, afeto, pertencimento e responsabilidade compartilhada surgem como elementos centrais para compreender os desafios do presente.

Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura
Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
30 de setembro de 2026 14H00
Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Juliana Tubino - Cofundadora do Ecossistema Octo e coautora do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

6 minutos min de leitura
ESG
30 de setembro de 2026 08H00
Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 14H00
Dois jovens iniciaram a carreira no mesmo programa de trainees, com formações semelhantes e perspectivas promissoras. Trinta anos depois, vivem realidades profissionais e financeiras muito diferentes. A partir dessa história, o artigo propõe uma reflexão sobre como empresas podem contribuir para trajetórias mais sustentáveis e equitativas ao longo de toda a vida.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 08H00
Enquanto algumas organizações reduzem contratações de profissionais em início de carreira graças aos ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial, outras fazem exatamente o oposto e ampliam seus programas de formação. O motivo é simples: toda vaga júnior eliminada hoje pode se transformar em uma escassez de profissionais experientes amanhã.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
28 de setembro de 2026 14H00
Lideranças são constantemente cobradas a desenvolver equipes engajadas, seguras e resilientes. Mas o que acontece quando elas recebem a responsabilidade pela mudança sem tempo, recursos ou autonomia para promovê-la? Uma reflexão sobre o limite entre responsabilidade individual e responsabilidade organizacional.

Indira Leite - Consultora em Educação Corporativa e Mestre em Psicologia Organizacional, Especialista em Engajamento de Equipes.

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de setembro de 2026 08H00
Conversar com um assistente para resolver uma demanda parece simples para o usuário. Para as organizações, porém, isso exige uma transformação muito mais profunda: explicitar processos, organizar capacidades de negócio e construir uma arquitetura capaz de conectar intenção, decisão e execução de forma confiável. É nesse encontro entre inteligência artificial e arquitetura headless que surge uma nova lógica para o futuro das operações empresariais.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução