Inovação & estratégia, Marketing & growth
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Inovação e comunidades na presença digital

A creators economy deixou de ser tendência para se tornar estratégia: autenticidade, constância e inovação são os pilares que conectam marcas, líderes e comunidades em um mercado digital cada vez mais colaborativo.
Jornalista com Mestrado em Comunicação Midiática pela Universidade Estadual Paulista - Unesp. Professora universitária há 14 anos. Atualmente atua na Universidade Anhembi Morumbi (UAM) e Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), nos cursos de Comunicação.
É aluno do curso de jornalismo e integrante do Lab Jornalismo - projeto da HSM Management feito em parceria com a Universidade Anhembi Morumbi.

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Ao pensar em economia criativa, não basta relacionar à simples ideia de que qualquer atividade que envolva criatividade cabe neste conceito. O produto, além de ser fruto do processo criativo humano, tem que gerar valor, produzir riqueza. 

Apesar da “creator economy” já não ser mais novidade, o conceito aparece, segundo especialistas, nos anos de 1980 e 1990 em documentos do governo britânico para apontar a importância de políticas públicas envolvendo bens ligados ao setores da tecnologia e criatividade para o crescimento econômico. Foi com o livro The Creative Economy – How People Make Money From Ideias (no Brasil, Economia Criativa – Como Ganhar Dinheiro com Ideias Criativas), de 2001, que o autor britânico John Howkins contribuiu para alavancar as discussões em torno do termo.

Conceitos como “intangible assets” (bens intangíveis), propriedade intelectual, efeito “nobody knows” (tradução literal: ninguém sabe) engrossam a complexidade de obras, como livros, softwares, músicas ou filmes, que podem ter alto valor intelectual e comercial, exemplos deste universo impactado com a evolução do mercado digital que constantemente tensiona as esferas pública e privada em todos as áreas do conhecimento. 

Diante deste cenário, nos dias 26 e 27 de novembro, tive a oportunidade de visitar a CEEX (Creators Economy Experience), um evento que promove a conexão entre marcas, empresários, líderes de mercado e criadores em São Paulo. Em 2025, a CEEX juntou destaques da indústria criativa e do empreendedorismo digital, como Isabelle Drummond, Leo Picon (Approve), Malu Borges, João Branco, Mônica Salgado, Peter Jordan (Ei Nerd), Rezende (ADR), Karina Sato, Giovanni Begossi, Cela Lopes, Nicole Bahls, Luiz Fernando Musa (Ogilvy Brasil), Pyong Lee, Dani Junco (B2Mamy), entre outros. Também reuniu ativações de marcas, dentre elas destaco Phytoervas, Dermage, Nutty Bavarian, Regus, Payot, You Shop, Chilli Beans e JET.

Vitor Cabral, fundador do evento, reforçou que este é o momento ideal para explorar novos modelos de negócios. Quatro palcos foram preparados com painéis voltados para a nova economia que surge no Brasil e para discutir como nosso país é um solo fértil para o crescimento da tecnologia – tema também marcou presença no Dossiê #169: Tecnologias Made In Brasil da HSM Management.

Durante os dois dias, três pontos ganharam destaque: autenticidade, constância e inovação. Os dois primeiros dialogam diretamente com criadores que desejam iniciar suas carreiras digitais; já a inovação, pode e deve ser aplicada também ao mundo da gestão. A presença digital se torna cada vez mais inevitável. Hoje, vemos exemplos claros de empresários que usam o marketing pessoal como porta de entrada para o crescimento de suas empresas.

À medida que nos aproximamos de 2026, uma nova tendência se fortalece: as comunidades. As plataformas de redes sociais já estão criando seções exclusivas para “super fãs”, grupos de seguidores mais engajados. E qual empresário não gostaria de uma comunidade fiel defendendo sua marca? Por isso, muitos têm se aventurado nas mídias digitais, dando um rosto para o público se identificar e criar laços reais.

Não é necessário que executivos mostrem as 24 horas do seu dia, mas é fundamental produzir conteúdo que gere conexão. Muitas marcas têm transformado seus próprios colaboradores em porta-vozes, o que agrega autenticidade, afinal, quem está dentro da operação tem mais propriedade para falar, gerando um apelo positivo ainda maior.

A CEEX reforçou o papel central do cenário digital no Brasil. Empresas estão apostando em novas formas de empreender e crescer impulsionadas pelas redes, até porque existe um mercado inteiro se movimentando para isso, com startups se desenvolvendo para sustentar esse novo passo da economia.

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