Finanças, Estratégia
10 minutos min de leitura

Todo fim de ano, o passado se reelege no seu orçamento

Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.
Conselheiro, consultor de gestão estratégica, professor no MBA e no Pós-Tech da FIAP, mentor na ABStartups e Professional Services Director na Bolder. Coautor de "Governança Estratégica da Inovação: Liderando a Revolução Digital". Graduado em Administração Mercadológica com especialização em Gestão de Marcas (ESPM), MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Empresas (FGV) e MBA em Business Innovation (FIAP).

Compartilhar:

Toda empresa tem (ou deveria ter) dois documentos de estratégia. O primeiro é o deck que vai ao conselho: fala de transformação, de novos mercados, de inteligência artificial, de reinvenção. O segundo é o orçamento que se aprova em novembro. Quando os dois discordam, e eles quase sempre discordam, há um vencedor previsível. O orçamento sempre ganha. O deck é a estratégia que você diz ter. O orçamento é a estratégia que você tem. E, neste exato trimestre, você está escrevendo a segunda quase sem perceber.

Passei mais de vinte anos entrando na gestão de empresas de praticamente todo setor da economia real, da familiar à de capital aberto, e vi essa cena se repetir sem depender de porte, cultura ou geografia. A liderança se emociona com o plano de longo prazo no offsite de janeiro e, em novembro, aprova um orçamento que é o do ano anterior somado a alguns pontos percentuais. O futuro inteiro cabe na apresentação. Na planilha, ele não ganha uma linha.

A pergunta que quase ninguém faz na reunião de planejamento é por quê. E a resposta é desconfortável, porque não tem a ver com preguiça nem com falta de visão. Tem a ver com poder.

O orçamento é desenhado por quem tem mais a perder com o futuro

O organograma não é um diagrama de caixinhas. É a formalização de uma divisão de poder: quem manda, quem responde, quem controla qual verba. E é esse mesmo organograma que desenha o orçamento. Cada caixa defende a própria linha, porque a própria linha é a sua relevância, o seu time, o seu bônus. Ninguém, em sã consciência, aloca recursos para financiar a própria obsolescência.

O futuro, dentro da maioria das empresas, não tem quem o defenda na hora da alocação, porque ele ainda não tem uma caixa no organograma. O passado tem todas. Por isso, todo fim de ano, no seu orçamento, o passado se re-elege. E ele nem precisa fazer campanha: a estrutura vota nele por padrão.

Não estou acusando ninguém de má-fé. O manual de orçamento foi desenhado para desafiar o passado, para pedir que cada área justifique o que já faz. Você está fazendo exatamente o que o manual manda. O problema é que o manual foi feito para um mundo em que o passado era um bom guia do futuro. Esse mundo acabou.

A prova de que dá para fazer diferente vem do interior gaúcho

Em 2008, uma empresa de Santa Cruz do Sul fez algo que ainda me parece raro. A Mercur, a mesma da borracha de apagar com o rosto do deus Mercúrio, geria até então pela lógica que quase todo mundo herda pronta. O próprio livro que documenta sua transformação registra que, na primeira metade dos anos 2000, a empresa havia feito uma opção pelo crescimento em direção a novos mercados cujo objetivo, nas palavras do texto, era essencialmente melhorar os indicadores econômicos. Crescer para mover o placar. Nada de errado nisso, é o que ensinaram a todos nós.

O que a Mercur fez a seguir é que foge do roteiro. A virada não foi resposta a uma crise: foi uma escolha dos acionistas, tomada com a casa em ordem. E ela não começou pelo discurso. Começou pela estrutura. Os diretores deixaram de ser diretores e viraram facilitadores, a quem, segundo o livro onde eles mesmos documentaram esse processo, não cabia mais direcionar. A hierarquia foi desmontada em colegiados. A empresa saiu do mercado de produtos licenciados, uma decisão que, o próprio relato admite, dividiu internamente as opiniões e derrubou receita, porque aquele consumo não fazia mais sentido para o que ela queria ser.

Isso não saiu de graça, e é importante dizer, porque o oposto seria conto de fadas. A transformação gerou conflitos, demissões e a saída de acionistas que não quiseram seguir, o que descapitalizou a empresa em cerca de 10%. Quebrar o veto do organograma tem preço. A diferença é que a Mercur decidiu pagar esse preço enquanto ainda podia escolher, em vez de pagá-lo mais tarde, empurrada.

Não é a ambição que falta, nem a tecnologia

A narrativa dominante diz que o problema é execução, ou falta de coragem, ou tecnologia. Adota-se IA, contrata-se consultoria, reescreve-se o plano. Mas o gargalo não está em nenhum desses lugares. Está na alocação, e a alocação é governada pela estrutura que o passado construiu.

Repare no que acontece com o assunto mais quente do momento. Uma pesquisa da Deloitte com mais de 1.300 líderes de finanças em 2026 mostrou que 63% já implantaram soluções de IA, mas apenas 21% relatam valor mensurável. A KPMG foi além: em seu levantamento do segundo trimestre de 2026, só 26% das organizações têm visibilidade em tempo real do custo de rodar IA. Ou seja: a maioria comprou a tecnologia sem saber quanto ela custa, qual dor resolve ou qual alavanca estratégica endereça. O piloto de IA que não dá ROI não é uma falha da IA. É uma linha de orçamento que ninguém amarrou a uma alavanca, aprovada por uma estrutura que só sabe perguntar “quanto?”, quando a pergunta madura é “para quê?”.

Adotar tecnologia sem tese e montar orçamento sem alavanca são o mesmo sintoma da mesma doença: confundir movimento com direção.

Três razões pelas quais o organograma veta o futuro

A primeira é a mais óbvia e a menos dita: quem aloca é quem perderia com a realocação. Você entrega a decisão orçamentária às pessoas cujo poder vem de manter as coisas como estão. É esperar que o sistema imunológico aprove o transplante.

A segunda é que o placar premia o passado. Indicadores de resultado, receita, margem, EBITDA do mês, são a fotografia de decisões que já aconteceram. Quem entrega o número de ontem é promovido. O futuro não tem número ainda, então perde toda comparação. A empresa mede o fim da cadeia com rigor e deixa o meio, onde ainda dava para agir, no escuro.

A terceira é que a estrutura é sólida num mundo que virou líquido. Zygmunt Bauman descreveu a modernidade líquida como o tempo em que as formas se dissolvem antes de endurecer. O organograma é o oposto disso: um mapa de pedra, territorial, feito para durar. E é aí que o contraste fica interessante. Do outro lado do espectro da Mercur está o Mercado Livre, uma gigante pública latino-americana que faz, à sua maneira, o mesmo movimento.

Ao longo de 2025 e 2026, o Meli comprimiu deliberadamente a própria margem para financiar logística e serviços financeiros, e o mercado castigou a ação. Analistas leram a queda não como erro, mas como estratégia: aceitar um placar pior no trimestre para ganhar o jogo na década, e reorganizar a estrutura em torno de cada nova aposta em vez de proteger a estrutura de ontem. Uma empresa centenária, fechada, industrial, do interior gaúcho. Outra digital, aberta, latino-americana. O mesmo gesto: tirar do passado a posse do orçamento. Quando o padrão se repete em empresas tão diferentes, ele deixa de ser anedota e vira sinal.

O que fazer antes de aprovar o plano de 2027

Mas nós fazemos orçamento base zero, você pode dizer. Não herdamos nada, questionamos cada linha. É um bom argumento, e por isso merece ser levado a sério. O base zero é uma disciplina poderosa, porque parte de uma premissa correta: nada é sagrado, tudo precisa se justificar. O problema não está na premissa. Está na pergunta.

A pergunta que o base zero costuma fazer é: se fôssemos reconstruir este negócio do zero, do que precisaríamos? Repare no este. Ela ancora tudo no negócio que já existe, re-justifica o passado com uma camada a mais de rigor e, não raro, vira apenas um mecanismo mais sofisticado de corte de custo: espremer o que já há, em vez de financiar o que ainda não há.

A pergunta honesta seria outra: se fôssemos construir o negócio de 2027, qual negócio seria esse, e do que ele precisaria? Ninguém aqui está pedindo um cavalo de pau que ignore estoque, portfólio, carteira, reputação. Estou pedindo que, por algumas horas, a organização se coloque de fato no lugar de desenhar o negócio do ano que vem, e não apenas de reconduzir o do ano passado.

E aqui está a parte incômoda: mesmo essa pergunta melhor, respondida pelo mesmo organograma, será capturada de novo. Cada caixa vai desenhar o 2027 que preserva a própria caixa. Não falta framework para essa reflexão, três horizontes, matriz BCG, o que você quiser. Falta uma pergunta honesta e, sobretudo, alguém sem conflito de interesse para respondê-la.

Primeiro, ponha o deck e o orçamento lado a lado e faça uma única pergunta: são a mesma empresa? O deck fala de transformação, a planilha fala de sobrevivência do que já existe. A distância entre os dois é o tamanho exato da sua exposição estratégica. Não é um exercício filosófico. É uma tarde com dois arquivos abertos.

Ponha o deck de estratégia e a planilha de orçamento lado a lado e pergunte: são a mesma empresa? A distância entre os dois é o tamanho da sua estratégia de ficção.

Segundo, dê ao futuro uma caixa no organograma e uma linha no orçamento que não dependam do voto de quem ele ameaça. Foi o que a Mercur fez ao criar colegiados fora da lógica dos antigos feudos, e o que o Meli faz ao montar unidades em torno de apostas. Sem um dono que perca o sono por ela, e sem recursos protegidos do corte do primeiro trimestre difícil, a aposta de longo prazo morre na primeira reunião de resultados.

Terceiro, reserve uma fração do orçamento que o placar de curto prazo não possa tocar, e amarre cada adoção a uma alavanca e a um dono. No meu artigo anterior, defendi que a vantagem não está em prever o futuro certo, mas em construir uma empresa que aguenta vários. Opcionalidade, porém, não é discurso: é decisão de alocação. Você não pode ser resiliente a muitos futuros se todo o seu caixa está comprometido em defender o futuro de ontem. E toda tecnologia que entra sem responder qual dor, qual alavanca, como saberei que mexeu, é apenas mais uma linha que o passado vai usar para se reeleger.

A pergunta que fica

O plano que você vai aprovar nas próximas semanas não precisa de mais ambição no deck. Precisa de uma resposta honesta a uma pergunta que costuma ficar fora da ata: nesta sala, quem perderia se nós financiássemos de verdade o futuro? E essas pessoas são, por acaso, as mesmas que estão escrevendo o orçamento?

Se a resposta demorar mais do que uns poucos segundos para vir, você já sabe quem vai vencer a eleição deste ano.

Referências

1. Narrativas Mercur: Práticas de uma Gestão em Constante Construção. Livro institucional da Mercur, download gratuito no site da empresa.

2. MercadoLibre Inc. Formulário 10-K, arquivado na SEC, sobre a estrutura de unidades de negócio do grupo. Link: https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/1099590/000156276220000055/meli-20191231x10k.htm

3. Projeto Draft. Reportagem sobre a transformação de gestão da Mercur.

4. Deloitte. Finance Trends 2026, pesquisa com mais de 1.300 líderes de finanças.

5. KPMG. AI Quarterly Pulse Survey, segundo trimestre de 2026.

6. Cobertura de imprensa de negócios sobre a compressão de margem do Mercado Livre. Link: https://neofeed.com.br/negocios/no-brasil-mercado-pago-ganha-margem-fatura-us-22-bilhoes-e-passa-a-caixa-em-cartoes/

Compartilhar:

Conselheiro, consultor de gestão estratégica, professor no MBA e no Pós-Tech da FIAP, mentor na ABStartups e Professional Services Director na Bolder. Coautor de "Governança Estratégica da Inovação: Liderando a Revolução Digital". Graduado em Administração Mercadológica com especialização em Gestão de Marcas (ESPM), MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Empresas (FGV) e MBA em Business Innovation (FIAP).

