Liderança
0 min de leitura

O futuro da liderança passa pelas mulheres

As mulheres brasileiras nunca estudaram tanto nem estiveram tão qualificadas para ocupar posições de decisão. Este artigo discute por que a desigualdade de representação persiste e como educação, networking e visibilidade continuam sendo fundamentais para transformar preparo em oportunidade.
Fundado em 2013 por Luiza Helena Trajano e outras 40 mulheres, o Grupo Mulheres do Brasil é uma das maiores redes de mobilização feminina do país. Com mais de 140 mil participantes no Brasil e no exterior, atua em frentes como educação, empreendedorismo, equidade de gênero, inclusão social, cidadania, sustentabilidade, defesa de políticas públicas e combate à violência contra mulheres e meninas. Por meio da articulação entre sociedade civil, iniciativa privada e poder público, desenvolve projetos e ações que contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, diversa e inclusiva. Saiba mais: https://www.instagram.com/grupomulheresdobrasil
Presidente do Conselho do Magazine Luiza e Presidente do Grupo Mulheres do Brasil

Compartilhar:

As mulheres brasileiras nunca estiveram tão preparadas para liderar. Hoje, elas estudam mais, concluem mais o ensino superior e representam a maioria entre os diplomados nas universidades brasileiras. Ainda assim, essa qualificação não se reflete na mesma proporção quando olhamos para os cargos de liderança nas empresas, na política e em outras instâncias de decisão.

Essa é uma contradição que precisa ser enfrentada.

Os estudos do IBGE mostram, há anos, que as mulheres apresentam maior escolaridade que os homens e são maioria entre as pessoas com ensino superior completo. Mesmo assim, continuam sub-representadas nas posições de comando e ocupam pouco mais de um terço dos cargos gerenciais no país. Na política, a distância também é evidente. Embora representem mais da metade da população brasileira e do eleitorado, ainda ocupamos uma parcela bastante reduzida das cadeiras no Congresso Nacional e em outros espaços de representação. Isso demonstra que o desafio não está na capacidade ou na formação das mulheres, mas nas oportunidades que ainda precisam ser ampliadas.

Por isso, iniciativas voltadas ao desenvolvimento profissional feminino continuam sendo importantes. Não porque as mulheres precisem provar competência, mas porque o acesso às posições de maior influência depende também de formação continuada, atualização constante, networking e da criação de ambientes onde possam trocar experiências e ampliar sua visibilidade profissional.

Vivemos um momento em que praticamente todas as profissões estão sendo transformadas pela tecnologia, pela inteligência artificial e por novas formas de trabalho. Nesse cenário, aprender deixou de ser uma etapa da carreira para se tornar um processo permanente. Quem continua estudando, compartilhando experiências e ampliando sua visão de mundo está mais preparado para aproveitar as oportunidades que surgem.

Foi com essa visão que nasceu o Summit Mulheres nas Profissões. Mais do que um evento, ele pretende ser um espaço para discutir as profissões do presente e do futuro, reunir especialistas de diferentes áreas e aproximar conhecimento de quem deseja crescer profissionalmente. Também haverá espaço para pequenas empreendedoras apresentarem seus negócios e ampliarem suas redes de relacionamento, porque muitas vezes uma boa conexão pode abrir portas tão importantes quanto uma boa ideia.

Defender mais mulheres em posições de liderança não significa estabelecer uma disputa entre homens e mulheres. Significa reconhecer que empresas e instituições tomam decisões melhores quando contam com diferentes perspectivas. Diversidade não é apenas uma questão de justiça. É também um fator de inovação, criatividade e competitividade.

Talento existe em todos os lugares, o que nem sempre existe são as mesmas oportunidades. Quanto mais conseguirmos reduzir essa distância, mais estaremos fortalecendo as empresas, a economia e a própria sociedade.

O Grupo Mulheres do Brasil nasceu acreditando que mudanças estruturais acontecem quando transformamos discurso em ação. Ao longo dos anos, desenvolvemos iniciativas voltadas à educação, ao empreendedorismo, à participação política e à geração de oportunidades. Cada novo projeto tem o mesmo objetivo: criar condições para que mais mulheres possam ocupar os espaços para os quais já estão preparadas.

Tenho esperança de que, nos próximos anos, a discussão deixe de ser quantas mulheres conseguem chegar aos cargos de liderança e passe a ser apenas quem está mais preparada para ocupá-los. Quando esse dia chegar, teremos dado um passo importante para construir um Brasil mais competitivo, mais inovador e mais representativo da sua própria sociedade.

Compartilhar:

Fundado em 2013 por Luiza Helena Trajano e outras 40 mulheres, o Grupo Mulheres do Brasil é uma das maiores redes de mobilização feminina do país. Com mais de 140 mil participantes no Brasil e no exterior, atua em frentes como educação, empreendedorismo, equidade de gênero, inclusão social, cidadania, sustentabilidade, defesa de políticas públicas e combate à violência contra mulheres e meninas. Por meio da articulação entre sociedade civil, iniciativa privada e poder público, desenvolve projetos e ações que contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, diversa e inclusiva. Saiba mais: https://www.instagram.com/grupomulheresdobrasil

Artigos relacionados

O futuro da liderança passa pelas mulheres

As mulheres brasileiras nunca estudaram tanto nem estiveram tão qualificadas para ocupar posições de decisão. Este artigo discute por que a desigualdade de representação persiste e como educação, networking e visibilidade continuam sendo fundamentais para transformar preparo em oportunidade.

O líder que só corrige está desperdiçando talentos

A Psicologia Positiva desafia uma crença comum nas organizações: a de que líderes geram resultados principalmente corrigindo falhas. A ciência sugere outro caminho, fortalecer aquilo que já funciona para ampliar desempenho, engajamento e resiliência.

Liderança
27 de junho de 2026 08H00
Na estreia da coluna do Grupo Mulheres do Brasil, este artigo mostra que a liderança do futuro não será construída por decisões individuais, mas pela capacidade de mobilizar diversidade, escuta e inteligência coletiva para enfrentar desafios que já não cabem em uma única visão.

Andrea Gasques - Diretora de Comunicação do Grupo Mulheres do Brasil

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de junho de 2026 14H00
Ao revisitar os 30 anos do CESAR, este artigo mostra por que, em um mundo cada vez mais automatizado, a vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de formar pessoas que saibam interpretar, conectar e dar sentido ao conhecimento.

Janaina Calazans - Gerente de Ensino Superior da CESAR School

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de junho de 2026 08H00
Este artigo revela por que o verdadeiro desafio da IA não é adoção, mas uso intencional, capaz de ampliar o pensamento, e não substituí-lo.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Estratégia, Gestão de recursos
25 de junho de 2026 15H00
A teoria dos jogos expõe o erro estrutural por trás do modelo reativo que consome bilhões sem gerar resultados proporcionais. Este artigo mostra que não falta dinheiro na saúde, falta estratégia para usar.

Dr. Jorge Luiz Andrade - Anestesiologista e vice-presidente da Unimed Nova Iguaçu

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
25 de junho de 2026 08H00
Com o avanço da longevidade e a transformação demográfica, este artigo mostra por que o futuro das empresas depende menos de estratégias de atração e mais da capacidade de liderar diferentes ciclos de vida, repensando saúde, carreira e gestão de pessoas.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
24 de junho de 2026 15H00
Dados, modelo e experiência competem pelo mesmo backlog, e cada frente pode apresentar uma justificativa tecnicamente correta para receber o próximo investimento. Decidir entre elas, exige uma maturidade que poucos times de produto desenvolveram, e uma clareza estratégica que poucas empresas conseguem articular.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo, professor de MBA na USP/ESALQ e FIAP, palestrante e especialista em Inteligência Artificial, Transformação Digital e Produtos Digitais

9 minutos min de leitura
Liderança
24 de junho de 2026 08H00
Este artigo propõe um deslocamento essencial: mais do que acumular informação, a liderança precisa desenvolver discernimento - a capacidade de interpretar com clareza quando a pressão empurra para decisões automáticas.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Liderança
23 de junho de 2026 14H00
Uma meta mal definida não impulsiona, trava. Este artigo revela como metas mal calibradas podem desconectar equipes e comprometer resultados, mostrando que o verdadeiro desafio da liderança está em equilibrar ambição e viabilidade para sustentar desempenho ao longo do tempo.

Denise Joaquim Marques -Consultora de negócios especializada em Vendas e Marketing

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
23 de junho de 2026 08H00
Em organizações que cobram inovação, mas penalizam o erro, este artigo revela um paradoxo central: sem espaço para frustração e aprendizado, equipes deixam de evoluir, e a transformação que se busca nunca acontece de fato.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
22 de junho de 2026 15H00
Talvez o maior erro da inovação seja tentar adivinhar o futuro, em vez de entender o que já está diante de nós.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo