Inovação & estratégia, Empreendedorismo
2 minutos min de leitura

Como transformar uma ideia de faculdade em um ecossistema de sucesso

No SXSW 2026, Lucy Blakiston mostrou como uma ideia criada na faculdade se transformou na SYSCA, um ecossistema de mídia com impacto global.
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

O que começou como uma troca de mensagens entre três amigas durante uma aula entediante, transformou-se em uma plataforma global que hoje alcança mais de 3 milhões de pessoas.

A premissa inicial do SYSCA – Shit You Should Care About – era bastante simples: tornar as notícias acessíveis e compreensíveis para pessoas que não têm tempo nem interesse para temas apresentados de forma complexa. Em 2018, enquanto o Instagram começava a ficar saturado de influenciadores vendendo produtos estéticos e imagens perfeitamente editadas, Lucy e suas cofundadoras decidiram ir na contramão. Elas identificaram uma lacuna significativa no mercado: os jovens queriam se informar sobre o que estava acontecendo no mundo, mas a mídia tradicional falhava em se comunicar com eles de forma engajadora e relacionável.

A fórmula do sucesso: o SYSCA não separa “assuntos sérios” de “cultura pop”. Como ela mesma destacou em sua fala: “Eu não me importo apenas com as notícias. Eu me importo com One Direction. Eu me importo com a Fórmula 1. Eu me importo com as mudanças climáticas. Somos todos pessoas. Todos nós temos múltiplos interesses.” Essa filosofia quebra o paradigma de que para ser levado a sério, você precisa ser unidimensional.

Além da inovação no formato, a jornada de Lucy traz lições valiosas sobre liderança e resiliência na era digital. Lidar com uma comunidade online massiva traz desafios, especialmente quando se abordam temas polarizadores. No entanto, o sucesso contínuo do SYSCA está enraizado na autenticidade.

Lucy enfatiza a importância de se desconectar, de “tocar a grama” e de manter uma base sólida fora do mundo virtual. “A razão pela qual consigo me manter tão resiliente é, honestamente, porque me sinto bem com o que estou fazendo. 99% do tempo eu amo meu trabalho, e posso fazer isso porque tenho limites realmente incríveis”, ela compartilhou.

Para líderes e profissionais de marketing, a trajetória de Lucy Blakiston oferece insights cruciais:

1. Não subestime o poder de falar a língua do seu público. A informalidade não diminui a importância da mensagem; muitas vezes, ela é a ponte necessária para o engajamento.

2. Construção de uma comunidade gentil e informada na internet é possível, desde que liderada com empatia e propósito claro.

3. não tenha medo de abraçar suas crenças. Seus múltiplos interesses não são distrações.

O impacto do “Shit You Should Care About” vai muito além de números impressionantes nas redes sociais. Eles estão redefinindo o jornalismo para uma nova geração, provando que é possível construir um negócio de sucesso global a partir de uma pequena cidade na Nova Zelândia, e mostrando que se importar com o mundo não precisa ser uma tarefa árdua ou solitária.

O conteúdo livre do SYSCA é limitado. Os interessados podem optar por uma assinatura mensal de 8 dólares, uma anuidade de 80 dólares ou explorar opções de parceria.

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

A migração do poder para pessoas que resolvem problemas reais

Neste artigo, exploramos por que a capacidade de execução, discernimento aplicado e proximidade com a realidade estão redefinindo o que significa liderar – e por que títulos, discursos sofisticados e metodologias brilhantes já não bastam para garantir relevância em 2026.

O futuro que queremos construir e as conversas difíceis que precisamos ter!

Direto da cobertura do SXSW 2026, este artigo percorre as conversas que dominam Austin: quando a tecnologia entra em superciclo e a IA deixa de ser apenas inovação para se tornar força estrutural, a pergunta central deixa de ser técnica – e passa a ser profundamente humana: como preservar significado, pertencimento e propósito em um mundo cada vez mais automatizado?

Você acredita mesmo na visão que você vende todo dia?

Diretamente da cobertura do SXSW 2026, este artigo parte de uma provocação de Tom Sachs para tensionar uma pergunta incômoda a líderes e criadores: é possível engajar pessoas, construir mundos e sustentar visões quando nem nós mesmos acreditamos, de verdade, no que comunicamos todos os dias?

Inovação & estratégia
21 de janeiro de 2026
Como o mercado está revendo métricas para entregar resultados no presente e valor no futuro?

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

5 minutos min de leitura
Inovação
20 de janeiro 2026
O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados. Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas

5 minutos min de leitura
Liderança
19 de janeiro de 2026
A COP 30 expôs um paradoxo gritante: temos dados e tecnologia em abundância, mas carecemos da consciência para usá-los. Se a agenda climática deixou de ser ambiental para se tornar existencial, por que ainda tratamos espiritualidade corporativa como tabu?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de janeiro de 2026
Falar em ‘epidemia de Burnout’ virou o álibi perfeito: responsabiliza empresas, alimenta fundos públicos e poupa o Estado de encarar o verdadeiro colapso social que adoece o país. O que falta não é diagnóstico - é coragem para dizer de onde vem o problema

Dr. Glauco Callia - Médico, CEO e fundador da Zenith

7 minutos min de leitura
Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...