Artigos relacionados

Todo fim de ano, o passado se reelege no seu orçamento

Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

A AGI já chegou? E se Ray Kurzweil estiver certo há mais tempo do que imaginávamos?

As declarações recentes dos líderes da OpenAI e da NVIDIA reacenderam uma das discussões mais importantes da era digital: a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade? Ao conectar os avanços mais recentes da IA às previsões feitas por Ray Kurzweil décadas atrás, o artigo explora não apenas a evolução da tecnologia, mas também o desafio humano, organizacional e social de acompanhar uma transformação que pode estar acontecendo mais rápido do que imaginávamos.

O que uma prótese de quadril me ensinou sobre os erros de decisão dentro das empresas

Ao relatar uma experiência marcante durante sua recuperação de uma cirurgia, o autor provoca uma reflexão sobre um erro recorrente nas organizações: confiar mais naquilo que é visível do que na experiência de quem vive o problema. Quando líderes ignoram relatos e se apoiam apenas em protocolos e percepções, perdem informação, confiança e capacidade de tomar melhores decisões.

Nenhuma estratégia é melhor do que a lente que a criou

Empresas expostas aos mesmos dados, cenários e tendências frequentemente chegam a decisões opostas. O que explica essa diferença não é a informação disponível, mas a forma como cada organização interpreta a realidade.

Centauros corporativos: quem está no controle da inteligência?

Na mitologia grega, os centauros simbolizavam a convivência entre razão e instinto. Hoje, a união entre inteligência humana e artificial cria uma nova versão desse mito e desafia líderes a equilibrar produtividade, discernimento e autonomia em um mundo cada vez mais automatizado.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 15H00
Em momentos de retração econômica, cortar custos costuma ser uma resposta imediata. O problema é que algumas das perdas mais importantes não aparecem nas planilhas. Conhecimento acumulado, confiança, experiência e capacidade de inovação formam um patrimônio invisível que pode levar anos para ser reconstruído.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 08H00
O artigo utiliza a clássica fábula dos três porquinhos para mostrar por que organizações que apostam apenas em estruturas robustas, sem capacidade de adaptação, podem se tornar mais vulneráveis justamente quando o ambiente exige flexibilidade e aprendizado contínuo.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

10 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 20H00
Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 18H00
A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de agosto de 2026 14H00
A lógica do “trabalhe enquanto eles dormem” ajudou a moldar uma geração de profissionais que transformou o cansaço em símbolo de mérito. O artigo questiona os mitos da cultura hustle e defende o sono como um dos investimentos mais estratégicos para desempenho, bem-estar e crescimento sustentável.

Valter Roldão - CEO da Luuna

5 minutos min de leitura
Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

6 minutos min de leitura
ESG
30 de agosto de 2026 14H00
Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças, Gestão de recursos
30 de agosto de 2026 07H00
Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

François Bazini - CMO e Consultor

6 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Finanças
29 de agosto de 2026 14H00
A implementação do Split Payment inaugura uma nova lógica para o recolhimento de tributos no Brasil e altera uma dinâmica financeira que acompanha as empresas há décadas. Ao retirar do fluxo de caixa os valores destinados a impostos, o novo modelo exigirá mais planejamento, integração entre áreas e maturidade na gestão financeira e tributária.

Ulisses Brondi - CEO da ASIS Tax Tech

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
29 de agosto de 2026 07H00
Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Ísis P. Fontenele - Consultora organizacional, professora da FGV, mestre em Gestão de Pessoas pela FGV EAESP

8 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução