Uncategorized

Tecendo sobre um propósito maior

Pai de Bento, sonhador por natureza, publicitário, empreendedor social e Diretor de Soluções na Refazenda. O negócio foi fundado em 1990, em Recife, Brasil, por sua mãe, Magna Coeli, pioneira nesse tipo de negócio na América Latina. A proposta é criar moda sem produzir resíduos têxteis. Como sócio da Refazenda nos últimos 15 anos, Marcos ganhou muita experiência em diversos setores, como: Vendas, Finanças, Marketing, Liderança, Soluções de Design, Soluções de Inovação e Monitoramento do Comportamento do Consumidor. Sua área de especialização é Marketing e Gestão de Negócios circulares. Antes de ingressar na Refazenda, Marcos trabalhou na empresa MCI Marketing, como consultor especializado em Comércio Justo, Negócios e Gestão. Marcos é formado em Publicidade e Marketing e possui MBA em

Compartilhar:

### Alinhamento

Em crises, empresas com um Propósito Maior saem na frente porque tomam decisões com base num **alinhamento coletivo.** O Propósito Maior **de uma empresa deve ser muito mais do que simplesmente gerar lucros: deve ser a causa pela qual a empresa luta.** O seu porquê de existir. Quando todas as partes interessadas estão alinhadas em torno deste propósito, diminui a tendência de se preocuparem apenas com os objetivos imediatos.

Quais são os dois dias mais importantes na vida de uma pessoa ou de uma empresa? Segundo o escritor Richard Leider, o dia de nascimento é o primeiro mais importante. O segundo, arrisca Leider, é quando cada um entende o motivo pelo qual nasceu. Ou seja, seu verdadeiro propósito, sua vocação profunda. Confira a história e o propósito da Refazenda, empresa que vende roupas femininas, mas que se posiciona de forma verdadeiramente genuína e cheia de propósito.

### Da terra para o corpo

Desde a concepção, a [Refazenda](https://www.vivarefazenda.com.br/) carrega em seu DNA o ideal da sustentabilidade. Tudo começou há quase 30 anos, quando, incomodada com o formato como então se conhecia a indústria do vestuário, Magna Coeli pensou num modelo de negócio vanguardista, mesmo para os tempos de hoje. A ideia da estilista foi criar um novo estilo de comportamento, aliado ao planejamento de todo o material usado no ciclo, inclusive as até então indesejadas sobras (os retalhos).

Não se tratava de upcycling, um modelo de produção sustentável. Como o próprio conceito sugere, precisava se bastar em todos os processos da marca. Era necessário fechar o ciclo, lançar mão de uma economia genuinamente circular, em que 100% da matéria-prima fosse utilizada dentro do seu propósito de existir, selando parcerias com artesãos e pequenos produtores locais, agregando, assim, **alta qualidade, design inovador, conteúdo técnico-cultural, atemporalidade e afetividade.**

### Moda feita à mão e com amor

Nesses quase 30 anos de história, a Refazenda se posiciona não como um negócio de moda, mas como uma empresa de GENTE que se comunica por meio de produtos e serviços sustentáveis e de alto valor agregado, influenciando seus ecossistemas a se estabelecerem como cidadãos do mundo, numa expressão fiel de pertencimento ao planeta.

Foi assim, de um forte sentimento de responsabilidade socioambiental e emanando o esmero de tudo o que é feito à mão, que nasceu a Refazenda, trazendo junto consigo uma vontade efervescente de transformar o paradoxo que caracteriza a confecção de roupas e acessórios atualmente: o grande impacto ambiental, resultante de toda sua cadeia produtiva tradicional, da plantação, fiação, tecelagem e montagem, até a distribuição.

Perseguindo o ideal de minimizar os efeitos nocivos da indústria no planeta, a Refazenda acompanha o uso de suas peças para além da compra, alongando o ciclo do produto por meio de sugestões de novas formas de vestir e redesenhando uma peça para ser usada como nova.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quanta esperança você deposita em 2026?

No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa – o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de janeiro de 2026
Diversidade não é jogo de aparências nem disputa por cargos. Empresas que transformam discurso em prática - com inclusão real e estruturas consistentes - não apenas crescem mais, crescem melhor

Giovanna Gregori Pinto - Executiva de RH e fundadora da People Leap

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de janeiro de 2026
E se o maior risco estratégico para 2026 não for uma decisão errada - mas uma boa decisão tomada com base em uma visão de mundo desatualizada?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

8 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
6 de janeiro de 2025
Com a reforma tributária e um cenário econômico mais rigoroso, 2026 será um divisor de águas para PMEs: decisões de preço deixam de ser operacionais e passam a definir a sobrevivência do negócio.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de janeiro de 2026
Inovar não é sinônimo de começar do zero. A lente da exaptação revela como ideias e recursos existentes podem ser reaproveitados para gerar soluções transformadoras - da biologia às organizações contemporâneas.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

8 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança